sábado, 17 de novembro de 2007

GRANDE MAGUSTO DA CTMAD, 18 NOVEMBRO 2007, 13:00, NO EXTERNATO MARISTA DE LISBOA

EM BENFICA, RUA MAJOR NEUTEL DE ABREU, Nº11


(ALTO DOS MOÍNHOS)


GRANDE MAGUSTO TRASMONTANO


DOMINGO 18 NOVEMBRO 13:00 HORAS


ENTRADA LIVRE


PREÇO DO LANCHE (PÃO CENTEIO, FEBRAS, CASTANHAS, VINHO E JEROPIGA):
SÓCIOS COM AS QUOTAS EM DIA - 3 EUROS
GERAL - 6 EUROS

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

A RELIGIÃO E A COMIDA


Enquanto estou a escrever esta crónica ainda decorre o Ramadão. Como todos sabem o Ramadão é um período de jejum dos muçulmanos que decorre durante cerca de um mês não podendo alimentar-se, os seus crentes, no tempo que decorre do nascer ao por do Sol. Faz parte das obrigações dos bons muçulmanos. Para alguns o período de jejum, e o sentimento da fome, faz-lhes pensar nos que têm fome e por isso se obrigam a contribuir para alimentar os pobres.


Para evitar riscos de não cumprimento, existem tabelas que indicam a hora, dia a dia, a partir da qual se pode fazer uma refeição. Já tinha estado várias vezes em países de religião muçulmana durante o Ramadão mas não tinha reparado na sua influência no quotidiano como assisti na Turquia. A primeira, e muito visível para um turista, é o anúncio em muitos restaurantes de preço especial para o “Iftar”, com indicação de preço fixo, e promocional, com a composição da ementa. Obviamente sem álcool. “Iftar” é o jantar que se segue ao período de jejum diário. No fim do Ramadão têm ainda um dia especial, que é o dia da quebra do jejum. Sem querer comparar podemos associar a Quaresma com o final no Domingo de Páscoa que é um dia de grandes comemorações gastronómicas.



Tive a sorte de ser convidado para participar num “Iftar” organizado diariamente por um negociante de tapetes. Nesta refeição estavam presentes para além do anfitrião, os seus trabalhadores e outros colaboradores, familiares e amigos. A refeição começou religiosamente às dezanove horas e dois minutos, conforme referia a tabela.



As mesas foram improvisadas pois o número de convivas ultrapassava a vintena. Não havendo lugares diferenciados as pessoas iam-se sentando à volta das mesas conforme iam chegando. Estava já colocado na mesa o pão, baixo e de mistura de farinhas, e uma salada de alface e tomate. Depois cada lugar tinha um prato, um copo, e uma colher e um garfo.



Foi colocado à frente de cada um de nós um prato alto com sopa: Sopa de Galinha com Aletria que vinha acompanhada com meio limão. O anfitrião avisa-nos que o limão é fundamental para o gosto da sopa e que cada um deve espremer a quantidade que entender. A sopa parecia um puré de cor clara. Provei sem limão e depois comi com limão. De facto a acidez do limão ajudava a compor o gosto final. Enquanto comia, e porque as conversas fluíam com entusiasmo, não tive coragem de perguntar como se fazia esta sopa. Já terminada a refeição lá perguntei ao dono da casa, que me confessou ter sido ele a confeccionar, a receita. No meio de um inglês pouco fácil remeteu-me para um amigo, e conviva do jantar, que me explicasse a respectiva confecção. Julgo ter anotado com cuidado e assim: cortam-se cubos da carne branca de frango que se alouram em manteiga até ficarem apenas selados. Regam-se com caldo de carne com muita abundância e quando estiver a ferver junta-se aletria para cozer em conjunto. Junta-se massa de pimentão picante e tempera-se com sal e pimenta. Deixa-se ferver até estarem o frango e a massa muito bem cozidos. Retira-se do lume e reduz-se a creme com uma varinha mágica. Serve-se com sumo de limão.



Não sei se a receita está completa. A sopa que lá comi estava deliciosa.



Depois foi servida uma taça grande de arroz branco, coberto de um apurado picado de cordeiro. Cada um com garfo ou colher retirava uma porção. Não havia pratos individuais, mas também não havia discussão dos pedaços retirados.



Para terminar os famosos Baklavas, doce típico turco que consiste num pequenos rolos de massa folhada recheados de frutos secos trabalhados com mel. Alguns acreditam que tem poderes afrodisíacos!



Para beber apenas água e refrigerantes, e no final o tradicional chá vermelho da Turquia.



