sexta-feira, 27 de março de 2009

Processo de rectificação da antiguidade dos associados

por António Cepeda


O agraciamento aos sócios mais antigos que a CTMAD instituiu, a partir de 2005, por ocasião das comemorações dos seus aniversários, veio revelar algumas situações irregulares no tocante à definição das datas de admissão dos nossos associados.

Alguns sócios têm-nos apresentado queixas, sustentando as reclamações com a apresentação dos seus antigos cartões de sócio com números de inscrição muito baixos, correspondendo a inegável e assinalável antiguidade.

Configurando-se legítima a aspiração de tais associados em verem repostas, nos ficheiros da CTMAD, as datas de admissão que comprovadamente adquiriram noutros tempos, a Direcção decidiu admitir, para análise, as reclamações que, neste âmbito, os sócios decidirem apresentar, devendo, para o efeito, o pedido de actualização / correcção da data de admissão ser acompanhado de meio de prova justificativo da acção intentada (cartão antigo de sócio, recibo de quota anterior à da data de admissão actual, cópia da ficha de inscrição em arquivo na CTMAD, ou documento considerado equivalente).

Aos sócios cuja correcção da antiguidade venha a ser conferida, mais decidiu a Direcção da CTMAD atribuir-lhes, sempre que possível, a numeração que haviam adquirido primitivamente, ou no caso de tal numeração se achar preenchida, um número tão próximo daquele quanto possível. A tais sócios, a CTMAD convidará ao pagamento de uma quotização extraordinária de 100,00 €, valor este equivalente ao que vem sendo solicitado aos sócios cujas quotas se achem significativamente atrasadas e que pretendam manter a sua condição de associado.

Esta notícia pretende, pois, alertar todos os associados que considerem estar na situação descrita, convidando-os a apresentar os pedidos de reposição de antiguidade que considerem devidos.

Aumento do valor da quota anual

Proposta aprovada na última Assembleia-geral

A Direcção da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa vem, junto dos seus associados, propor um aumento do valor da quota anual, a vigorar apenas a partir do ano de 2010 (inclusive), dentro, portanto, do período do seu mandato, baseando tal proposta num conjunto de argumentos que a seguir submete à consideração da sua massa associativa.

Como é do conhecimento geral a CTMAD tem actualmente cerca de 1.300 associados, dos quais cerca de 200 serão a breve prazo eliminados por não terem respondido ao apelo que recentemente lhes foi endereçado no sentido de regularizarem o pagamento das respectivas quotas com atrasos superiores a 6 anos.

Ao iniciar-se o ano de 2009 ficaremos, assim, com aproximadamente 1.100 associados dos quais, porém, mais de 30% indiciam poder vir a perder a sua condição de sócio no médio prazo por também terem em atraso excessivo o pagamento das devidas quotas.

Assim se demonstra ter a CTMAD um universo de 700 a 800 sócios pagantes ainda que parte deles liquide os seus compromissos com alguma irregularidade.

A receita gerada pela quotização cifra-se assim, em números redondos, na ordem dos 15.000,00 €, como se pode comprovar nas contas dos últimos exercícios, valor este que, sendo a base sobre a qual se sustenta toda a nossa actividade, se verifica ser manifestamente insuficiente para o desenvolvimento daquilo que a Direcção entende ser o mínimo necessário para levar por diante os compromissos assumidos no seu programa de acção para o mandato que lhe foi conferido.

Os aspectos onde a Casa tem sentido as maiores dificuldades em honrar os seus compromissos são:
  • Assegurar, ao seu funcionário permanente, o pagamento regular de todas as prestações mensais que lhe são devidas;

  • Proceder ao pagamento, em tempo, das quotas do condomínio, recentemente acrescidas pela incorporação dos encargos com a manutenção dos elevadores;

  • Dispor de suporte financeiro para a divulgação postal das iniciativas culturais e outras que, por qualquer razão, não tenham podido ser noticiadas, oportunamente, pelo NTMAD;

  • Continuar sem fundos que permitam a aquisição de algum equipamento (informático e multimédia) fundamental, na actualidade, para apoio das nossas actividades;

  • Idem, para aumentar a capacidade de emprateleiramento da Biblioteca e do Arquivo.

A Direcção da CTMAD sente que a constatação desta atrofia financeira fundamenta adequadamente a proposta em apreço, pese embora os esforços que vem fazendo no intuito de diversificar as suas fontes de receita.

