EXTERNATO MARISTA DE LISBOA (Rua Major Neutel de Abreu nº11 em Lisboa)

metro: Alto dos Moinhos
autocarros: todos que passam na Estrada de Benfica
ENTRADA LIVRE
Nota: OS EXPOSITORES SÃO TODOS CONVIDADOS E DEVEM CONFIRMAR A SUA PRESENÇA
EXTERNATO MARISTA DE LISBOA (Rua Major Neutel de Abreu nº11 em Lisboa)

metro: Alto dos Moinhos
autocarros: todos que passam na Estrada de Benfica
ENTRADA LIVRE
Caro(a) leitor(a)
Cabe-me agora a tarefa, que assumirei com toda a responsabilidade, de elaborar este editorial.
Permitam-me que ao substituir o meu antecessor, o Dr. Nuno Aires, enalteça aqui a sua dedicação não só a este jornal. mas também à nossa casa regional, a cuja direcção presidiu.
Começo aqui por realçar, o que aliás já fizemos junto de vários orgãos de comunicação da nossa região natural, o facto de a nossa agremiação ter vivido recentemente mais um momento alto da sua história, com umas eleições altamente dinâmicas e participadas, em que quem saíu a ganhar foi a CASA de todos nós. Dessas eleições resultaram novos orgãos sociais que se propuseram actuar na base de uma dialógica entre sustentação e inovação, ou seja: tentando manter os valores instituídos e apostando ao mesmo tempo na construção de novos valores, adaptáveis a uma instituição que tem de acompanhar a marcha do mundo em que se insere, sempre em mudança.
Nesta ordem de ideias, este jornal irá também passar por um processo de evolução, sem rupturas e sem alterações ad hoc, mas antes procurando manter o que está bem e procurando inovar no que pode ser melhorado. Ele deverá, em minha opinião, ser dinâmico e aberto o produto de uma complementaridade reflexão-acção, onde incluimos, por um lado, críticas e sugestões construtivas que gostaríamos de ir recebendo assiduamente, bem como propostas de artigos válidos e notícias de real interesse e, por outro lado, a prestimosa colaboração de todos na angariação de publicidade para custeamento das despesas com ele.
Mas está na altura de nos consciencializarmos também para a importância da edição do jornal "on line", que poderá ser consultada no sítio http://ntmad.blogdrive.com/ * , dado tratar-se de um instrumento de comunicação acessível a todos os transmontanos e alto-durienses e não só, que, espalhados por esse mundo fora, têm acessibilidade à Internet pelos meios cada vez mais disseminados, incluindo os telefones portáteis.
Os novos orgãos sociais da CTMAD irão estar firmemente empenhados em unir todos os seus sócios, familiares e amigos em torno dos supremos interesses da nossa querida região e dos seus filhos. Propuseram-se estar "ao serviço de Trás-os-Montes e Alto Douro e dos que amam a nossa região". E irão fazê-lo. Este jornal será também um veículo para tal.
Ninguém o esqueça: a UNIÃO FAZ A FORÇA!
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* http://ntmad.blogspot.com/ ou http://ntmad.wordpress.com/ .
Venha apreciar e discutir o Pano de Actividades 2008 da nova e recém-empossada Direcção da CTMAD.
Compareça na Assembleia Geral do próximo dia 29 Fevereiro e não se esqueça de fazer previamente o download e ler os documentos propostos pela Direcção: orçamento 2008 , Plano de Actividades 2008 e Plano e orçamento Nova Sede 2008 .
O Inverno mostra-nos o que de melhor que tem Trás-os-Montes e Alto Douro. E que aprendeu a transformar a partir da excelência da natureza, e a comida a apetecer feita no tacho, e bem quente.
Entramos no período de gozar os principais enchidos, pós matança de porco. Vêm as feiras do Fumeiro. Os meus aplausos para os vencedores dos melhores produtos posto em concurso. Todos nós devemos estar gratos às organizações que garantem a continuidade dos produtos que identificam, em parte, o património gastronómico transmontano. Permito-me considerar o Salpicão de Vinhais como o enchido rei de Portugal, ou o seu mais nobre.
