quinta-feira, 24 de abril de 2008

Cinco instituições unidas para criar um Parque de Ciência e Tecnologia


Da revista online CienciaPT, com a devida vénia. transcrevemos:


A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, o Instituto Politécnico de Bragança, as Câmaras Municipais de Vila Real e de Bragança, e a Associação do Parque de Ciência e Tecnologia de Porto (Rede de Parques de C&T e Incubadoras, PortusPark) assinaram um protocolo destinado a preparar uma candidatura para a criação de um Parque de Ciência e Tecnologia (PC&T) no Interior Norte de Portugal. No entanto, outras instituições e empresas interessadas em participar como membros de associações, ou sociedades gestoras podem subscrever o mencionado projecto.

O PC&T irá centrar a sua actividade num domínio em que a UTAD tem competências reconhecidas, o sector agro-industrial associado às novas tecnologias nos domínios do ambiente e da paisagem, da biotecnologia, das ciências florestais e veterinárias. Num primeiro momento e atendendo à proximidade geográfica da Região Demarcada do Douro, o Parque irá privilegiar o domínio do vinho e da vinha, envolvendo algumas componentes relacionadas com este sector, designadamente no plano da biotecnologia, do desenvolvimento de tecnologias e processos, da viticultura, do ambiente, da qualidade e do marketing. Trata-se de uma área de intervenção que não está contemplada na actual rede de PC&T, o que irá permitir desenvolver uma nova centralidade na Região.

Com efeito, e de acordo com a UTAD, as principais linhas de intervenção do Parque estarão centradas em áreas de negócio em que a UTAD possui reconhecidas competências de investigação e de conhecimento, designadamente ao nível dos seus Centros de investigação. Na actualidade, os investigadores das instituições proponentes participam em projectos de I&D e de prestação de serviços nas áreas de intervenção equacionadas para o Parque. Por outro lado, os nossos antigos alunos (alguns aqui presentes) também desenvolvem a sua actividade profissional em áreas de negócio que se enquadram nas linhas de actuação estratégica previstas para o PC&T e, como tal, serão potenciais investidores nesta estrutura.


Projecto poderá contar com 350 investigadores da UTAD

Os centros de investigação da UTAD com interesses neste domínio integram cerca de 350 investigadores, 200 dos quais doutorados e que desenvolvem a sua actividade de I&D nas principais linhas de actuação estratégica previstas para o Parque. Na última década, os investigadores estiveram envolvidos em projectos de I&D, de forma isolada e em parceria com diversas instituições públicas e privadas, cujo orçamento geral foi de cerca de 340 milhões de euros, correspondendo a componente da UTAD a cerca de 165 milhões de euros.

Ainda segundo a UTAD, a criação do Parque permitirá valorizar as potencialidades dos recursos endógenos, associados à excelência do conhecimento existente, de modo a construir soluções inovadoras que originem oportunidades de negócio para o desenvolvimento económico da Região. Por outro lado, promoverá uma nova centralidade na Região, promovendo a competitividade regional e potenciando o desenvolvimento económico do Interior Norte, contribuindo para aumentar a capacidade efectiva de resposta aos desafios do tecido económico e produtivo, em particular, no desenvolvimento de produtos, serviços e soluções de elevado valor acrescentado. Esta estrutura irá permitir reunir as condições para que os avanços científicos e tecnológicos sejam transferidos com sucesso para as empresas de vocação comercial e aplicados aos circuitos económicos, traduzindo-se num aumento de competitividade. O cumprimento desta missão exige a proximidade institucional, física e relacional entre as organizações de I&D, as instituições de ensino superior que transmitam conhecimentos aplicados e, finalmente as empresas capazes de inovar na actividade económica, requisitos que os proponentes deste projecto estão a equacionar.


