quinta-feira, 29 de maio de 2008
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Defender o Douro
A Estrutura de Missão para a Região Demarcada do Douro, criada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 116/2006, tem como finalidade dinamizar acções para o desenvolvimento integrado da Região do Douro e promover a articulação entre as entidades da administração central e local com competências na região, bem como estimular a participação e a iniciativa da sociedade civil.
Agregando mais de quatro dezenas de organismos entre institutos, agências, associações, parques, museus, fundações e outros, a Missão para levar por diante os seus objectivos deverá dinamizar acções articuladas com agentes regionais, coordenar programas e projectos, dinamizar parcerias, mais um vasto conjunto de acções, tudo na perspectiva dos interesse do Douro e da sua região.
Por onde passa necessariamente o ordenamento do território e a importância que dentro dele assumem os Planos Directores Municipais.
Foi precisamente para fazer o ponto da situação dos PDM's e avaliar um conjunto de programas de regeneração e reabilitação urbanas que se reuniram no Peso da Régua mais de setenta responsáveis entre técnicos e autarcas durienses.
Ricardo Magalhães, responsável pela Estrutura, chamou a atenção para o atraso na elaboração dos Planos Directores e apelou à sua agilização em nome da eficácia e do rigor.
Também os projectos deverão ser elaborados e apresentados de forma sustentada com conhecimento prévio dos mecanismos e financiamentos disponíveis devendo contar sempre com a participação empenhada dos cidadãos já que é para eles, para os seus interesses, que aqueles são feitos.
"Quem nos visita vem conhecer a paisagem vinhateira, provar os nossos vinhos; mas quer também, acentuou Ricardo Magalhães, conhecer a nossa história. A oferta turística passa também pelas cidades e vilas durienses onde os turistas são acolhidos."
quarta-feira, 21 de maio de 2008
OUBREIROS DE LA LHENGUA MIRANDESA NE L CNC
Ne l die 22 de Abril, houbo ua cousa mui amportante pa l mirandês. Ua seçon, chamada Jornal Falado, ne l Centro Nacional de Cultura (CNC) an Lisboua, subre l tema "A defesa e preservação da língua mirandesa". Fúrun relhembrados alguns de ls prinipales oubreiros de la lhéngua mirandesa.
Na mesa partecipórun, cumo repersentantes de L Centro Nacional de Cultura, l Dr. Lourenço de Almeida, que a meio de la seçon fui sustituido pul Dr. Guilherme de Oliveira Martins i cuomo repersentantes de la lhéngua mirandesa alguns de ls que mais ténen cuntribuido pa l sou zambolbimiento, nomeadamente l Dr. Júlio Meirinhos, la Dr.ª Manuela Barros Ferreira, l Dr. Amadeu Ferreira, l Dr. Carlos Ferreira i l Dr. Duarte Martins.
Fui ua amportante jornada pa la lhéngua mirandesa, adonde fúrun tratados dibersos temas, tales cuomo la lei, la cumbençon, l ansino i la situaçon atual de l mirandés.
De l muito que fui falado çtaco l seguinte:- Júlio Meirinhos, fizo ua çcriçon stórica de l grande trabalho que fui feito na Cámara de Miranda para porparar la passaige de l mirandés a segunda lhéngua ouficial an Pertual i para tornar possible que fura ansinado nas scuolas mirandesas.
- Drª Manuela Barros Ferreira referiu que fui defícel cumbancer a muitos colegas de que l mirandés nun era un dialeto, mas si ua lhéngua i splicou las çfrenças priecipales antre ua lhéngua i un dialecto.
- Dr Amadeu Ferreira, çtaco ua cousa mui cunsoladora pa ls zenízienses, de que persentemente Zenízio era l'aldé que tenie mais scritores de mirandés por metro quadrado .
- Carlos Ferreira defendiu de forma mui antusiasta que l purmeiro Rei de Pertual D Afonso Henriques, solo podie falar mirandés, pus sue mai i la sue família toda falaba lhionés i que l mirandés yá se falaba antes de la criaçon de Pertual.
- Duarte Martins focou que tenemos benido a ganhar muitos amigos de la lhéngua mirandesa i que l ansino passa por grandes deficuldades para cunta cula adeson de cada beç mais alunos, inda que las aldés mirandesas se stéian sbaziar-se de giente.