Mas mais importante que a própria comida foi o acto de comer em conjunto. A forma como decorreu o encontro, valeu mais que o valor gastronómico da refeição e o quase festejo de se alimentarem depois do sacrifício imposto pela religião. Que confessam não ter sacrifício, algum expressando-se com convicção. Curioso notar que um elemento quase não comia. Discretamente interroguei-o e disse-me que não tinha muita fome pois cumpria pouco com aquela prática religiosa. Afirmava, nos seus vinte anos, que tinha descoberto os prazeres da vida…!



Estas questões de religião são sempre difíceis de abordar pois começa-se sempre por uma questão de fé. Naturalmente sem discussões. O curioso é observar como todas as religiões interferem, e sobretudo marcaram, nos hábitos alimentares em todo o mundo.



Concretamente a carne, que é um dos alimentos mais valorizados, é em simultâneo o produto mais perseguido, com mais medos, e mais proibido. Da mesma forma que é dos produtos mais exultados, e continuando a ser um elemento identificador da gula.



Se o cabrito, borrego ou cordeiro são dos animais mais aceites e glorificados na alimentação de várias religiões, o porco é o mais banido.



Cá por Portugal, ou por razões económicas (o porco faz parte dos alimentos de subsistência), ou por observação ou provação para denúncia dos judeus, elevámos, e com muito saber e múltiplos sabores, o porco a elemento permanente da nossa culinária regional. E mais com honras de alto pedestal, utilizando da ponta do focinho à ponta do rabo. E as suas entranham também.



O porco foi o principal elemento diferenciador entre os cristãos de um lado e os muçulmanos e judeus do outro.



Hoje em dia para muitos a religião passa pela estética do corpo e as carnes e outros alimentos são trocados por vegetais e muitas vezes por pouca comida… e com a ausência dos seus prazeres.



BOM APETITE!



© Virgílio Gomes

domingo, 4 de novembro de 2007

A FOME !...

por José Agostinho Fins


 


Fome!... alimento da abundância extravagante, gulosa, desmedida,


Nos salões dourados e palácios cristal da crueldade e vilania,


Nas noites negras do prazer, da cegueira mais esquecida,


Das figuras sem figura, de sorriso oco, de alma sem alma e vazia!...


 


Fome!... pasto da pobreza envergonhada, de olhar frio e baço,


Vivendo na esperança vã de não ter de seu mesmo nada,


Ou na revolta de não poder erguer-se da condição humilhada,


Estampada no rosto, de quem à caridade estende o braço!...


 


Fome!... prenúncio cruel de corpo sadio que vai morrendo,


Invólucro inerte de alma sofrida já feita toda em pedaços,


Em lancinante agonia, percorrendo os caminhos da sorte!!...


 


Bailado de salsas lágrimas no rosto de cera correndo


De mulher embalando já feito nada filho seu nos braços!...


Fome!... espada nua, afiada, sombra negra da morte!...


 


 


 


Agrochão - Vinhais


06/Setembro/2007    //    23:40

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

GOMES MONTEIRO, VULTO DAS LETRAS TRANSMONTANAS E NACIONAIS

por Paulo Sá Machado


Até há bem pouco tempo poucos se lembrariam de algumas obras escritas por Joaquim Gomes Monteiro, assim como do seu rico e interessante percurso de Jornalista. Escritor, Ensaísta e Director de Jornais e Revistas, algumas delas referências no panorama literário nacional.


Depois da reedição de "Feras no Povoado", um dos romances mais significativos de Joaquim Gomes Monteiro, edições Caixotim e incluído na prestigiada colecção "Caixotim Clássico", a edição também em Galego numa tradução de Concha Martinez, "Feras na Vila – Memorias dun Guerrilleiro", podemos dizer que Gomes Monteiro está junto aos Mestres da Literatura Portuguesa, lugar que há muito merecia ocupar.


A Câmara Municipal reconheceu o prestígio do Escritor e filho de Boticas, pelo que propôs ao Ministério da Educação que à Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos de Boticas, fosse atribuído o nome de Gomes Monteiro, o que veio a acontecer por Despacho nº 12 980/2007 de 31 de Maio. Assim as Escolas de Boticas foram rebaptizadas como Agrupamento de Escolas Gomes Monteiro, Boticas.


Gomes Monteiro nasceu em Boticas a 5 de Junho de 1893, filho de Joaquim Maria Monteiro Chaves, também natural de Eiró, abastado comerciante e industrial, com negócios em Ramos, Rio de Janeiro, Brasil, onde esteve estabelecido durante quarenta anos, e de Mafalda Gomes de Vilarinho Seco, lugar das Alturas.


Cedo foi Gomes Monteiro para o Porto, onde frequentou o Liceu. Com 19 anos de idade inicia as suas lides jornalísticas. Em 1912 dirige "A Voz de Leça", para no ano seguinte, orientar e praticamente dirigir "Notícias de Cantanhede".


