quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

sábado, 3 de janeiro de 2009

Ola' Minha Gente

por José Augusto Coelho


Olá minha terra minha gente
Olá brisa que te comi com pão
De sementeiras de um trigo fulgente
Semeado a pulso dolente
Nas aradas rasgadas à mão

Minha eira de chão lambido
Pelo marasmo do tempo que passa
Pão e lágrimas em ti esquecido
Onde estás trigo vestido
Com grãos da minha fogaça

Suor escaldante no rosto
Que o vento norte lambia
As rugas da gente de Agosto
Nas esquinas de sol-posto
Trilhavas o pão de cada dia

Minha terra minha gente
Meu cântico adormecido
Candeia da minha mente
Luz da minha semente
Fonte do meu sentido

Onde estás quartilho de vinho
Que entravas no forno da alma
Na taberna do meu caminho
Fazias dançar o copinho
No rosto da tarde calma

Horizontes que tocam o céu,
Escondem lágrimas suor e castigo
As searas ondeavam ao léu
Num aroma a feno que é teu
De ti meu canto de abrigo

Trindades da madrugada
Afonia sem madrigal
Já não chamam
Já não clamam
Por ti minha gente leal

sábado, 20 de dezembro de 2008

INAUGURADO O MUSEU DO DOURO, NA RÉGUA

A sede do Museu do Douro, localizada na Casa da Companhia, no Peso da Régua, foi inaugurada hoje, 20 de Dezembro. A cerimónia contou com a presença do Primeiro-Ministro, José Sócrates.


sábado, 13 de dezembro de 2008

Contrato da Concessão da Auto-Estrada Transmontana assinado um ano após lançamento do concurso

Do "Notícias de Vila Real" online transcrevemos:

O Primeiro-Ministro, José Sócrates, presidiu ontem, dia 10 de Dezembro, em Bragança, à cerimónia de assinatura do Contrato de Concessão da Auto-Estrada Transmontana, um ano após o lançamento do concurso.

O evento teve lugar 15 dias após a assinatura do Contrato da Concessão do Douro Interior, que ocorreu a 25 de Novembro. Passados apenas 12 meses sobre o anúncio do Concurso, torna-se possível avançar para a concretização do Projecto com a assinatura do respectivo Contrato. A entidade adjudicatária é o grupo intitulado Auto-Estrada XXI, liderado pela empresa Soares da Costa.

A AE Transmontana foi bastante disputada: apresentaram-se a concurso seis consórcios, envolvendo 44 empresas. Com uma extensão total de 186 quilometros, 130 dos quais são de nova construção, a Concessão da Auto-Estrada Transmontana beneficiará directamente os concelhos de Amarante, Vila Real, Sabrosa, Murça, Alijó, Mirandela, Macedo de Cavaleiros e Bragança, abrangendo cerca de 250 mil habitantes.

O lanço a construir vai ligar Vila Real a Bragança em perfil de Auto-Estrada e unir-se-á a vias de menor dimensão já em serviço: a que liga Amarante a Vila Real, a Variante de Bragança e a Ponte de Quintanilha (as três integram o actual IP4, somando 56km), que se mantêm em regime de exploração. O investimento com a construção inicial por parte do adjudicatário está estimado em 440 milhões de euros (valor inferior ao anunciado pelo Governo no lançamento do processo concursal), prevendo-se que o total ronde os 800 milhões de euros.

A construção desta via deverá induzir uma redução da taxa de sinistralidade grave na ordem dos 65%. Se tivermos em conta os 30 anos da Concessão, significará uma diminuição média de 19 mortos por ano; por outro lado, a redução de 65% dos feridos graves traduzir-se-á em menos 23 feridos graves por ano. A Auto-Estrada Transmontana trará ainda uma diminuição de 45% dos feridos ligeiros: nos 30 anos concessionados isto representará em média cerca de menos 147 feridos sem gravidade por ano.

