domingo, 20 de julho de 2008

Nadir Afonso face a face com Einstein

Do "Jornal de Notícias", de 2008.07.16, a propósito do novo livro de Nadir Afonso, transcrevemos do jornalista Agostinho Santos :

Nadir Afonso é um nome grande da arte contemporânea, mas, além de pintor e arquitecto, é pensador. Em livro a apresentar amanhã(*), na residência do artista em Cascais, expõe dúvidas "directamente"relacionadas com a teoria de Einstein.

A pintura e a escrita são duas linguagens que conhece bem e a que está ligado desde sempre. Nos intervalos das suas quase intermináveis sessões de pintura, no seu atelié de Cascais, Nadir Afonso refugia-se no escritório e pelo seu punho vai escrevendo, numa letra minuciosa, o que lhe dita a alma. E quase sempre se relaciona com arte e tudo o que a envolve.

Foi assim que nasceram os livros "La sensibilité plastique", "Les mecanismes de la création artistique", "O sentido da arte", "Universo e o pensamento", "Da intuição artística ao raciocínio estético", "Universo e pensamento", "Sobre a vida e obra de Van Gogh" e, agora, "Nadir face a face com Einstein".

Neste livro, a que o JN já teve acesso, o pintor escreve que "desde que procuro criar de minhas próprias mãos, que existem energias nas leis da natureza; energias da lei (entendida como ser de características imutáveis) ou energias legíticas; mas não se trata dessas forças sobrenaturais de que nos falam os estetas - como se fôssemos tocados pela magia das coisas - trata-se de uma motilidade natural incriável e inevitável".

E, mais adiante, escreve: "Indiferente à indiferença que as minhas suposições simplistas possam provocar, permito-me persistir; a lei, na sua verdadeira asserção, não rege de fora nem do alto", age como operador consubstancial do Universo".

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(*) 17 de Julho 2008.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Movimento Cívico pela Linha do Tua na CTMAD do Porto

O Movimento Cívico pela Linha do Tua promove um debate público sobre a Linha do Tua, na Casa Regional dos Transmontanos e Alto-Durienses do Porto, no dia 25 de Julho de 2008, às 21h.

Convidamo-lo(a) a participar nesta discussão sobre a Linha do Tua, uma das mais emblemáticas obras de engenharia do nosso país e uma das mais belas linhas férreas de montanha da Europa, ameaçada pela construção de uma mega-barragem na foz do Rio Tua.

Neste debate, moderado pelo Dr. José Manuel Pavão, Presidente da Assembleia Municipal de Mirandela, estarão presentes, entre outras, as seguintes individualidades:

- Prof. Gaspar Martins Pereira
Professor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto

- Prof. José Manuel Lopes Cordeiro
Presidente da APPI - Associação Portuguesa para o Património Industrial e membro da Direcção do TICCIH - The Industrial Committee for the Conservation of the Industrial Heritage

- Prof. Manuel Matos Fernandes
Professor catedrático da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

- Prof. Manuel Tão
Doutor em Economia de Transportes

- Dra. Manuela Cunha
Assessora do Grupo Parlamentar Os Verdes e Dirigente do Partido Ecologista Os Verdes

- Arq. Viviana Rodrigues
Arquitecta Paisagista


Local de realização do debate:
Casa Regional dos Transmontanos e Alto-Durienses do Porto
Rua de Costa Cabral, nº 1037, Porto.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Luís Vale apresenta dois livros na sede da CTMAD, no próximo dia 10 de Julho

CONVITE


As Edições Cosmos, a Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro e o autor Luís Vale têm o prazer de convidar V. Exa. para a apresentação dos livros "Histórias de Escano e Soalheira" e "Bem Perto do Céu - A Novena - Retiro da Senhora da Serra", a realizar dia 10 de Julho de 2008, pelas 18:30, na Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, Campo Pequeno, 50 - 3ºEsq., em Lisboa.


Será servido um "Douro de Honra".



quinta-feira, 26 de junho de 2008

Trindade Coelho: centenário da morte (1861-1908)

Em Lisboa, a Câmara Municipal está a trabalhar em parceria com outras entidades para produzir um programa à altura do jornalista, escritor e jurisconsulto de Mogadouro: Francisco José Trindade Coelho (1861-1908). O descerramento de uma lápide evocativa na casa onde viveu os seus últimos dias - na Rua Larga de São Roque, nº 20, 4.º andar (actual Rua da Misericórdia) - assinalará o arranque das comemorações. A cerimónia está agendada para o dia 9 de Agosto, data fatídica em que o escritor se suicidou, e vai ser precedida da apresentação institucional da programação municipal, que se estenderá pelos meses de Setembro e Outubro.