Por outro lado, respigando os antecedentes, verificou-se que o último aumento da quota anual se processou em 2003, tendo o valor anterior de 12,50 € (que se vinha então mantendo há cerca de 10 anos), passado para os actuais 20,00 €. Ou seja, no final de 2009, perfar-se-ão 6 anos sem que tenha havido alteração do valor da quota.

Concluindo, julga-se que um aumento de 5,00 €/ano, gerador de cerca de 4.000,00 € de receita adicional, correspondendo a 25% de aumento sobre o actual valor (aproximadamente igual a um acréscimo de 4% em cada ano) será aceitável e razoável quando confrontado com o aumento operado na anterior actualização, propondo-se ainda a manutenção do valor da inscrição nos actuais 5,00 €.

A ser aceite esta proposta, estará aberto o caminho para que, de futuro, se processem aumentos trienais do valor da quota de modo a fazer corresponder tais ajustamentos aos mandatos trienais da Direcção da CTMAD, ajustamentos esses, mais em consonância com o regular aumento do custo de vida.

domingo, 15 de março de 2009

Espanhóis dão luz verde a autovia Leão-Bragança

De Glória Lopes, do "Jornal de Notícias" online transcrevemos:

Foi dado o primeiro passo, do lado espanhol, para a construção da autovia entre Leão e Bragança. Trata-se de uma via rápida considerada primordial para a ligação àquela região de Espanha assim como ao Norte de França.

O concelho directivo da Associação Autovia Leão/Bragança aprovou um estudo técnico e de viabilidade daquela ligação rodoviária entre Espanha e Portugal, que será entregue à ministra do Fomento espanhola, tendo em vista a inclusão da autovia no Plano Estratégico de Infra-estruturas e Transportes, com prioridade no âmbito internacional.

O desígnio principal da autovia será o desenvolvimento de um novo corredor internacional que ligue o Norte de Portugal (Porto) ao resto da Europa, pela fronteira de Irún, atravessando as regiões de Bragança, Puebla de Sanábria, La Bañeza, Santa Maria del Páromo e Leão. A auto-estrada em causa é considerada indispensável para unir o IP4 (futura A4) aos principais corredores rodoviários espanhóis que, por sua vez, se ligam a França, como é a A-231- AP1- A8 (Leão-Burgos-Vitoria- Irún).

Trata-se de uma via considerada pelos autarcas e alcaides a melhor solução por ser "a mais curta, mais rápida, mais económica e com menor dano ambiental".

O presidente da Câmara, Jorge Nunes, considera que este eixo transfronteiriço internacional serviria para canalizar, total ou parcialmente, o grande trânsito de mercadorias na comunicação dos principais portos do Noroeste Atlântico (Porto e Vigo) e os da costa do Mar Cantábrico (Gijón-Santander-Bilbao). Aliás, estabeleceria também, através da auto-estrada de Burgos, a ligação com Zaragoza e Barcelona. Perante estes argumentos tem defendido que se trata da configuração de um eixo indispensável, transversal e internacional. A isto junta-se o facto de o itinerário Porto-Irún não contar actualmente com uma eficaz ligação ferroviária. A auto-estrada desejada permitiria ligar quatro linhas ferroviárias, favorecendo assim a intermodalidade.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Barragem vai criar 1700 postos até 2013

Do "JN online" transcrevemos:

por Eduardo Pinto

A barragem do Baixo Sabor, que está a ser construída em Torre de Moncorvo, é um investimento que vai ajudar a combater a crise. É a convicção do primeiro-ministro, José Sócrates, que ontem visitou o local.

O chefe do Governo baseia-se em números: 300 pessoas e 42 empresas estão, neste momento, envolvidas nos trabalhos. A obra começou em Setembro de 2008, deve acabar em 2013, e no auge da empreitada estarão ali ocupadas 1700 pessoas e mais de 100 empresas. "Isto significa que esta barragem está a dar mais oportunidades de emprego", frisou Sócrates, acrescentando as "oportunidades de actividade para as empresas portuguesas". "É com estes investimentos que se combate a crise", rematou.

A construção da barragem não foi propriamente um processo fácil, com sucessivos contratempos, muito deles provocados pela Plataforma Sabor Livre, que reúne várias associações ambientalistas, e que sempre se bateu contra o aproveitamento hidroeléctrico por destruir o que dizem ser o último rio selvagem da Europa.

Recorde-se que as obras estiveram paradas durante o mês passado, devido a uma providência cautelar interposta pela Plataforma junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela, acção que viria a ser rejeitada, a 27 de Janeiro, pelo mesma tribunal.