Amadeu Ferreira, agradeciu la preséncia de l Presidente de l Centro Nacional de Cultura, Dr. Guilherme de Oliveira Martins i l cuntributo que ten dado pa la dibulgaçon de l mirandés, al poner testos an mirandés ne l portal de l Centro Nacional de Cultura.
Na fin, l Presidente de l Centro Nacional de Cultura, dr. Guilherme de Oliveira Martins, referiu que relhambrar ls oubreiros de la lhéngua mirandesa era mui amportante pa la cultura pertuesa, de que faç parte antegrante la lhéngua i la cultura mirandesas.
Rota do azeite
Decorreu recentemente nas instalações da CTMAD uma reunião entre directores desta e responsáveis da "Rota do Azeite de Trás-os-Montes"
É intenção dos primeiros, organizar a "1ª Gala da Rota do Azeite" no Pavilhão Atlântico em Lisboa, no próximo dia 11 de Outubro.
Sabendo do papel que a nossa Casa tem enquanto parceiro divulgador e catalizador de anseios e vontades trasmontano-durienses, pretendem aqueles responsáveis que prestemos a nossa colaboração na propagação do evento, na captação de expositores, na venda de bilhetes e que lhes facultemos contactos em França e na Suiça para, aproveitando o EURO 2008, organizarem um grande evento de promoção em Genéve.
Porque se trata de um acontecimento que serve os interesses das populações da nossa região, a CTMAD associa-se de bom grado a esta iniciativa e convida o leitor a visitar www.rotadoazeite-tm.com .
terça-feira, 20 de maio de 2008
DECLARAÇÃO INTERNACIONAL DOS VINHEDOS DO PATRIMÓNIO MUNDIAL
As paisagens de vinhedos representam um património único que testemunha a relação cultural tecida pelo Homem ao longo de séculos com o meio ambiente físico, económico e social.
Depois de 1992, o Comité internacional do património mundial da UNESCO elegeu, ao abrigo das paisagens culturais vivas, os vinhedos de entre as mais significativas. A comunidade internacional reconhece ao mesmo tempo a unicidade cultural destes territórios e a diversidade das expressões das civilizações da vinha e do vinho.
«Os Vinhedos do património mundial», formados por territórios de excepção, constituem-se numa rede de cooperação mútua de forma a garantir a autenticidade e a continuidade destes valores inscritos na Lista de património mundial da UNESCO. Mais que um reconhecimento, esta inscrição representa um compromisso para proteger de forma eficaz os lugares e os monumentos notáveis, bem como incentivar os agentes públicos e privados à excelência nas políticas de desenvolvimento destes territórios.
A carta internacional de Fontevraud (França) criada por iniciativa da InterLoire (Interprofession dos vinhos do Vale de Loire) e da Missão Vale de Loire, assinada em Dezembro de 2003 pelos agentes nacionais, regionais e internacionais do Vale de Loire, constitui a primeira etapa da criação desta rede internacional de excelência.
Parceiros desde Julho de 2005, por iniciativa do sítio Vale de Loire (França), sete sítios UNESCO mobilizaram os fundos europeus INTERREG IIIC para elaborar os princípios orientadores de desenvolvimento sustentável dos seus territórios bem como as regras para o funcionamento da rede.
Os sítios parceiros, fundadores desta rede internacional são:- O Vale de Loire (França)
- O antigo Órgão jurisdicional de Saint-Émilion (França)
- O Vale do Douro (Portugal)
- O Alto Vale de Rhin-moyen (Alemanha)
- A Região Vitícola histórica de Tokaj (Hungria)
- O Parque Nacional de Cinque Terre (Itália) e
- Fertö - Neusiedler See (Áustria)
Fonte:CCDR-N/EMRDD
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Prolegómenos - Crónicas do Barroso
Apresentações:
Lisboa: Teatro Nacional Dª Maria II – 27 de Maio às 18 h – Jantar na Casa de Trás-os-Montes às 20 h
Vila Real: Grémio Liter. Vilarealense – Bibliot. Munic.ipal Dr. Júlio Teixeira – 16 de Maio às 21 h
Boticas: Biblioteca da Câmara Municipal – 23 de Maio às 18:30 h
Montalegre: Feira do livro, 8 de Junho
Um Olhar sobre a Terra
Miguel Torga deixou-nos, há mais de uma década, mas não sem antes nos mostrar como se olha para o mapa da nossa origem: «enxutos (os olhos) e juízo assente , eu estendo o mapa concreto de Trás-os-Montes no soalho desta sala e que cada um de nós, com os pés enterrados no húmus da sua aldeia o povoe de naturalidade…»
Bento da Cruz responde, de pronto, à chamada: «Lá na minha aldeia, a terra estava dividida em leiras. Cada um trabalhava a sua. Pincipiei por sachar a minha como via fazer a todos os outros. Fui aquilo que hoje se chama um trabalhador infantil. Mas então ninguém falava nisso. Quando troquei a enxada pela caneta, a minha leira passou a ser o Barroso».