O objectivo é que essa programação reflicta toda a diversidade da vida e da obra de Trindade Coelho - o que não é pouco, atendendo à sua apurada consciência cívica, que sempre o induziu a uma ampla intervenção no âmbito das áreas profissionais em que desenvolveu actividade.

A sua iniciação no jornalismo começou cedo, quando estava ainda o Colégio do Porto. Depois, já na Universidade de Coimbra, onde cursou Direito, colaborou em vários jornais, como o Progressista, o Imparcial, entre outros, sob o pseudónimo "Belisário". Foi mesmo o fundador de uma folha, A Porta Férrea, que se tornou muito popular entre a academia, assinando então já os artigos com o seu nome. Além desta, fundou ainda a revista Panorama Contemporâneo, ao mesmo tempo que escrevia crónicas para vários jornais de província, como o Tirocínio, a Beira, o Douro, e mesmo para jornais de referência, como o Diário Ilustrado, Diário de Lisboa, e o Jornal da Manhã, do Porto. Foi em Coimbra que conheceu Camilo Castelo Branco, do qual ficou amigo. Refira-se ainda que Trindade Coelho foi um dos fundadores da Associação dos Jornalistas de Lisboa, para a qual redigiu os respectivos estatutos.

Em 1885, concluído o curso, passou a dedicar-se à advocacia. Ocupou depois o cargo de administrador do concelho interino e foi delegado do Procurador Régio em Portalegre, onde esteve 4 anos. Aqui fundou 2 jornais: Gazeta de Portalegre e Comércio de Portalegre, de que foi redactor literário. Em 1891, está em Lisboa, a servir no tribunal auxiliar do 2.º distrito, primeiro com o conselheiro Neves e Sousa e depois com Francisco Maria da Veiga. Na capital trabalhou na redacção de 3 jornais diários, Portugal, Novidades e Repórter, fundou a Revista Nova e, com o juiz Francisco Maria Veiga, a Revista de Direito e Jurisprudência. Destacou-se na defesa, em África, de 33 réus presos sob a acusação de crime político, que foram absolvidos com os seus acusadores a serem presos e punidos. Regressado em Lisboa, retomou o seu cargo no tribunal fiscal. Em 1895 é nomeado novamente delegado do procurador régio, em Lisboa, sendo exonerado, a seu pedido, em 1907. Um ano depois suicida-se.

À sua obra mais famosa, o livro de contos Os Meus Amores, juntam-se: Terra Mater, que saiu na colecção de brindes do Diário de Notícias, Primeiras Noções de Educação Cívica (1906), Manual Político do Cidadão Português, In Illo Tempore, narrativas da vida coimbrã (1902), Dezoito Anos em África (1898), vários Folhetos para o Povo e, para o ensino, 1.º. 2.º e 3.º Livros de Leitura, Elementos de Educação Cívica e Pão Nosso ou Leituras Elementares e Enciclopédicas para uso do Povo.

Trata-se, portanto, de uma figura incontornável da cultura e das letras portuguesas, cuja vida e obra carece de uma nova abordagem historiográfica e literária. Por outro lado, parte da sua vida decorre em Lisboa, cidade com a qual estabeleceu laços e memórias importantes, plasmadas, por exemplo, na toponímia da cidade, com o Largo Trindade Coelho.

Sobre a programação, embora ainda em fase de acerto, podemos adiantar que incluirá:

Duas mostras bibliográficas e documentais ─ uma, centrada na sua obra periodística, tendo por base a colecção da Hemeroteca Municipal (2.ª quinzena de Setembro – Outubro) e outra que, a partir do espólio da Biblioteca Municipal Central, focará a sua obra literária e jurídica (2.ª quinzena de Setembro – Outubro);

Um ciclo de colóquios, intitulado Trindade Coelho, Vida e Obra Cem Anos Depois (1908-2008) ─ o primeiro será dedicado a Trindade Coelho, Jornalista (2.ª quinzena de Setembro), no âmbito do qual está já confirmada a comunicação de António Valdemar (jornalista do Expresso e Membro da Academia de Ciências de Lisboa); o segundo versará sobre Trindade Coelho, Escritor (1.ª quinzena de Outubro), para o qual é já certa a participação de Ernesto Rodrigues (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa); o terceiro aborda o tema de Trindade Coelho, Política e Cidadania no Portugal de Oitocentos, que contará com a colaboração, entre outros, de Luís Bigotte Chorão (Centro de História da Universidade de Lisboa e Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra), durante a segunda quinzena de Outubro. As comunicações terão lugar em vários equipamentos municipais e espaços culturais da cidade de Lisboa (Hemeroteca Municipal, Casa Fernando Pessoa, Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro e Biblioteca Municipal Central).

