domingo, 15 de março de 2009

Espanhóis dão luz verde a autovia Leão-Bragança

De Glória Lopes, do "Jornal de Notícias" online transcrevemos:

Foi dado o primeiro passo, do lado espanhol, para a construção da autovia entre Leão e Bragança. Trata-se de uma via rápida considerada primordial para a ligação àquela região de Espanha assim como ao Norte de França.

O concelho directivo da Associação Autovia Leão/Bragança aprovou um estudo técnico e de viabilidade daquela ligação rodoviária entre Espanha e Portugal, que será entregue à ministra do Fomento espanhola, tendo em vista a inclusão da autovia no Plano Estratégico de Infra-estruturas e Transportes, com prioridade no âmbito internacional.

O desígnio principal da autovia será o desenvolvimento de um novo corredor internacional que ligue o Norte de Portugal (Porto) ao resto da Europa, pela fronteira de Irún, atravessando as regiões de Bragança, Puebla de Sanábria, La Bañeza, Santa Maria del Páromo e Leão. A auto-estrada em causa é considerada indispensável para unir o IP4 (futura A4) aos principais corredores rodoviários espanhóis que, por sua vez, se ligam a França, como é a A-231- AP1- A8 (Leão-Burgos-Vitoria- Irún).

Trata-se de uma via considerada pelos autarcas e alcaides a melhor solução por ser "a mais curta, mais rápida, mais económica e com menor dano ambiental".

O presidente da Câmara, Jorge Nunes, considera que este eixo transfronteiriço internacional serviria para canalizar, total ou parcialmente, o grande trânsito de mercadorias na comunicação dos principais portos do Noroeste Atlântico (Porto e Vigo) e os da costa do Mar Cantábrico (Gijón-Santander-Bilbao). Aliás, estabeleceria também, através da auto-estrada de Burgos, a ligação com Zaragoza e Barcelona. Perante estes argumentos tem defendido que se trata da configuração de um eixo indispensável, transversal e internacional. A isto junta-se o facto de o itinerário Porto-Irún não contar actualmente com uma eficaz ligação ferroviária. A auto-estrada desejada permitiria ligar quatro linhas ferroviárias, favorecendo assim a intermodalidade.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Barragem vai criar 1700 postos até 2013

Do "JN online" transcrevemos:

por Eduardo Pinto

A barragem do Baixo Sabor, que está a ser construída em Torre de Moncorvo, é um investimento que vai ajudar a combater a crise. É a convicção do primeiro-ministro, José Sócrates, que ontem visitou o local.

O chefe do Governo baseia-se em números: 300 pessoas e 42 empresas estão, neste momento, envolvidas nos trabalhos. A obra começou em Setembro de 2008, deve acabar em 2013, e no auge da empreitada estarão ali ocupadas 1700 pessoas e mais de 100 empresas. "Isto significa que esta barragem está a dar mais oportunidades de emprego", frisou Sócrates, acrescentando as "oportunidades de actividade para as empresas portuguesas". "É com estes investimentos que se combate a crise", rematou.

A construção da barragem não foi propriamente um processo fácil, com sucessivos contratempos, muito deles provocados pela Plataforma Sabor Livre, que reúne várias associações ambientalistas, e que sempre se bateu contra o aproveitamento hidroeléctrico por destruir o que dizem ser o último rio selvagem da Europa.

Recorde-se que as obras estiveram paradas durante o mês passado, devido a uma providência cautelar interposta pela Plataforma junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela, acção que viria a ser rejeitada, a 27 de Janeiro, pelo mesma tribunal.

O presidente da EDP, António Mexia, realçou, ontem, a luta travada nos últimos dez anos para conseguir avançar com um empreendimento que vai "aumentar em mais de 20% a capacidade de armazenagem de água em Portugal e duplicar as reservas do Douro". Daí que o ministro da Economia, Manuel Pinho, lhe tenha atribuído o epíteto de "mãe de todas as barragens", entre as dez do novo plano do Governo.

Por outro lado vão ser investidos "mais de 60 milhões de euros" num plano de minimização do impacto ambiental na região abrangida pela albufeira. Não admira que o presidente da Câmara de Moncorvo, Aires Ferreira, sublinhasse que "não há memória de um tão grande conjunto de investimentos no distrito de Bragança".

Sobre a barragem do Tua, cuja fase consulta pública do Estudo de Impacto Ambiental termina hoje, António Mexia prometeu que a EDP vai "respeitar" a realização de um referendo em Mirandela sobre a continuidade da linha ferroviária do Tua - parte dela será submersa caso a barragem seja construída. Mas afirmou que não vê interesse numa alternativa ferroviária àquela via, cuja beleza vive da paisagem que dela se desfruta. "Se pusessem um ferrovia sem vista não percebo qual seria o interesse", disse. 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Palhestras de Mirandés

L Porsor Amadeu Ferreira stará die 14 de Febreiro, a las 15:30 na Scuola Francisco Arruda a dar la 2ª palhestra de 2009.