Universidade quer aproveitar sinergias com empresas

O futuro PC&T será um espaço seleccionado, gerido e orientado de forma a potenciar os recursos nesta área estratégica, constituindo uma plataforma de desenvolvimento e uma alavanca para o crescimento da economia nacional, com a especialização das empresas sedeadas ou ligadas ao Parque nos domínios previstos. Por outro lado, este centro de competências diversificadas poderá representar um eixo estratégico, ao qual está inerente o aproveitamento e a potenciação das sinergias entre a Universidade, as instituições de desenvolvimento e as empresas de base tecnológica, constituindo um motor de projectos âncora com garantia de solidez, justificada pela vinculação à Universidade e aos seus centros de investigação. De igual modo, pode constituir um centro de apoio à inovação, assentando no favorecimento da vantagem colaborativa entre os seus utentes, numa perspectiva de relacionamento com o tecido económico da região, que promova processos de transferência de tecnologia.

A criação de um PC&T em Trás-os-Montes é um projecto com escala e dimensão adequadas que pretende enquadrar-se nas novas políticas de revitalização económica ao abrigo do Programa Operacional Regional, com potenciais efeitos ao nível da competitividade, desde logo fomentando a criação de negócios inovadores, articulando capacidades empresariais com o conhecimento científico e tecnológico. Este projecto deve envolver parcerias entre empresas, autarquias, instituições de ensino superior e centros de investigação, de forma a dinamizar a coesão territorial e de forma sustentada reduzir as disparidades dos níveis de desenvolvimento entre as regiões.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa

QUINHENTOS MILHÕES DE EUROS À ESPERA DE BONS PROJECTOS EM PORTUGAL

por António Chaves

Projectos nacionais, regionais ou locais nas áreas da coesão social, da gestão do ambiente e do desenvolvimento do capital humano podem ser financiados pelo CEB, Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa.

Portugal obteve, desta Instituição, até ao presente, empréstimos no valor de 500 milhões de euros, (4% do total dos empréstimos efectuados por esta organização financeira.

No entender do Secretário de Estado do Tesouro este valor pode ser duplicado até 2010.

Para conseguir obter mais 500 milhões de euros de empréstimos é necessário revelar capacidade de iniciativa e conceber, elaborar e apresentar projectos elegíveis no quadro das acções prioritárias definidas pelo Banco.

Eis uma importante oportunidade de financiamento de projectos para combater a desertificação em Trás-os-Montes, promover a criação de emprego e melhorar o ambiente e as condições de vida das populações.

Estamos a pensar em Cooperativas, Misericórdias, Jardins de Infância, Escolas Pré-Primárias, Serviços de Apoio a Idosos, Associações de Bombeiros, Organizações de Formação, Sistemas de Rega e de Reflorestação, Projectos de Compostagem a partir do corte de matos, transformando-os em fertilizante orgânico e ecológico para melhorar o rendimento das explorações agrícolas, elevar e certificar a qualidade dos produtos, controlar os incêndios e reduzir a emissão de CO2 para a atmosfera.

A experiência demonstra que a obtenção de financiamentos não é o resultado directo do reconhecimento das reais carências, mas antes da capacidade de organização e apresentação de projectos elegíveis, sobretudo quando é relevante demonstrar os efeitos previsíveis a nível regional ou sectorial, que obrigam a uma cooperação efectiva de diversas entidades.

Os Municípios, As Associações dos Municípios do Alto Tâmega e dos Municípios de Trás-os-Montes e Alto Douro têm aqui a possibilidade de concretizar oportunidades de financiamentos para projectos de reconhecido interesse social.

O Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa (CEB) foi criado em 1956, com a missão de financiar projectos na área da coesão social (habitação social e criação e manutenção de postos de trabalho), construção e reabilitação de infra-estruturas, transportes e de serviços administrativos e judiciais, dando resposta a necessidades de recuperação, específicas do pós-guerra.

A missão do CEB foi posteriormente alargada ao financiamento de projectos nas áreas do ambiente e do desenvolvimento do capital humano (saúde, educação, formação profissional e infra-estruturas adjacentes) . Podem candidatar-se entidades do sector publico (nacionais, regionais ou locais), entidades privadas sem fins lucrativos e organizações empresariais (PMEs). O CEB financia até 50% do total do investimento, de forma rápida e flexível, com reembolsos de 10 a 20 anos e uma carência de capital de um a cinco anos, além de taxas de juro muito favoráveis.