No Porto, vive na Casa Amarela, na Rua Oliveira Monteiro, que pertencia a seus familiares e onde foi acolhido, após a sua saída de Boticas. Em 1913-1914 colabora no Jornal "A Manhã"


Após o seu regresso a Lisboa, em 1915, depois de ter participado em Angola, nas campanhas do sul da Colónia, entrou para o Diário "A Situação", chegando a Chefe de Redacção. Seguidamente, transfere-se para a redacção do "Século"e passa para o "Diário de Notícias". Começa por ser redactor, sobe profissionalmente e estava no arquivo quando a morte o leva.


O ano de 1932 é o de maior criatividade de Gomes Monteiro, publica o seu primeiro livro de poesia "As Mulheres que amaram Jesus", com uma dedicatória "Às santas velhinhas da minha terra que embalaram a minha orfandade orgulhosa" e um importante depoimento-prefácio onde se identifica com as suas origens – Eiró - Boticas. Interessante verificar-se que Gomes Monteiro recorda com profunda saudade o seu Barroso, seu Eiró, a sua Boticas, sempre presente na sua obra.


Demonstra nesta obra a sua alma de poeta (que também o era), uma profunda tristeza por não ter sido acarinhado por seus pais, de quem sempre esperou uma palavra amiga, de um agasalho, de carinho.


Também publica "A Freira que morreu de amor (Soror Maria da Misericórdia)", "… pretendemos fazer a apresentação duma freira portuguesa que, apaixonada por certo capitão francês, se perdeu e morreu de amor. Todos irão supor – estamos mesmo a vê-lo – que se trará da famosa Soror Mariana Alcanforado, de saudosíssima memória … Pois não é assim".


Também em 1932, " faz sair, "Vieira de Castro e a sua tragédia", que dedica à Memória do "Zé Pires", modesto condenado a trabalhos forçados no Depósito Geral de Degredados de Luanda, um interessante livro camiliano, onde o romancista e Ana Plácido são protagonistas


No ano seguinte 1933, sai "A inocência de Urbino de Freitas", história romanceada do médico, Professor da Escola Médico Cirúrgica do Porto (mais tarde Faculdade de Medicina da U.P.) que foi acusado inocentemente (?) de ter envenenado os seus sobrinhos.


"A Dama do Seio Mutilado" dado à estampa em 1934 é uma obra baseada no percurso amoroso de um seu Amigo, onde este lhe conta a sua história de amor, com uma donzela russa, que o levou ao suicídio em Londres.


Em 1941 e numa edição de Romano Torres, surge o livro de Gomes Monteiro dedicado a "Bocage Esse Desconhecido", que é quase um repositório do percurso literário e poético de Bocage, para além de um retrato rectificativo do imaginário criado à volta do satírico, mordaz e inteligente poeta.


O "Anti-livro de S. Cipriano" mereceu na "Vida Mundial Ilustrada" de 16 de Abril de 1941 o seguinte referência: "Jornalista e escritor com uma obra sincera e fecunda como se impôs, há muito tempo, à consideração da crítica e à preferência do público. O ilustre romancista de "A Dama do Seio Mutilado", o historiador de "As Duas Catarinas da Rússia", o poeta de "As mulheres que amaram Jesus" e autor de tantas outras obras que, a seu tempo, mereceram os melhores louvores aos comentadores do panorama literário português, lançou agora um novo volume que, desde já se afirma como um extraordinário êxito de livraria – O Anti-livro de S. Cipriano" – obra cheia de curiosas revelações e de ensinamentos, mais uma notável contribuição para a sua brilhante carreira literária."


O livro "Vencidos da Vida" – Relance Literário e Político da Segunda Metade do Século XIX – surge em 1944, numa edição Romano Torres. Aparece a célebre foto de Eça de Queiroz, Oliveira Martins, Antero de Quental, Ramalho Ortigão e Guerra Junqueiro, e uma outra já com o grupo de os "Vencidos da Vida" completo, onde, para além dos referenciados, se podem ver: Conde de Ficalho, António Cândido, Conde de Sabugosa, Carlos Lima Mayer, Carlos Lobo de Ávila, Marquês de Soveral e Conde de Arnoso.


A sua obra mais emblemática, "Feras no Povoado", é um interessante e preciso relato da vida no Barroso, com especial incidência em Eiró – Boticas, editado em 1947, pela Empresa Nacional de Publicidade, este romance sobre Boticas e as suas gentes tem ilustrações de Stuart de Carvalhais representando a Vila, como era em 1940.


Dedica o romance à sua irmã que não chegou a conhecer.


A veneranda freguesia do Eiró, situada na falda meridional do Leiranco, continua a ser, com pequena diferença, o que era há duzentos anos. Hoje, quem trepar ao planalto barrosão, encontrara ainda a brenha selvagem dos tempos de Nuno Álvares, que segundo a tradição, ali teve senhorios…


Assim inicia Gomes Monteiro o seu romance, um defensor do "cabralismo" raro para a época, contra os miguelistas e a esquerda liberal.