Cuntinará a falar de la Lhéngua subre l tiempo que bai zde 1880 a 1940, an special subre José Leite Vasconcelos i las sues fuontes mirandesas.

Ls mirandeses i outras pessonas antressadas ténen nestas palhestras ua buona ouportunidade de oubir falar de la nuossa lhéngua, de melhorar ls coincimientos, de ancuntrar amigos i cumbersar an mirandés.
L Porsor Amadeu alhá spera por todos.


Francisco Domingues


Nota: La scuola Francisco Arruda, queda na Calçada da Tapada, nº 152 an Alcántara, Lisboa. Ye lhougo a seguir l Pabilhon de l' Ajuda.
http://frolesmirandesas.blogspot.com/2009/02/palhestras-de-mirandes.html


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Aquele castanheiro !...

Naquela volta apertada do caminho, bem junto ao ribeiro,
Lá estava ele, aquele velho tronco negro, já queimado!...
Ainda erecto e com nobreza!... foi morto, fulminado
Por um raio!... Era um secular e majestoso Castanheiro!...

Ali, com saber e carinho, foi plantado por obreiro!
Cresceu!... fez-se grande!... com amor foi tratado!...
Acordou verde na Primavera!... por vendavais foi fustigado!
Estios abrasadores!... noites frias de luar, em Janeiro!

Alguém, passando perto, cravou nele aquele machado!...
De que ele sentiu o ferro até ao mais fundo da alma!...
Não, não chorou!... mas tornou de sangue aquele ribeiro!

Com que nobreza mostra os restos do seu passado!
Como é de saudade a água que no ribeiro corre calma!
Como me assemelho a ti, meu velho Castanheiro!...

José Agostinho Fins
Agrochão - Vinhais
(fins.707@gmail.com)

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Consultório médico

O nosso associado, Prof. Doutor Fernando de Carvalho Araújo, Catedrático Jubilado da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e Infecciologista pela Ordem dos Médicos, responderá, de maneira simples, concisa e coloquial, às perguntas, sobre DOENÇAS INFECCIOSAS, que os associados da CTMAD e seus familiares lhe queiram dirigir. Para tal, deverão fazer chegar as suas perguntas à CTMAD, Campo Pequeno, 50-3º E, 1000-081 Lisboa ou a ctmad.lisboa@gmail.com



M. M. E. Cruz (Lisboa), pergunta:


A chamada "Febre da Carraça" só se apanha quando as pessoas contactam com os cães portadores daqueles parasitas? É que eu tenho uma sobrinha, recentemente internada num hospital de Lisboa, com esta doença e, todavia, ela nunca lidou, de perto ou de longe, com aqueles animais!... Como se explica isso?


R - A "Febre da Carraça" é uma doença endémica (isto é: uma doença infecciosa, mas não contagiosa de pessoa a pessoa, existente, com relativa frequência, em determinadas regiões e países, sobretudo da zona mediterrânica, na qual, em certa medida, Portugal está incluído.


No nosso País, esta doença designa-se (em termos médicos) por Febre Escaro-Nodular (F.E.N.), em sinal de homenagem ao grande médico Higienista Dr. Ricardo Jorge, notável especialista que lhe dedicou uma atenção de imenso relevo, e que lhe deu esse nome mercê de duas características clínicas, muito sugestivas, presentes na pele dos doentes com F.E.N.: um exantema (erupção cutânea) nodular, constituído por pequenos nódulos, de tom rosado, generalizado por toda a superfície do corpo, abarcando, inclusivamente, o couro cabeludo, a palma das mãos e a planta dos pés e (a outra característica) uma escara, de cor escura - a chamada "mancha negra" - rodeada por um halo inflamatório, avermelhado, correspondente ao local da pele onde a carraça "picou", a qual (escara) é, no entanto, de aparecimento inconstante (observa-se, apenas, em 30-40% dos casos), e pode ser múltipla.


Acompanhando estes sinais clínicos, existem, quase sempre, febre elevada (39-40ºC), violentas dores de cabeça, dos músculos e das articulações e congestão ocular.


A doença é provocada por um microrganismo bacteriano, da família das Rickettsias, que infecta as carraças (sem que elas adoeçam) e a transmitem à espécie humana, por picada ou mordedura.


