quarta-feira, 10 de março de 2010
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Escritores trasmontanos vão ser homenageados
Para além de um evento que irá decorrer na FNAC, no dia 25, haverá um almoço de homenagem a Bento da Cruz, Barroso da Fonte e ao Padre Fontes, no dia 27 de Fevereiro (sábado), no Restaurante Quinta Antiga*, no Cacém.
O programa e a ementa, a partir das 12h, são assim:
Entradas: alheira assada e ilharga de vitela grelhada
Prato principal: vitela assada com grelos
Sobremesa: aletria de Barroso e salada de frutas
Queimada das bruxas pelo Padre Fontes e café (produtos exclusivos da região de Barroso)
Animação ao vivo por 2 grupos musicais
Reservas: Carlos Caldas (tlm 919 317 229). Só há lugar para 200 pessoas.
Preço: 20 €
*Morada (B): Estrada Cacém Paço de Arcos, Espaço M - São Marcos (telefone: 214 260 307).
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
No próximo dia 4 de Fevereiro, lançamento do livro " Correspondência 1873/1908" de Trindade Coelho
Tal como foi anunciado no nosso jornal, vai ter lugar no dia 4 de Fevº (quinta-feira) pelas 18:00 horas, na sede da CTMAD, o lançamento do livro "CORRESPONDÊNCIA 1873/1908" de Trindade Coelho apresentado pelo transmontano natural de Vale de Gouvinhas, Mirandela, Prof. Dr. Telmo Verdelho, que é actualmente professor catedrático aposentado da Universidade de Aveiro.
No ano de 2009, centenário da morte dessa grande figura da literatura que foi o escritor mogadourense Trindade Coelho, a nossa Casa colaborou em diversas homenagens, fechando-se agora este ciclo com chave de ouro com a apresentação do referido livro. Trata-se uma jornada de alto nível cultural quer pela obra, da autoria do Dr. Hirondino Fernandes, quer pelo perfil académico do apresentador que, entre outras actividades, foi professor convidado na Universidade de Paris IV (Sorbonne).
Assim, vimos convidá-lo a assistir a esta apresentação que muito dignifica a Casa de Trás-os-Montes, sendo que a sua presença muito contribuirá para o dinamismo que se pretende ver na nossa Casa.
Após a apresentação, seguir-se-á um jantar convívio devendo, caso nos dê o prazer da sua participação, fazer a sua pré inscrição, por e-mail ou pelo telefone 21 793 93 11 até ao dia 2.
As datas importantes são pois:
Apresentação do livro: dia 4 de Fevº pelas 18:00 h.
Inscrição para o jantar : até às 19 h do dia 2 de Fevº
Sobre o lançamento do livro " CORRESPONDÊNCIA - 1873/1908 "
Organização, leitura e notas Hirondino Fernandes,
Bragança, Brigantia, 2008-2009.
A publicação da Correspondência de Trindade Coelho, publicada no final de 2009, é um dos mais interessantes acontecimentos literários dos últimos tempos. Oferece um texto fascinante pela beleza da escrita e pela sua riqueza documental.
Hirondino da Paixão Fernandes (o mais erudito de todos os transmontanos) coligiu, leu e anotou, num opulento volume, 511 missivas escritas por Trindade Coelho, entre 1873 e 1908. Estas cartas preenchem quase todo o percurso existencial do autor (desde os 12 anos até ao fim da vida) e dão testemunho do seu relacionamento com cerca de uma centena de destinatários, entre os quais se encontra um amplo leque dos mais ilustres vultos do horizonte literário e cultural português daquele tempo.
A correspondência está organizada e distribuída por ordem cronológica e vem acrescentada com índices exaustivos de lugares, pessoas e assuntos, que facilitam a procura dos aspectos que mais podem interessar a cada leitor.
Percorrendo toda a obra são muitos e bons os motivos que tornam particularmente gratificante a sua leitura.
Salientam-se, pela sua extensão e importância, as 67 cartas de intenso dramatismo emocional dirigidas à lusitanista alemã Luísa EY (um romance-verdade mais bem escrito do que muitos romances epistolares);
A reflexão apaixonada sobre a educação e a política educativa, a discussão crítica e teorética sobre a escrita e a literatura são aspectos que documentam, com grande autenticidade, a conjuntura histórica da época, e que manifestam um raro sentido crítico, uma dimensão cívica, e um vigor intelectual admiráveis. Trindade Coelho foi um grande escritor e um homem sério que cultivou a liberdade e que praticou e defendeu a justiça.
Finalmente, a correspondência revela um transmontano amante da sua terra e da sua gente, generoso para com os seus conterrâneos, e com uma fervorosa vinculação do escritor e da sua criatividade literária às raízes do saudoso pátrio lar.