O presidente da EDP, António Mexia, realçou, ontem, a luta travada nos últimos dez anos para conseguir avançar com um empreendimento que vai "aumentar em mais de 20% a capacidade de armazenagem de água em Portugal e duplicar as reservas do Douro". Daí que o ministro da Economia, Manuel Pinho, lhe tenha atribuído o epíteto de "mãe de todas as barragens", entre as dez do novo plano do Governo.

Por outro lado vão ser investidos "mais de 60 milhões de euros" num plano de minimização do impacto ambiental na região abrangida pela albufeira. Não admira que o presidente da Câmara de Moncorvo, Aires Ferreira, sublinhasse que "não há memória de um tão grande conjunto de investimentos no distrito de Bragança".

Sobre a barragem do Tua, cuja fase consulta pública do Estudo de Impacto Ambiental termina hoje, António Mexia prometeu que a EDP vai "respeitar" a realização de um referendo em Mirandela sobre a continuidade da linha ferroviária do Tua - parte dela será submersa caso a barragem seja construída. Mas afirmou que não vê interesse numa alternativa ferroviária àquela via, cuja beleza vive da paisagem que dela se desfruta. "Se pusessem um ferrovia sem vista não percebo qual seria o interesse", disse. 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Palhestras de Mirandés

L Porsor Amadeu Ferreira stará die 14 de Febreiro, a las 15:30 na Scuola Francisco Arruda a dar la 2ª palhestra de 2009.

Cuntinará a falar de la Lhéngua subre l tiempo que bai zde 1880 a 1940, an special subre José Leite Vasconcelos i las sues fuontes mirandesas.

Ls mirandeses i outras pessonas antressadas ténen nestas palhestras ua buona ouportunidade de oubir falar de la nuossa lhéngua, de melhorar ls coincimientos, de ancuntrar amigos i cumbersar an mirandés.
L Porsor Amadeu alhá spera por todos.


Francisco Domingues


Nota: La scuola Francisco Arruda, queda na Calçada da Tapada, nº 152 an Alcántara, Lisboa. Ye lhougo a seguir l Pabilhon de l' Ajuda.
http://frolesmirandesas.blogspot.com/2009/02/palhestras-de-mirandes.html


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Aquele castanheiro !...

Naquela volta apertada do caminho, bem junto ao ribeiro,
Lá estava ele, aquele velho tronco negro, já queimado!...
Ainda erecto e com nobreza!... foi morto, fulminado
Por um raio!... Era um secular e majestoso Castanheiro!...

Ali, com saber e carinho, foi plantado por obreiro!
Cresceu!... fez-se grande!... com amor foi tratado!...
Acordou verde na Primavera!... por vendavais foi fustigado!
Estios abrasadores!... noites frias de luar, em Janeiro!

Alguém, passando perto, cravou nele aquele machado!...
De que ele sentiu o ferro até ao mais fundo da alma!...
Não, não chorou!... mas tornou de sangue aquele ribeiro!

Com que nobreza mostra os restos do seu passado!
Como é de saudade a água que no ribeiro corre calma!
Como me assemelho a ti, meu velho Castanheiro!...

José Agostinho Fins
Agrochão - Vinhais
(fins.707@gmail.com)

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Consultório médico

O nosso associado, Prof. Doutor Fernando de Carvalho Araújo, Catedrático Jubilado da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e Infecciologista pela Ordem dos Médicos, responderá, de maneira simples, concisa e coloquial, às perguntas, sobre DOENÇAS INFECCIOSAS, que os associados da CTMAD e seus familiares lhe queiram dirigir. Para tal, deverão fazer chegar as suas perguntas à CTMAD, Campo Pequeno, 50-3º E, 1000-081 Lisboa ou a ctmad.lisboa@gmail.com



M. M. E. Cruz (Lisboa), pergunta:


A chamada "Febre da Carraça" só se apanha quando as pessoas contactam com os cães portadores daqueles parasitas? É que eu tenho uma sobrinha, recentemente internada num hospital de Lisboa, com esta doença e, todavia, ela nunca lidou, de perto ou de longe, com aqueles animais!... Como se explica isso?


R - A "Febre da Carraça" é uma doença endémica (isto é: uma doença infecciosa, mas não contagiosa de pessoa a pessoa, existente, com relativa frequência, em determinadas regiões e países, sobretudo da zona mediterrânica, na qual, em certa medida, Portugal está incluído.