Um empreendimento com estas características deverá gerar à volta de nove mil empregos. A redução do tempo de percurso é outra vantagem da AE Transmontana. Vejamos alguns exemplos:
- A viagem entre o Porto e Bragança diminuirá 44 minutos (29%);
- O percurso Porto/Vila Real baixará 8 minutos (14%);
- Vila Real/Bragança passará a fazer-se em menos 36 minutos (38%);
- Bragança/Viana do Castelo permitirá uma economia de tempo de 30 minutos
(16%);
- Bragança/Guarda passará a ser um percurso com menos 40 minutos (27%);
- Bragança/Viseu será uma viagem 36 minutos mais curta (26%);
- Bragança/Macedo de Cavaleiros será feita em menos 7 minutos (26%);
- Vila Real/Macedo de Cavaleiros será um percurso com menos 15 minutos.

Saliente-se que mais 70.000 habitantes (de 104.590 para 173.390) ficarão a menos de uma hora de Bragança. Em relação à zona de influência de Vila Real, mais de 1,2 milhão de habitantes (90%) ficarão a menos de uma hora da capital de distrito. O primeiro lanço da AE Transmontana estará pronto em Novembro de 2010, devendo a Concessão ficar concluída em Julho de 2011.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Recado a Agrochão

por JoséAgostinhoFins

Agrochão!... Ó bela Aldeia onde vi primeiro do dia a luz!
Berço de almas tantas e generosas; berço da minha Mãe!
Por teus hortos, fontes, idílicos recantos, passou Jesus,
E como desejou ter nascido em Ti, mais que em Belém!...

Linda Aldeia!... onde as casinhas de xisto, são ao Luar
Mais belas!.. aconchegadas em redor da Igreja, (um Primor!)
E aos pés daquele Cabeço, onde o mesmo Jesus está a vigiar,
Pregado naquele madeiro e caído de joelhos naquele andor!

Verdes são os campos na Primavera! Cinzentos olivais!
Castanheiros frondosos! Roxos vinhedos outonais!
Fontes cristalinas!... símbolos do Amor e da Saudade!...

Beija-te o sol radioso, quando nasce por detrás da Serra;
Reza contigo a Senhora do Areal!... Ó linda Terra,
Deixa que eu morra em Ti, e descanse no Senhor da Piedade!


Agrochão
(fins.707@gmail.com)

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Desenvolvimento sustentavel de Tras-os-Montes e Alto Douro


I - O vale do Tua

Desde a sua fundação que, primeiro no Club Transmontano, e nas últimas décadas na nossa casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, esta instituição tem procurado debater e aprofundar ideias sobre as questões estruturais relacionadas com o desenvolvimento e a melhoria das condições de vida na nossa região.

Nesse sentido, e numa primeira iniciativa da presente direcção, a Casa Regional de Trás-os-Montes e Alto Douro e o Instituto da Democracia Portuguesa (IDP) vão organizar no próximo dia 13 de Dezembro, Sábado, pelas 15 horas, uma Sessão-debate sobre o desenvolvimento sustentável do Vale do Tua, o qual abrange e diz respeito aos seguintes 5 municípios: Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor.

A nossa Instituição está aberta a toda a discussão e a todos os pontos de vista acerca do desenvolvimento da região (e de outras da nossa querida área natural, sobre outros temas que oportunamente possam surgir).

Foram convidados os Presidentes dos Municípios do vale do Tua, já que, com todo o seu conhecimento e experiência, muito poderão contribuir para o debate do projecto apresentado pelos técnicos especialistas do IDP.

Apelamos à presença de todos os associados que se manifestem interessados no desenvolvimento sustentável da nossa região. A sessão será antecedida de um almoço que decorrerá na nossa Sede, situada no Campo Pequeno, Nº 50-3º Esq.

Por razões logísticas solicitamos a todos os que pretendam participar no almoço que se inscrevam previamente pelo telefone 217939311.



Vale de Gouvinhas

A cerca de 20 Km para NNO de Mirandela, entre os rios Tuela e Rabaçal na margem direita e esquerda, respectivamente encontramos a freguesia Vale de Gouvinhas. Tem actualmente cerca de 500 habitantes, números bem diferentes dos censos de 1950, tinha 942, dos quais 477 eram do sexo masculino e 465 do feminino.

É uma terra em constante movimento e já com sinais claros de algum desenvolvimento quer ao nível de formação superior das suas gentes, quer a nível de infra-estruturas. Apesar dos tempos difíceis para generalidade das nossas aldeias transmontanas tentamos, também nós, remar contra a maré no sentido de estancar aquela que é a maior calamidade dos tempos modernos, ou seja, a desertificação do interior.