Passando, agora, ao cerne da sua questão, gostaria de a informar de que (por um lado) os cães não são os únicos animais susceptíveis de serem parasitados por carraças. Com efeito, estes aracnídeos podem, igualmente, parasitar (além dos cães afectivos ou domésticos), cães e gatos "vadios", "porquinhos-da-índia", carneiros, cabras e ovelhas, coelhos bravos e caseiros, lebres, raposas, lobos e, até, certas aves; e (por outro lado) podem "vaguear" livres, na Natureza, enquanto buscam (ao acaso) qualquer "hospedeiro" de sangue quente (e, por conseguinte, o próprio Homem), para a ele se "agarrarem" e o "morderem" e, assim, lhe sugarem o sangue, que é o principal alimento que lhes assegura a sobrevivência. As carraças são, por isso mesmo, chamadas de artrópodes hematófagos.


Essas carraças errantes (infectadas com a tal Rickettsia - o agente microbiano que provoca a F.E.N. no Homem) sobem às árvores, caem no chão, "frequentam" os parques, as tapadas, as matas, os campos e os bosques, os jardins com relva e árvores (das grandes moradias e estâncias de veraneio), "fazendo pela sua vidinha", na procura das "vítimas", que, alheadas do risco que correm, se lhes tornarem mais acessíveis, como sucede com os caçadores, os fãs dos piqueniques ou dos churrascos ao ar livre, os pastores, os militares acampados, os praticantes de caravanismo "selvagem", etc., etc.





A. P. Morais (Vila Real), pergunta:


As acentuadas alterações climáticas, trazendo para as nossas latitudes temperaturas mais elevadas, podem aumentar a ocorrência e propagação de doenças infecciosas?


R - Na minha resposta à sua interessante e oportuna pergunta, bastaria reproduzir "tim-tim por tim-tim", o seu respectivo texto, substituindo, unicamente, o ponto de interrogação final (?) por um ponto de exclamação (!).


Na realidade, como (até finais do séc. XXI) se presume que a temperatura ambiental média, do nosso planeta, deverá aumentar entre 1,5ºC e 3,5ºC, nunca foram tão verdadeiras as "profecias" anunciadas pelos Infecciologistas e Epidemiologistas de todo o Mundo, quando consideraram que as consequências desse fenómeno - a elevação da temperatura global - poderiam ser dramáticas para certas regiões e certos países.


Com efeito, conforme, hoje, se admite, essa alteração climática provocará (se não for contida a tempo) uma notável modificação no comportamento biológico dos animais vectores que transportam, em si próprios, os agentes microbianos infectantes pré-existentes (e predominantes) em latitudes distantes, como sucede relativamente a certas doenças infecciosas graves, como a Febre-amarela, o Dengue, a Febre do Nilo Ocidental e as infecções causadas pelos Hantavirus.


Parafraseando o distinto e ilustre Infecciologista português, Prof. Henrique Lecour, "Um mundo mais quente será, certamente, um mundo mais doente".




NOTA: Sempre que os leitores entendam não ter ficado esclarecidos sobre as questões que apresentaram, não hesitem em comunicar, outra vez, connosco.


EDITORIAL - Um ano chegou ao fim. Outro se segue na seta do tempo.

Antes do mais, os meus votos de um Bom Ano para todos os leitores e seus familiares.
Foi há cerca de 10 meses e meio que assumimos a grande responsabilidade pelos destinos da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro.


Sabíamos não ser fácil pegar e continuar a obra que a anterior Direcção levara a cabo. Por esse motivo, hierarquizámos objectivos, estabelecemos rumos, repartimos tarefas e seguimos em frente com a consciência das dificuldades, mas ao mesmo tempo com a autoconfiança necessária para as vencer com a sinergia resultante de um trabalho verdadeiramente cooperativo em que numa interdependência positiva, todos e cada um por si foram responsáveis pela qualidade do trabalho produzido. Os factos «falam» por si.

Prevendo os Estatuto que as reuniões da Direcção sejam quinzenais, deveríamos ter realizado no ano que findou cerca de 19 reuniões. Ora a Direcção reuniu 32 vezes e com uma média de presenças dos seus membros de 82 % e, em algumas das reuniões, com a presença de membros de outros órgãos sociais e de associados cuja presença se reclamava pela natureza das tarefas a levar a cabo.

Ao longo destes 10 meses e meio foram realizadas para cima de 45 actividades, o que dá uma média de mais de 4 actividade por mês, ou seja de mais de uma actividade por semana. Conta-se, evidentemente, com tudo o que aconteceu na nossa Casa, dentro ou fora da sua Sede.