No ultimo workshop de apresentação do CEB em Lisboa, em 20 de Fevereiro e no Porto a 21 , estiveram presentes o Secretário de Estado do Tesouro e o Vice Governador do CEB, Mr. Apolónio Ruiz - Ligero, onde foram expostos os critérios de avaliação e elaboração de projectos que, no dizer do responsável por Portugal se resumem, numa fase inicial, a uma condensação, em 2/3 páginas, dos objectivos, localização, porque é um sector especifico de actuação prioritária, nome do candidato e possíveis garantias, principais efeitos financeiros e valor acrescentado,, resultante da participação do CEB, gestão e benefícios finais, plano de custos, implementação, indicativo das condições financeiras e identificação dos possíveis riscos do projecto.

No referido workshop realizaram-se vários encontros bilaterais entre os responsáveis do banco e entidades que manifestaram esse interesse. Para informações complementares, contactar o Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais do Ministério das Finanças ou consultar o site: http://www.gpeari.min-financas.pt/.

sábado, 19 de abril de 2008

A AMEAÇA GLOBAL - O IMPÉRIO EM CHEQUE

A Guerra do Iraque em crónicas - De Agosto 2002 a Março 2008

Teve lugar no Instituto de Estudos Superiores Militares em Pedrouços, perante um anfiteatro repleto, no passado dia 1 de Abril, o lançamento do livro em título, da autoria do nosso associado nº3053, General José Alberto Loureiro dos Santos.

Natural de Vilela do Douro - Paços, concelho de Sabrosa, possuidor de um vasto currículo académico e profissional, o General Loureiro dos Santos foi, como é bom recordar, Chefe do Estado Maior do Exército, Vice-Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas e Ministro da Defesa Nacional dos IV e V Governos Constitucionais.

É conferencista e autor de obras e de artigos na imprensa especializada em assuntos sobre Estratégia, Segurança e Defesa, tendo publicado vários títulos na Editora Europa-América, dos quais este, que agora se assinala, é o mais recente.

A apresentação do livro esteve a cargo do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Dr. Luís Amado, e do Senhor Tenente-General Abel Cabral Couto (outro ilustre transmontano), os quais teceram louváveis considerações e notáveis elogios à obra agora dada à estampa.

A Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, especialmente convidada para esta dignificante cerimónia, agradece a atenção e congratula-se com a profícua actividade literária do Senhor General Loureiro dos Santos, esperando sempre por futuros desenvolvimentos nesta temática que muito providencia pela abertura de novos horizontes no devir da Pátria que muito amamos.

No exemplar deste livro que, apartir de agora, passará a fazer parte do acervo da biblioteca da CTMAD, encontra-se a seguinte dedicatória, que o autor teve a amabilidade de escrever: "Para a Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, com a satisfação de pertencer a uma associação que tão bem representa os transmontanos e alto durienses" 01.04.08, Ass. Loureiro dos Santos.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Novo livro de Bento da Cruz

"Prolegómenos", a última obra de Bento da Cruz, vai ser apresentada ao público no próximo dia 8 de Maio, pelas 18 horas, no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa.

Pelas 20:15 horas, haverá, na Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, um jantar de confraternização para o qual se pede aos interessados que se inscrevam até ao dia 5 de Maio , pelo telefone 217939311.

O livro será apresentado por Francisco José Viegas, figura prestigiada da cultura portuguesa e muito ligado à Província de trás-os-Montes e Alto Douro.

domingo, 13 de abril de 2008

Editorial - Homenageemos Trindade Coelho

Comemora-se este ano o primeiro centenário da morte de José Francisco de Trindade Coelho, um nosso conterrâneo nascido em Mogadouro no ano de 1861.

A Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro tem o dever de honrar a memória deste ilustre transmontano, não só pelo facto de se tratar de um escritor português de nomeada, mas também porque foi um dos fundadores da nossa Instituição, tendo nela desempenhado os cargos de Presidente da Assembleia Geral e Director dos Anais.