Terra que apesar de não ter tido grande imigração, tem parte dos seus naturais, cerca de 350, a residir na área da grande Lisboa, Porto e uma pequena população espalhada pelo resto do mundo.

É uma terra de algum sucesso, pois sempre investiu na educação, prova disso são os cerca de 170 licenciados nas mais diversas áreas e que de alguma forma estão em estreita ligação com a freguesia.

Terra por excelência de bom azeite, tem ainda hoje alguns jovens a investir na actividade, escolha sempre difícil é verdade, mas que felizmente está a dar bons resultados. O facto de terem sido os mais jovens, pessoas já dotadas de melhor formação, levou-os a adoptar uma estratégia não só de produção mas também de comercialização, bem exemplo disso é o aumento significativo da produção de azeitona/azeite seguido de aumento da qualidade. Mas terá sido na cura e comercialização de azeitona de conserva que conseguiram arranjar uma verdadeira alternativa ao mercado tradicional de venda de azeite a baixo custo, direccionado assim a sua actividade mais para esta vertente, estando já uma boa parte a ser exportada.

A Junta de Freguesia, apesar das dificuldades, não olha a meios para manter vivos os valores, as tradições e costumes de outrora sem nunca perder de vista o futuro. Tudo faremos para continuar a equipar de mais e melhores infra-estruturas a nossa terra de modo a irmos de encontro às necessidades e anseios da população. A vertente social é hoje a nossa maior preocupação, bem exemplo disso foi o apoio dado a todos os níveis para criação da "Associação Terras do Marião". Ainda jovem é verdade! mas já reconhecida como IPSS e com um projecto para a construção de um Lar apresentado à Segurança Social para comparticipação financeira.

Também na área cultural em parceria com a Associação Cultural temos entre outras actividades, desde há 3 anos, a funcionar um posto público de Internet. Sendo normal verem-se crianças e adultos a servirem-se das valências que esta oferece.

Mas como parar é morrer, diz o ditado, outras áreas existem onde o investimento se tem feito notar.

A sede de freguesia e a anexa de Quintas encontram-se actualmente a receber obras de remodelação das redes de abastecimento de água e saneamento básico, bem como a construção de ETAR'S mais amigas do ambiente. Brevemente terá também lugar a repavimentação do acesso de Valbom Pitêz.

Na rede viária temos feito um enorme esforço. Com efeito a Junta de Freguesia inaugurou no passado dia 18/11/2007 a estrada e respectiva ponte sobre o rio Tuela "PONTE DO MOLEIRO" que liga as aldeias de Vale Maior a Mosteiró estabelecendo-se, deste modo, a ligação definitiva entre as populações de ambas as margens outrora de costas voltadas por falta destas infra-estruturas, ligando neste local as freguesias de Vale de Gouvinhas, Torre D' Chama, Múrias, Mascarenhas e outras. Esta obra de grande envergadura reveste-se de grande sentimentalismo para as populações locais.

É ainda de salientar que esta ligação reduz em cerca de 15km a distância entre estas últimas a Valpaços.

A obra foi financiada pelo Ministério da Agricultura e Câmara Municipal de Mirandela, sendo um bom exemplo de gestão como fez questão de relembrar o Sr. Director Regional Agricultura do Norte Arqº Carlos Guerra.

Como complemento a estas obra pretendemos a construção duma praia fluvial e a criação da "Rota do Moleiro" a candidatar ao QREN.

De destacar foi também a homenagem que se pretendeu fazer a todos os moleiros que durante tempos imemoriais tanto contribuíram para o bem estar das populações locais, daí o nome "PONTE DO MOLEIRO".

E porque o tempo não espera, temos forçosamente que o acompanhar para que os caminhos do futuro nos tragam o progresso que tanto ambicionamos e desta forma combater a malvada desertificação. A freguesia de Vale de Gouvinhas através das suas gentes, associações e autarquia continuarão a trabalhar para construir um futuro melhor e mais próspero por forma a dar à sua população a qualidade de vida que todos merecem.

Um abraço amigo das gentes da Freguesia de Vale de Gouvinhas.

O Presidente da Freguesia

Rui Sá

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