#Telmo Verdelho
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CURRICULUM VITAE
Telmo Verdelho (1943/11/1).
1.1. Licenciatura em Filologia Românica; doutoramento em Linguística Portuguesa, agregação em História da Língua.
1.3. Professor Catedrático (Universidade de Aveiro) aposentado.
1.4. Actividade docente
— Universidade de Aveiro (1977 — 2007)
— Bolseiro do Governo Francês (1980-84) na Universidade de Paris IV (Sorbonne).
— "Chargé de conférences", na Ecole Pratique des Hautes Etudes, em Paris, (1984).
— Professor Convidado, na Universidade de Paris IV (Sorbonne) (1991/92).
— Professor Visitante na Universidade de Santiago de Compostela em 2000/2001
— Professor Convidado na Universidade da Corunha (2004/2005).
1.5. Participou em várias dezenas de encontros científicos com apresentação de comunicações; integrou muitos júris de concursos e de provas académicas, e orientou e continua a orientar teses de doutoramento e de mestrado nas áreas da linguística, da filologia e da história da cultura.
1.6. Coordenou vários projectos de investigação, o último dos quais, financiado pela FCT, sob a referência de "Corpus" Lexicográfico do Português", mantém na Internet um portal com a abundante informação sobre os dicionários e a lexicografia portuguesa.
1.7. Foi distinguido com o primeiro prémio da Sociedade de Língua Portuguesa e Instituto do Livro (1981)
Principais publicações:
Além de inúmeros artigos versando temas da sua especialidade, publicou os seguintes livros:
—As Palavras e as Ideias na Revolução Liberal de 1820. Coimbra, INIC, 1981.
—Índice reverso de "Os Lusíadas". Coimbra, Biblioteca Geral da Universidade, 1981.
—As origens da gramaticografia e da lexicografia latino-portuguesas. Aveiro, INIC, 1995.
— Dicionarística portuguesa: inventariação e estudo do patrimómio lexicográfico. (em colaboração com João Paulo Silvestre, Aveiro: Universidade de Aveiro, 2007.
— O encontro do português com as línguas não europeias, exposição de textos interlinguísticos. Lisboa, Biblioteca Nacional de Portugal, 2008.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Convocada Assembleia Geral da CTMAD para 28 de Janeiro
O Presidente da Assembleia Geral convocou todos os sócios da Casa para a habitual Assembleia Geral, na sede em Lisboa, que visa aprovar o Relatório e Contas de 2009.

domingo, 24 de janeiro de 2010
EDITORIAL - O ano 2009 chegou ao fim. Segue-se o 2010 na seta do tempo
Não posso deixar de começar este editorial por desejar a todos os nossos leitores e seus familiares um Bom Ano, com saúde e muitas alegrias. É altura de prestar contas aos associados do trabalho desenvolvido ao longo do ano que findou, na senda dos grandes objectivos para que nos propusemos caminhar. Assumindo com humildade que um ou outro propósito esteve longe de ser alcançado, por exemplo a regularidade que tanto desejávamos da publicação deste jornal, estamos de consciência tranquila pelo esforço desenvolvido ao longo do ano que findou e orgulhosos por muito do que conseguimos fazer. Durante o ano passado realizámos um total de 38 reuniões contra as 20 estatutariamente previstas, Isto traduziu-se numa variedade de eventos, dois dos quais deram enorme visibilidade à nossa Instituição e contribuíram de modo decisivo para um fluxo crescente no número de associados que passaram a pagar as suas quotas atempadamente. Referimo-nos, concretamente, às duas grandes Festas que decorreram na Praça da Figueira. Uma delas foi a Festa do Folar e do Azeite, que associou à sua tradicional finalidade internalista uma outra que teve a ver com a homenagem a uma grande figura da literatura e da política nacional que foi o escritor mogadourense Trindade Coelho. Decorreu no dia 5 de Abril e contámos com a colaboração das Câmaras Municipais de Lisboa e de Mogadouro e da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, mas em que o maior peso logístico da sua organização recaiu sobre nós. Também este evento proporcionou à nossa Casa uma projecção enorme, pois visitaram o espaço da CTMAD na Praça da Figueira milhares de pessoas, incluindo estrangeiros de diversas nacionalidades.
O outro evento importante que decorreu na mesma Praça central de Lisboa começou ainda na sexta, dia 29 de Maio e terminou no final do domingo seguinte. Tratou-se de um certame que traduziu o cumprimento de uma tradição, durante largos anos interrompida, de várias Casas Regionais com Sede em Lisboa participarem nas tradicionais Festas desta Cidade dedicadas aos Santos Populares. Foi uma excepcional oportunidade de divulgarmos junto dos lisboetas e dos turistas presentes na capital, as nossas valências culturais, sociais e artísticas. A nossa Instituição foi a que apresentou mais grupos musicais, concretamente quatro, o que envolveu um esforço financeiro de monta para o que é habitual nas nossas Festas.