Animação de rua, no Largo Trindade Coelho (Bairro Alto), com Alfarrabistas, feira de produtos regionais de Trás-os-Montes e Alto Douro, e espectáculos musicais.

Digitalização e disponibilização em linha, através da Hemeroteca Digital (http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/), de alguns textos jornalísticos de Trindade Coelho, além de recursos informativos de natureza diversa: programa das comemorações, apontamentos biográfico e bibliográfico, incluindo as ligações às obras de e sobre Trindade Coelho existentes no Catálogo das Bibliotecas Municipais de Lisboa (http://catalogolx.cm-lisboa.pt/#focus); indicação organizada de outros endereços electrónicos com informação relevante na Internet; recensões e/ou actas digitais das comunicações entretanto apresentadas nos colóquios referidos;

Lançamentos/apresentações de livros publicados sobre Trindade Coelho, no âmbito do centenário da sua morte, cerimónias que poderão ter como palco o Teatro Municipal S. Luís – Jardim de Inverno;

Edição de catálogo, centrado na mostra bibliográfica da Hemeroteca Municipal e que ficará como registo e memória desta efeméride.

Sessão solene de encerramento do centenário, que terá lugar no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Olhadela a Trás-os-Montes

por Armando Jorge Silva

Em Maio, andei peregrinando por terras de Trás-os-Montes. No final resultaram saudades mortas, memórias revividas, reencontros aguardados, emoções sentidas, informações novas recolhidas e a vontade irresistível de querer regressar sempre.

Entrei em Trás-os-Montes pelo Minho. Em Braga, no Santuário do Sameiro, onde comemorávamos o 44º aniversário do embarque para Angola, aos camaradas militares do B.Caç.670 tive a oportunidade de dizer: "Foi e continua a ser o sentimento orgulhoso do dever cumprido para com a Pátria que nos congrega e nos torna amigo solidários".

Apanhei a auto-estrada A7, em Fafe, já a meio do trajecto, mas ainda a tempo de contemplar a configuração do seu lançamento em terras transmontanas. Depois, tive o ensejo de percorrer, pela primeira vez, o troço da A24, entre Vila Pouca de Aguiar e Chaves (fronteira). À medida que galgava quilómetros e quilómetros embalado na rapidez e segurança que as auto-estradas proporcionavam, perante o quase nulo trânsito que encontrava dei comigo a pensar ser aquele faraónico investimento um desperdício injustificável e louco para o País. Pensei melhor e do mau pensamento me arrependi. De facto, se queremos um Trás-os-Montes moderno, progressivo, capaz de rentabilizar potencialidades e arrancá-lo do ancestral atrofiamento é forçoso abrir-lhe portas e fronteiras. As acessibilidades são fundamentais. E elas aí estão, cada vez mais e melhores. O futuro da nossa terra, desenha-se. Trás-os-Montes já não é aquela terra distante, isolada entre montes, carente de civilização. É já ali, a poucas horas, com um manancial de riquezas naturais e humanas para conquistar e usufruir. O que vimos dá-nos essa esperança, garante-nos essa certeza.

Percorri, como explorador enfeitiçado por terra virgem, a serra do Alvão. Alvadia, Macieira, Lamas d'Olo, Travassos, Vilar de Ferreiros, já no concelho de Mondim de Basto, encontram-se hoje ligadas por estrada asfaltada e proporcionaram a oportunidade de saciar-me sofregamente com a imensidade da paisagem serrana.

Estive em Vila Pouca de Aguiar, Chaves, Valpaços, Vila Real. Olhei com a força de quem quer ver. Equipado com máquina fotográfica registei imagens para confirmar ideias. Vilarandelo, Vale de Casas, Fornos do Pinhal, Sonim, Barreiros, Santa Valha, Ervões e localidades anexas, Vassal, todas no concelho de Valpaços, serviram-me de ensaio.

Observei vilas e cidades reparadas, limpas, ordenadas, equipadas com as valências modernas necessárias para garantir qualidade de vida. Constatei o resultado feliz de um trabalho feito e os benefícios de um investimento aplicado.

No entanto, nas aldeias pairam em cada canto os sinais evidentes da desertificação humana. Uma realidade há muito tempo prevista e agora irreversivelmente confirmada.

Não surpreende, mas torna-se dolorosa. Entra-se nas aldeias, vêem-se igrejas, capelas, cemitérios, moradias, pequenos largos e singelos monumentos, percorrem-se ruas empedradas, bate-se à porta das casas, novas ou reparadas. Procura-se uma informação. Responde-nos o silêncio. O silêncio de algo que outrora falava, que enchia os ares dos gritos de crianças e os campos das vozes de humanos e animais. Agora, ninguém. Talvez no café... Sim, no pequeno café ou então no Lar da Terceira Idade ainda é possível que algum velhinho ou velhinha nos possa ajudar.