Temos a consciência tranquila pelo dever cumprido, o que não significa que não estejamos conscientes que é sempre possível fazer-se mais. Todas as actividades, independentemente do local e dos protagonistas, foram importantes e contribuíram, no seu todo, não só para o enriquecimento cultural e humano de muitos associados, mas também para que o número dos que pagam as quotas tenha aumentado cerca de 15 % em menos de um ano, o que é bom. Conseguimos, graças ao dinamismo introduzido na nossa Casa, valorizar a Sede, com a melhoria substancial introduzida nas instalações sanitárias e na cozinha, o que permitiu uma reanimação da zona de convívio da Casa com actividades tão diversas como tertúlias quinzenais e almoços e jantares de confraternização. Mas, por outro lado, valorizámos também o património da Sede, com a aquisição de um data show que já desempenhou o seu papel fundamental, não só no excelente debate que ocorreu em torno do desenvolvimento sustentável do Vale do Tua, mas também na excelente apresentação multimédia apresentada pelo Dr. Altino Cardoso e ainda na tertúlia cultural moderada pelo Dr. António Chaves que se antevê mobilizadora de cada vez mais associados interessados no desenvolvimento sustentado da nossa região.

Na sempre angustiante questão da nova Sede, os ventos que sopram dos lados da Câmara Municipal trazem boas notícias: Já foi ultrapassada a fase de discussão pública do novo loteamento sem que houvesse qualquer contestação ou levantamento de problemas que ferissem os nossos interesses, mas o «apetite» devorador de grandes poderios económicos na mais valiosa área de Portugal para a qual a nossa nova Sede está prevista leva-nos a ser prudentes e a não «cantar de galo» antes de «o preto no branco» se concretizar.

Adivinha-se um ano complicado para o nosso país e não só. É natural que a crise se venha a reflectir na nossa Instituição, mas se ela puder contar com o apoio de todos os seus associados, a começar pelo pagamento atempado das suas quotas deste ano e de anos anteriores se ainda o não fizeram, estamos certos que o nosso «barco» poderá oscilar mas manter-se-á a «bolinar».

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Tomada de posse do Conselho Regional

Decorreu no passado dia 11 de Dezembro, a tomada de posse do CR - Conselho Regional.
O salão nobre da Casa foi pequeno para acolher os que a ela se deslocaram para participar ou assistir ao solene acto.

Nos termos estatutários, presidiu ao acto e deu posse aos respectivos conselheiros, o presidente da Assembleia-geral da CTMAD, Prof. Guilhermino Pires coadjuvado pelos vice-presidente e secretária da Mesa, respectivamente Drs. Artur do Couto e Anabela Martins.

Iniciaram-se os trabalhos com palavras proferidas pelos referidos presidente e vice-presidente e ainda pelo presidente da Direcção Prof. Jorge Valadares. Todos eles chamaram a atenção para a importância de que este órgão da CTMAD se reveste, nomeadamente enquanto órgão consultivo da Direcção e fórum interlocutor da Casa com os 35 concelhos que a compõem.

Após os formalismos da tomada de posse, seguiu-se a primeira reunião do CR para eleição da Mesa que há-de dirigir as suas reuniões. Foram eleitos, por largo consenso dos presentes, como presidente, Dr. Duarte Guedes Vaz, de Santa Marta de Penaguião, como vice-presidente, Dr. Serafim de Sousa, de Vila Real e como secretário, José Teixeira Castro, de Chaves.

No final da primeira reunião do CR, seguiu-se um jantar/convívio com representantes dos outros órgãos sociais da CTMAD.

À margem da notícia:
Lamentavelmente, nem todos os concelhos trasmontano/altodurienses se fazem representar no CR.
Esta Direcção não se tem poupado a esforços para atrair associados para o Conselho, contactando inclusivamente os municípios respectivos para que sugerissem elementos que pudessem integrar o CR. Alguns desses contactos deram frutos, outros foram disponibilidades espontâneas de associados, outros ainda resultaram de desafios lançados pela Direcção a outros associados.
Mesmo assim existem municípios que não estão representados no CR. De acordo com o regulamento deste órgão, o número ideal de representantes concelhios deve ser três.
Destacando pela positiva os concelhos que estão plenamente representados, teremos de nos referir a Bragança, Macedo de Cavaleiros, Mogadouro e Vila Real.
Quatro concelhos têm dois representantes, doze são representados por um conselheiro e quinze concelhos não se fazem, ainda, representar no CR.
Foi esta a tónica posta nas intervenções atrás referidas, devendo os conselheiros recém empossados bem como a Direcção da Casa, continuar a demanda na procura de mais elementos para este órgão, enriquecendo-o em qualidade e quantidade.

Fica o apelo.
Related Posts with Thumbnails