Insisto em considerar-me com sorte por ter sido educado com a comida caseira da minha Mãe e da família, garantindo-me, de forma continuada e gradualmente, a formação do gosto, as referências do crescimento, para agora poder sentir saudade daqueles sabores, cheiros, e outras emoções. Segundo Alice Vieira, dos sete pecados capitais, a Gula é "de todos o mais simpático e agradável."
Na matança de porco, concentram-se todos os saberes acumulados por gerações. A matança de porco não deve ser vista só como um evento isolado. A perspectiva da matança começa quando se inicia a engorda dos porcos e a selecção da sua alimentação. Lembro-me bem, ainda miúdo, das recolhas, casa a casa, das biandas para alimentar os porcos destinados às matanças domésticas. E estes porcos eram alimentados não só pelos restos das comidas caseiras, como por outros produtos da natureza como abóboras e fruta. Tudo que fosse alimentar eles comiam. E do chão. Daí umas das razões para serem animais proscritos, ou impuros, em algumas religiões. Já lá vai o tempo em que para mostrar a sua ligação ou amizade a famílias de cristãos velhos se ostentava o consumo de carne e toucinho de porco. Em Espanha quanto maior fosse o consumo público de carne de porco maior seria a "pureza do seu sangue". O porco como elemento diferenciador de religiões foi de tal modo importante que o termo marrano chegou a designar alguns cristãos-novos.
Por essas razões, ou apenas de economia doméstica, estes povos desenvolveram uma prática de utilização máxima da carne de porco, comendo-se na sua totalidade, da ponta do focinha à ponta do rabo, incluindo as suas entranhas.
Recentemente algumas vozes, por vezes pouco esclarecidas, vieram a terreiro acusando autoridades de querem extinguir tradições tão enraizadas na população. Porque se exige um maior rigor no controle higieno-sanitário? Por querer assegurar a saúde pública? As emoções às vezes ultrapassam as razões, e todos sabemos que é sempre mais fácil criticar do que analisar as questões pela sua raiz.
Quando se acusa a ASAE, nem sempre se sabe o que se diz. E relembro recentemente aquele advogado que foi notícia em todos os jornais televisivos pela acção que iria, em nome de vários restaurantes, por contra o Estado e a ASAE pela destruição do património culinário português. Ora o único exemplo apresentado nesses jornais era a proibição de usar as colheres de pau! Não existindo qualquer proibição à utilização de colheres de pau nas cozinhas "desde que estas se encontrem em perfeito estado de conservação", os agentes da ASAE o que fizeram foi o aconselhamento de utensílios de plástico ou silicone que ajudam a minimizar os riscos de contaminação dos produtos alimentares. Esta prática já é corrente, há vários anos, em muitos restaurantes e escolas hoteleiras que perceberam as vantagens.
Muitos disparates se têm dito e escrito sobre o assunto. Para mim a ASAE não é mais do que um agente encarregado pelo Estado (Governo) de fazer cumprir uma Lei (possivelmente mal elaborada) que o próprio Governo aprovou. Esta Lei já vem desde 1996 e possivelmente os nossos deputados ocupados com outras questões não tiveram o trabalho de elaborar uma Lei ajustada às nossas tradições e limitaram-se a traduzir leis de outros países sem qualquer tipo de tradição gastronómica e raízes regionais tão fortes.
Mas mais grave do que este cumprimento de leis, que garantem essencialmente questões de higiene e saúde pública, são os comportamentos correntes que levam ao esquecimento das nossas gastronomias regionais.
Porque se deixam as crianças alimentar sem sopa?
Porque se deixam as crianças ir directamente, e com frequência, aos locais de "fast-food"?
Porque se ensina rapidamente o número de telefone dos distribuidores de pizzas?
Porque se deixou de cozinhar com o arroz Carolino?
A lista de perguntas seria longa se me permitisse referir todos os elementos do comportamento recente dos portugueses em matéria alimentar.
Retomemos o exercício de reflectir, pelo menos ao fim-de-semana, em regressar aos nossos sabores regionais e relembrar as cozinhas das Mães e Avós.