É um mundo que acaba, outro que começa. Um arranjo demográfico novo se instala progressivamente nas terras transmontanas. O mundo do amanhã não muito remoto será diferente do mundo de ontem que conhecemos e vivemos. As vilas e cidades crescem e neste crescimento participa a população das aldeias. Em Vila Pouca de Aguiar, na noite de 12 de Maio, presenciei uma tocante e ordenada procissão de velas com mais de 2.000 pessoas.

Chaves mostra nas ruas, cafés e restaurantes uma apreciável movimentação de pessoas. Nesta época, a profusão dos seus canteiros relvados e floridos de amores-perfeitos faz de Chaves um encantador jardim adornando vielas, ruas, praças e monumentos.

A estrada nacional 213, que liga Chaves e Valpaços está a receber obras profundas de reparação que eliminarão, em breve, muitas curvas incómodas e perigosas e aproximarão as duas cidades do Alto Tâmega.

Vila Real, que outrora saboreei como linda mas pequena cidade, cresceu. Demonstrando uma macrofagia insaciável, em poucos anos, absorveu as freguesias satélites de Lordelo, Vila Marim, Parada de Cunhos, Folhadela, Borbela, Mateus e outras integrando-as na malha urbana. Maior, muito maior, equipada com múltiplas e variadas estruturas, construindo-se em cada dia com os olhos postos no futuro, Vila Real continua acolhedora como sempre, mas agora mais limpa, asseada, vistosa, ordenada, arborizada e florida.

Neste meu périplo terrestre transmontano, em Maio chuvoso e frio, deixei Vila Real sob impressionante dilúvio e, por Viseu, regressei a Lisboa para viver a cada hora que passa o misterioso e trágico destino da sarça ardente que sempre arde e nunca se consome. Trás-os-Montes e Alto Douro, meu amor.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

MARVILA DOS SABORES

Vai ter lugar, no período de 19 a 22 de Junho (inclusive), no parque de estacionamento do "Instituto Superior de Engenharia de Lisboa", sito na Rua Conselheiro Emídio Navarro, o evento designado por "MARVILA DOS SABORES", promovido pela "Junta de Freguesia de Marvila" e pelo seu "Conselho Marvilense" e com a colaboração de diversas associações e empresas, entre as quais a "CASA DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO (CTMAD)" de Lisboa.

Trata-se de um festival de cultura e gastronomia regionais em que cada um dos dias foi atribuído a uma Região, tendo o dia 21 de Junho (Sábado) sido atribuído, em simultâneo, ao Minho e a Trás-os-Montes e Alto Douro.

CONTAMOS COM A SUA PRESENÇA.

Em permanência e durante todos os dias vão estar presentes os nossos tradicionais vendedores ("Padaria Moutinho", "Douro Caves", "Sr. Jorge, de Vinhais" e "Pastelaria Nilde"), teremos o nosso conceituado artista plástico José Augusto Coelho com um stand para exposição e venda das suas obras e a CTMAD estará, também, em stand próprio, para a todos acolher com amizade e carinho.

No dia 21 de Junho (Sábado) teremos as especiais actuações da Tuna Musical de Bisalhães (cerca das 15.30h), do pequeno acordeonista que nos encantou e deliciou na Festa do Folar (cerca das 17.30h) e, por último, dos nossos queridos artistas do Grupo Maranus (cerca das 22.00h).

CAROS AMIGOS E ASSOCIADOS:

A vossa participação será naturalmente bem vinda e dará o indispensável estímulo para o evento se repetir.

O acesso é fácil, tome nota: METRO: Estação de CHELAS; AUTOCARROS: Na R. Conselheiro Emídio Navarro: N.º 755 e 794 Nas proximidades (Av. Dr. Augusto de Castro) N.º 718; N.º 759; N.º 49

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Apresentação do livro "Maria Pia, Rainha Mulher"

Convite

O Presidente da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, tem a honra de convidar Vossa Excelência para a apresentação do livro "Maria Pia, Rainha Mulher", da autoria de José Manuel Pavão e João Cerqueira que terá lugar na Biblioteca do Palácio da Ajuda, dia 24 de Junho de 2008 pelas 17,30 horas.

A apresentação do livro será feita pelo Exmº Senhor General António Ramalho Eanes

As figuras do Rei D. Luís I e da Rainha D. Maria Pia estarão representadas respectivamente por Vasco Saldanha e Emanuelle Afonso.

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