Um outro aspecto relevante a destacar em 2009 foi a coragem e determinação com que enfrentámos o sério problema que há anos se arrasta e que é o da nova Sede. Com base no velho princípio popular que «vale mais um pássaro na mão do que dois a voar», decidimos, após auscultarmos o parecer prévio de vários associados que viveram de perto esse problema, avançar para uma Assembleia-geral com uma proposta de permuta do direito de superfície de um terreno no qual estamos legalmente impedidos de construir a nova sede, pelo de uma vivenda de dois pisos com logradouro na traseira e que está em fase de devolução à CML, situada no Paço da Rainha, numa zona bem central e acessível (junto à Academia Militar e à Embaixada de Itália). Apraz-nos registar que a proposta foi aprovada por unanimidade pelos muitos associados presentes na Assembleia. Estamos firmemente convictos que com a nossa futura Sede num palacete condigno e com o actual andar onde estamos instalados a ser rentabilizado, a CTMAD ficará numa situação económica muito mais confortável.
Foi também em 2009 que coube à Direcção da CTMAD a responsabilidade de dirigir os destinos do Conselho Nacional das Casas Regionais de Lisboa (CNCRL). Herdando uma organização praticamente moribunda, pois não tomou qualquer iniciativa nos últimos anos, convocámos duas reuniões desse Conselho, em que convidámos dois representantes de cada Casa Regional, solicitámos duas reuniões na Câmara Municipal de Lisboa, uma na EGEAC - Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural tendo em vista a organização de uma grande Festa das Casas Regionais de Lisboa por ocasião das Festas da Cidade de Lisboa e outra com o Vereador da Câmara Dr. Manuel Brito, para lhe comunicar o nosso desejo de contarmos com o apoio do Município. A experiência deste ano de direcção do CNCRL levou-nos a concluir que o poder reivindicativo actual deste organismo junto da CML é praticamente nulo, pois o estado latente em que caiu pouco tempo depois da sua fundação fez com que nem sequer se tivesse legalizado juridicamente. Entretanto foi criada a Associação das Casas Regionais em Lisboa (ACRL), essa sim com existência legal e com grande dinamismo.
É nossa opinião que o poder reivindicativo junto da CML passa pela existência de uma única entidade legal que englobe todas as casas que representam regiões maiores ou menores do nosso país e é um facto que neste momento a única entidade legalmente constituída é a ACRL. A existência de uma única entidade representante de todas as regiões do país, regiões naturais, distritais ou concelhias, passará pois, necessariamente, pela negociação com a ACRL. É por este objectivo que iremos lutar dentro da estrutura do CNCR, mesmo depois de passar o testemunho à Casa do Açores numa reunião marcada para o próximo mês.
Muitas outras decisões e actividades exigiram muito esforço directivo. Uma que também merece destaque foi a resolução de um problema que se arrastava e que era o termos pessoas transmontanas competentes no serviço de cozinha e de mesa para os almoços e jantares de convívio. Mas outros foram igualmente importantes, como a já tradicional romagem à nossa região, a Festa de aniversário que incluiu uma homenagem ao pintor Nadir Afonso, o apoio a variadas causas para benefício da nossa região, algumas sessões culturais, etc. Deste intenso trabalho daremos público conhecimento e prestaremos contas num relatório de final de ano a apresentar em próxima Assembleia-geral.
#Jorge Valadares
sábado, 23 de janeiro de 2010
Mensagem do Presidente da Assembleia Geral
Em meu nome pessoal e em nome de cada um dos elementos dos Corpos Sociais da nossa Casa, é-me grato formular os melhores votos de um PRÓSPERO ANO 2010 para todos quantos nos leiam.Pesem embora as sombrias nuvens do desconforto, aliado ao descrédito que teima abater-nos com angústia, saibamos ser dignos dos que nos precederam, resistindo e superando. E seja a força da nossa intrepidez a estrela da nossa esperança para almejarmos uma vida melhor, independentemente dos condicionalismos impostos por quem, sendo fraco, “recorre à força para dominar a nossa razão, pois não tem razão para dominar a nossa força”.
Com persistência e alegria dêmo-nos as mãos, para, juntos, saltarmos os últimos obstáculos do percurso sinuoso da maratona que tem por meta final a nova SEDE.
É no patamar da solidariedade – o novo humanismo para o 3.º milénio - em gestos concretos de ajuda e de presença, que a CTMAD quer contar com todos os Associados, Amigos e Simpatizantes: com os que estão por cá e para lá do Marão... Autarquias, Empresários e Beneméritos, para que o sonho, sem veleidade, se realize em harmonia com utilidade para todos os transmontanos e altodurienses.
A. Guilhermino Pires