E ainda: «Para mim, Barroso é um Paraíso. O único ou dos poucos que restam à face da terra. Tudo no Barroso: paisagem, sol, luz, estrelas, flores, aves, bichos, gentes mantêm uma pureza e uma frescura edénicas. Estivesse eu naquele estado de graça do nosso pai Adão, antes da trincadela na maçã, e decerto arrancaria à minha leira verdadeiros tesoiros».
Óscar Lopes confessa-nos ao prefaciar um desses tesoiros: «Antes de ler este livro, a que só gostaria de mudar o título (Planalto de Gostofrio), eu tinha como melhor romance português da infância o CINCO REIS DE GENTE, de Aquilino Ribeiro».
Regressamos a Miguel Torga. «O universal é o local sem paredes. É o autêntico que pode ser visto de todos os lados, e em todos os lados está certo como a verdade. Ora Trás-os-Montes é essa realidade sem muros, esse torrão aberto aos olhos do mundo, cioso de lhe pertencer e de o servir. Palmo de chão de uma pátria e húmus omnipresente».
Urbano Tavares Rodrigues acentua o registo: «Eis como um livro (Contos de Gostofrio e Lamalonga) tão voluntariamente localizado, fruto e expressão da experiência tão aderente de simpatia que permitiu a Bento da Cruz erguer a sua galeria de homens e bichos, e às vezes de homens bichos, assim alcança a universalidade». Também Méndez Ferrin se refere em A LOBA,a «um romance destinado a prevalecer....de sabores porventura esquecidos que nos libertam da escolaridade e do regulamento e nos fazem renascer, no coração, um português riquíssimo em vozes e expressões idiomáticas que julgávamos ter perdido e que aos galegos nos obriga ao re-encontro com nós mesmos».
E agora, já marcados os pontos de encontro e de consagração, voltemos a dar a palavra a Miguel Torga: «A faixa dos carreiros escusava bem de ser tão comprida; mas como andam de terra em terra, vá lá, desculpa-se a presunção. E pronto! A dobadoira roda que é uma maravilha. O novelo começa a crescer, crescer, e temo-lo daqui a pouco do tamanho do coração.
- Mas esperem aí! De onde é o amigo? De Freixo? Entre! Entre na roda e colha amêndoas…Queria ficar de fora, o grande maroto! E nós, santinho? De pinhãocelo?! Vamos! Aparelhe os machos e ferre-lhes com a carga em cima. Depressa! Pena não haver ninguém do Pocinho…Há?! Ó criatura de Deus, salte para dentro do rabelo e agarre-se à espadela! Mas cuidado! O cachão da Valeira é traiçoeiro…Apegue-se a S. Salvador do Mundo!
Perfeito! Temos o nosso reino animado. Os rios com barcos e barqueiros, as serras com rebanhos e zagais, os lameiros com charruas e lavradores…E podemos olhá-lo orgulhosos! Nenhum outro mais belo, castiço e aberto, tão capazmente servido pelos seus filhos. Terra viril e homens viris. Nem a sua beleza tem maneirismo, nem o seu catecismo é arcaico, nem a fundura dos seus horizontes significa perdição no vago, nem os sentimentos dos habitantes são mesquinhas fibrilações da alma..……O destino quis que houvesse no topo da pequena leira lusíada uma costeira onde tudo tivesse carácter e dignidade».
Lá estaremos todos, unidos no mesmo sentimento!