No nosso País, esta doença designa-se (em termos médicos) por Febre Escaro-Nodular (F.E.N.), em sinal de homenagem ao grande médico Higienista Dr. Ricardo Jorge, notável especialista que lhe dedicou uma atenção de imenso relevo, e que lhe deu esse nome mercê de duas características clínicas, muito sugestivas, presentes na pele dos doentes com F.E.N.: um exantema (erupção cutânea) nodular, constituído por pequenos nódulos, de tom rosado, generalizado por toda a superfície do corpo, abarcando, inclusivamente, o couro cabeludo, a palma das mãos e a planta dos pés e (a outra característica) uma escara, de cor escura - a chamada "mancha negra" - rodeada por um halo inflamatório, avermelhado, correspondente ao local da pele onde a carraça "picou", a qual (escara) é, no entanto, de aparecimento inconstante (observa-se, apenas, em 30-40% dos casos), e pode ser múltipla.


Acompanhando estes sinais clínicos, existem, quase sempre, febre elevada (39-40ºC), violentas dores de cabeça, dos músculos e das articulações e congestão ocular.


A doença é provocada por um microrganismo bacteriano, da família das Rickettsias, que infecta as carraças (sem que elas adoeçam) e a transmitem à espécie humana, por picada ou mordedura.


Passando, agora, ao cerne da sua questão, gostaria de a informar de que (por um lado) os cães não são os únicos animais susceptíveis de serem parasitados por carraças. Com efeito, estes aracnídeos podem, igualmente, parasitar (além dos cães afectivos ou domésticos), cães e gatos "vadios", "porquinhos-da-índia", carneiros, cabras e ovelhas, coelhos bravos e caseiros, lebres, raposas, lobos e, até, certas aves; e (por outro lado) podem "vaguear" livres, na Natureza, enquanto buscam (ao acaso) qualquer "hospedeiro" de sangue quente (e, por conseguinte, o próprio Homem), para a ele se "agarrarem" e o "morderem" e, assim, lhe sugarem o sangue, que é o principal alimento que lhes assegura a sobrevivência. As carraças são, por isso mesmo, chamadas de artrópodes hematófagos.


Essas carraças errantes (infectadas com a tal Rickettsia - o agente microbiano que provoca a F.E.N. no Homem) sobem às árvores, caem no chão, "frequentam" os parques, as tapadas, as matas, os campos e os bosques, os jardins com relva e árvores (das grandes moradias e estâncias de veraneio), "fazendo pela sua vidinha", na procura das "vítimas", que, alheadas do risco que correm, se lhes tornarem mais acessíveis, como sucede com os caçadores, os fãs dos piqueniques ou dos churrascos ao ar livre, os pastores, os militares acampados, os praticantes de caravanismo "selvagem", etc., etc.





A. P. Morais (Vila Real), pergunta:


As acentuadas alterações climáticas, trazendo para as nossas latitudes temperaturas mais elevadas, podem aumentar a ocorrência e propagação de doenças infecciosas?


R - Na minha resposta à sua interessante e oportuna pergunta, bastaria reproduzir "tim-tim por tim-tim", o seu respectivo texto, substituindo, unicamente, o ponto de interrogação final (?) por um ponto de exclamação (!).


Na realidade, como (até finais do séc. XXI) se presume que a temperatura ambiental média, do nosso planeta, deverá aumentar entre 1,5ºC e 3,5ºC, nunca foram tão verdadeiras as "profecias" anunciadas pelos Infecciologistas e Epidemiologistas de todo o Mundo, quando consideraram que as consequências desse fenómeno - a elevação da temperatura global - poderiam ser dramáticas para certas regiões e certos países.


Com efeito, conforme, hoje, se admite, essa alteração climática provocará (se não for contida a tempo) uma notável modificação no comportamento biológico dos animais vectores que transportam, em si próprios, os agentes microbianos infectantes pré-existentes (e predominantes) em latitudes distantes, como sucede relativamente a certas doenças infecciosas graves, como a Febre-amarela, o Dengue, a Febre do Nilo Ocidental e as infecções causadas pelos Hantavirus.


Parafraseando o distinto e ilustre Infecciologista português, Prof. Henrique Lecour, "Um mundo mais quente será, certamente, um mundo mais doente".




NOTA: Sempre que os leitores entendam não ter ficado esclarecidos sobre as questões que apresentaram, não hesitem em comunicar, outra vez, connosco.


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