A sua dedicação à nossa Casa está indelevelmente presente na nossa sede, pois que o mobiliário de escritório nobre que faz parte da nossa actual Biblioteca foi objecto de uma doação sua.

Vindo ao encontro da vontade que já tínhamos de prestar homenagem a esta grande figura de escritor, pedagogo, jornalista, jurista e político, a Câmara Municipal de Mogadouro lembrou-se, em boa hora, de nos propor a celebração de um protocolo que nos permitirá, em conjunto com ela, prestar a justa homenagem que desejamos seja grandiosa para honrar condignamente a memória deste ilustre Mogadourense. Esta será, aliás, a segunda grande participação da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro num processo com tão justo e digno objectivo, porquanto a primeira decorreu no ano de 1947, quando uma Delegação nossa participou em Mogadouro numa sessão magna de homenagem à memória e obra desse grande escritor, da qual viria a resultar a edificação do monumento ao mesmo que ainda hoje sobressai na sua terra.

Quando o grande cientista e político Benjamin Franklin afirmava que de todas as dívidas a mais sagrada é o reconhecimento, ele tinha razão, porque reconhecer e agradecer a grandeza e generosidade de um espírito criador e nobre como o de Trindade Coelho engrandece quem o faz e constitui um exemplo para os outros, em particular para os mais novos, ensinando-os a manter viva a memória dos grandes homens do nosso país, porque eles constituem a alma de um povo e o sangue oxigenado de uma nação.

O autor de «Os meus amores» e «Outros Amores» , para além do virtuosismo da boa escrita, patenteia na sua vida e obra o amor à terra que o viu nascer. Ainda que tenha circulado por várias regiões por força da sua condição de procurador régio, decidiu escrever com base em cenários da sua terra natal, reflectindo nos diálogos a própria linguagem do seu povo.

Bem-haja pelo legado e pelo exemplo que nos deixou.

sábado, 12 de abril de 2008

Universidade da Moldávia homenageia professor unversitário português

A Universitatea Pedagogica de Stat da República da Moldávia distinguiu recentemente o Prof. Doutor José Alcino Rodrigues Carvalho com o título de Doutor Honoris Causa por aquela Universidade.

A cerimónia da atribuição do título teve lugar em Chisinau, capital da Moldávia, em reunião pública do Senado da Universidade, no passado dia 25 de Fevereiro.

A distinção foi atribuída em reconhecimento do mérito da acção do Prof. Rodrigues Carvalho no âmbito da cooperação internacional universitária, bem como do apoio à integração da Moldávia na área Europeia de Ensino Superior e à promoção dos objectivos de Bolonha naquele país.

O homenageado, associado da CTMAD, é natural de Carrazedo de Montenegro, concelho de Valpaços; frequentou o ensino secundário primeiro em Chaves e depois em Vila Real; licenciou-se em Ciências Geológicas na Universidade de Lisboa (Faculdade de Ciências) em 1967, e doutorou-se na Universidade de Londres (Imperial College of Science Technology) em 1981; é professor da Universidade Nova de Lisboa, onde exerce actividade desde 1975;

Nos últimos três anos e meio o Prof. Rodrigues Carvalho integrou um grupo de trabalho onde se incluíam representantes de várias universidades da República da Moldávia e da União Europeia bem como do Ministério da Educação e Juventude da Moldávia que se dedicou ao estudo de aspectos da integração da Moldávia na Área Europeia do Ensino Superior e no sistema de Bolonha.

Mestre Nadir Afonso

Estava agendada pela Direcção, uma homenagem a Nadir Afonso que iria ser levada a cabo muito brevemente.


Quando entrámos em contacto com o Mestre para acerto de datas e outros pormenores, fomos informados pelo próprio que um complicado problema de saúde o impossibilitava, para já, de participar nessa cerimónia.


Desejamos a Nadir Afonso um rápido restabelecimento, que lhe permita em breve o regresso ao trabalho das formas e da sua geometria e para podermos levar a cabo a homenagem que muito desejamos concretizar e que o Mestre merece.


A Direcção

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