Como curiosidade, refira-se que este ano (2007) se assinalam 60 anos da edição das "Feras no Povoado" de Gomes Monteiro.


É o seu romance mais conhecido e reconhecido. É um hino de saudade a Boticas, como se pode comprovar, bem como ao seu início de vida.


A Editorial Minerva publica em 1948 "O Drama de Gomes Leal" com inéditos do Poeta. É a resenha quase biográfica, a que Gomes Monteiro imprime um ritmo e uma escrita cheia de requinte literário, que faz com que o biografado realce sobremaneira. Um requinte de escrita.


Em 1950, publica o seu último romance "A Revisão do Processo de Jesus", que mereceu no Diário de Notícias a 26 de Março, a seguinte crítica:


Joaquim Gomes Monteiro usa o pseudónimo de "Sérgio de Montemor". Como Jornalista no Diário de Notícias chega a Chefe da Biblioteca do Arquivo do Diário de Notícias, onde morre ao serviço do Diário lisboeta.


Dirige também o Jornal "Sports" e a revista " Cine", tendo sido redactor e depois Director do "Arquivo Nacional", substituindo em 1939, o Director Rocha Martins, um franquista que é deputado monárquico em 1919.


Gomes Monteiro dispersa a sua extraordinária actividade por outros jornais e revistas, sendo redactor do "A B C" e da "Ilustração", dirigida por João de Sousa Fonseca e editada pela Livraria Bertrand.


Dedica-se a escrever sobre história, estudos histórico-literários, ensaios políticos, biografias, fazendo incursão pela poesia, etc, como atestam os inúmeros títulos publicados. Praticamente todos os livros são profusamente ilustrados, uma curiosidade para a época, neste género de trabalhos. É também tradutor consagrado, tendo traduzido obras de Alexandre Dumas, Victor Hugo, Ponson du Terrail, entre outros.


O escritor, ensaísta, historiador e jornalista morre a 8 de Dezembro de 1950, com 57 anos, na Freguesia de S. Sebastião da Pedreira, Lisboa.


Hoje podemos afirmar que Gomes Monteiro, para além de ter voltado ao escaparate das Letras Portuguesas, tem a admiração e respeito de todos nós.


CONSELHO REGIONAL DA CTMAD - REUNIÃO DE 2007.10.09


Reuniu o Conselho Regional da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro (CTMAD) no passado dia 9 de Outubro de 2007. A Ordem de Trabalhos Proposta foi:


1. Informações;
2. Sessão preparatória do Encontro Regional proposto pela CTMAD de Lisboa — Mirandela, Julho de 2007;
3. Outros assuntos de interesse geral.


A reunião iniciada às 18.20 horas, foi presidida pelo presidente da Mesa, Dr. Duarte Vaz, coadjuvado pelos Vice-Presidente e Secretário. Estiveram presentes 20 conselheiros, e justificaram a sua falta três conselheiros.


Iniciada a reunião, foi dada explicação aos Conselheiros do adiamento da reunião do Conselho que estava prevista para 2 de Outubro, a indisponibilidade do Vice-Presidente da Mesa. Seguidamente a acta da reunião anterior foi aprovada por unanimidade. No ponto de informações para além da referência ao aniversário da CTMAD, foi referido que o local aonde foi lançada a primeira pedra da Sede se encontrava muito maltratada, e que este facto era desmotivador dos sócios.


Passando ao segundo ponto da Ordem de Trabalhos, o Vice-Presidente da Mesa deu ampla informação aos conselheiros sobre a sessão de Mirandela em debate, por ter estado presente, tendo-se procedido a uma proveitosa troca de impressões, tendo sido referidos a importância de se prosseguir com esta iniciativa, e a necessidade de cada conselheiro estar cada vez mais em ligação com o respectivo Conselho, para ajudar ao sucesso destas iniciativas.


No terceiro ponto da Ordem de Trabalhos foi referida a necessidade de incluir na próxima ordem de Trabalhos um ponto sobre a questão da Sede social, e visto ser a última reunião, proceder-se ao balanço da actividade do Conselho Regional, devendo cada Conselheiro testemunhar de que modo contribuiu para a ligação ao Concelho de que é oriundo.


Sem mais questões a serem discutidas, e esgotada a Ordem de trabalhos, procedeu-se à marcação da próxima reunião, para o dia 11 de Dezembro pelas 18.00 horas, e o Presidente da Mesa deu por encerrada a reunião. Seguiu-se o habitual jantar de confraternização com a Direcção.


CTMAD, 9 de Outubro de 2007.


A MESA DO CONSELHO REGIONAL DA CTMAD

Related Posts with Thumbnails