Coragem e entusiasmo.
Compartilham a mesma direcção, o sentido de grupo, a ajuda mútua para obter melhores resultados e chegar mais facilmente e mais rápido ao seu objectivo.
A observação do comportamento dos gansos permite concluir que compartilhar a liderança, dividir e distribuir os trabalhos mais difíceis, aproveitar habilidades e capacidades, combinar dons, talentos e recursos, com respeito mútuo é uma receita mágica para o êxito.
Quando o ganso do vértice fica cansado, muda-se para o fim da formação onde é menor o esforço, sendo substituído por outro na liderança. Se um ganso sai da formação sente a resistência do ar e mais dificuldade em voar sozinho e volta à formação para aproveitar o poder de elevação proporcionado pelo movimento dos vão à frente. Durante o voo grasnam frequentemente para encorajar o líder e estimular-se mutuamente.
Se um ganso fraqueja, sai da formação e alguns dos companheiros vêm colocar-se a seu lado, numa mini formação, até ele recuperar. Se o não conseguir, por doença ou outra razão mantêm-se junto dele até este falecer e só então voltam ao grupo principal ou se integram numa outra formação de gansos.
Não sei se é desta observação que resulta o ditado africano: " Se queres ir rápido, vai sozinho; Se queres ir longe, vai com muita gente".
Quando há coragem e alento o progresso é mais fácil. A partilha de liderança, entreajuda e solidariedade observam-se em comunidades humanas em momentos progressivos ou quando é necessário reagir a uma ameaça exterior.
Nas situações do dia a dia, o Estado, as organizações profissionais, os grupos sociais, as empresas tendem a assumir uma postura defensiva e a sobrepor os interesses particulares aos interesses gerais. Quando se actua sobre uma rotina defensiva onde já é patente a incapacidade de aprendizagem, o efeito mais provável é exacerbar o problema, em vez de o resolver e aumentar a conflitualidade. Vemos isso todos os dias em Portugal, no ensino, na saúde, na justiça, nas obras públicas, no funcionamento do aparelho do Estado.
Não chega extasiarmo-nos com o comportamento dos gansos e desejar o mesmo para os humanos. Actuar sobre a realidade concreta e controlar os efeitos perversos é uma área estratégica do conhecimento para a acção.
Um país, região ou organização são mais avançados quando já mudaram mais e ultrapassaram mais obstáculos. É hoje consensual que o principal obstáculo ao desenvolvimento é a falta de vontade para mudar.
O conhecimento para a acção representa um método construído, passo a passo, de avaliação da capacidade de aprendizagem, análise de dados, concepção e implementação de uma intervenção efectiva que ajude a criar mais dinamismo e inovação nas organizações.
Enquanto Transmontanos e cidadãos do Portugal de hoje temos aqui uma importante ferramenta para passar das intenções à prática. Vamos a isso?
Os associados da CTMAD gostarão de saber a origem de alguns dos poucos proventos que, de uma forma ou de outra, vamos tentando obter.
Assim, esta notícia cinge-se, apenas, ao apoio monetário recebido das autarquias transmontanas e alto durienses ao longo deste ano de 2007 que agora finda e que se traduziu no seguinte:
| a) Contribuições de autarquias auferindo a qualidade de "sócio extraordinário (Carrazeda de Ansiães, Sernancelhe e Vinhais)" | 750,00 € |
| b) Contribuições avulsas (Tabuaço e Vila Nova de Foz Côa | 500,00 € |
Total: | 1.250,00 € |
Além destas específicas contribuições, o Município de Montalegre informou-nos que só poderia apoiar acções concretas a requerer, caso a caso, pela CTMAD e o de Santa Marta de Penaguião transmitiu-nos que apenas sustentaria eventuais actividades da CTMAD com ele relacionadas.
Aguardando ainda as respostas de Macedo de Cavaleiros e de Mirandela acerca de subsídios já prometidos mas ainda não concretizados, concluímos informando que todas as restantes 30 autarquias transmontanas e alto durienses não aquiesceram aos pedidos de apoio financeiro oportunamente formulados pela CTMAD.