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Cinco instituições unidas para criar um Parque de Ciência e Tecnologia
Da revista online CienciaPT, com a devida vénia. transcrevemos:
A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, o Instituto Politécnico de Bragança, as Câmaras Municipais de Vila Real e de Bragança, e a Associação do Parque de Ciência e Tecnologia de Porto (Rede de Parques de C&T e Incubadoras, PortusPark) assinaram um protocolo destinado a preparar uma candidatura para a criação de um Parque de Ciência e Tecnologia (PC&T) no Interior Norte de Portugal. No entanto, outras instituições e empresas interessadas em participar como membros de associações, ou sociedades gestoras podem subscrever o mencionado projecto.
Com efeito, e de acordo com a UTAD, as principais linhas de intervenção do Parque estarão centradas em áreas de negócio em que a UTAD possui reconhecidas competências de investigação e de conhecimento, designadamente ao nível dos seus Centros de investigação. Na actualidade, os investigadores das instituições proponentes participam em projectos de I&D e de prestação de serviços nas áreas de intervenção equacionadas para o Parque. Por outro lado, os nossos antigos alunos (alguns aqui presentes) também desenvolvem a sua actividade profissional em áreas de negócio que se enquadram nas linhas de actuação estratégica previstas para o PC&T e, como tal, serão potenciais investidores nesta estrutura.
Os centros de investigação da UTAD com interesses neste domínio integram cerca de 350 investigadores, 200 dos quais doutorados e que desenvolvem a sua actividade de I&D nas principais linhas de actuação estratégica previstas para o Parque. Na última década, os investigadores estiveram envolvidos em projectos de I&D, de forma isolada e em parceria com diversas instituições públicas e privadas, cujo orçamento geral foi de cerca de 340 milhões de euros, correspondendo a componente da UTAD a cerca de 165 milhões de euros.
Ainda segundo a UTAD, a criação do Parque permitirá valorizar as potencialidades dos recursos endógenos, associados à excelência do conhecimento existente, de modo a construir soluções inovadoras que originem oportunidades de negócio para o desenvolvimento económico da Região. Por outro lado, promoverá uma nova centralidade na Região, promovendo a competitividade regional e potenciando o desenvolvimento económico do Interior Norte, contribuindo para aumentar a capacidade efectiva de resposta aos desafios do tecido económico e produtivo, em particular, no desenvolvimento de produtos, serviços e soluções de elevado valor acrescentado. Esta estrutura irá permitir reunir as condições para que os avanços científicos e tecnológicos sejam transferidos com sucesso para as empresas de vocação comercial e aplicados aos circuitos económicos, traduzindo-se num aumento de competitividade. O cumprimento desta missão exige a proximidade institucional, física e relacional entre as organizações de I&D, as instituições de ensino superior que transmitam conhecimentos aplicados e, finalmente as empresas capazes de inovar na actividade económica, requisitos que os proponentes deste projecto estão a equacionar.
Universidade quer aproveitar sinergias com empresas
O futuro PC&T será um espaço seleccionado, gerido e orientado de forma a potenciar os recursos nesta área estratégica, constituindo uma plataforma de desenvolvimento e uma alavanca para o crescimento da economia nacional, com a especialização das empresas sedeadas ou ligadas ao Parque nos domínios previstos. Por outro lado, este centro de competências diversificadas poderá representar um eixo estratégico, ao qual está inerente o aproveitamento e a potenciação das sinergias entre a Universidade, as instituições de desenvolvimento e as empresas de base tecnológica, constituindo um motor de projectos âncora com garantia de solidez, justificada pela vinculação à Universidade e aos seus centros de investigação. De igual modo, pode constituir um centro de apoio à inovação, assentando no favorecimento da vantagem colaborativa entre os seus utentes, numa perspectiva de relacionamento com o tecido económico da região, que promova processos de transferência de tecnologia.
A criação de um PC&T em Trás-os-Montes é um projecto com escala e dimensão adequadas que pretende enquadrar-se nas novas políticas de revitalização económica ao abrigo do Programa Operacional Regional, com potenciais efeitos ao nível da competitividade, desde logo fomentando a criação de negócios inovadores, articulando capacidades empresariais com o conhecimento científico e tecnológico. Este projecto deve envolver parcerias entre empresas, autarquias, instituições de ensino superior e centros de investigação, de forma a dinamizar a coesão territorial e de forma sustentada reduzir as disparidades dos níveis de desenvolvimento entre as regiões.



