domingo, 26 de setembro de 2010
Alto Douro: sugestão para um fim de semana
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
"Novo Cancioneiro do Alto Douro" vol. II
A Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa promoveu na Sede, em 13 de Dezembro último, a apresentação multimédia do segundo volume do GRANDE CANCIONEIRO DO ALTO DOURO*, do associado Altino Moreira Cardoso, violinista do antigo Grupo de Cantares da Casa. Além de muitas e variadas músicas tradicionais, foram projectadas belas fotos do Douro e importantes dados histórico-literários.
Às cantigas da Vinha do primeiro volume juntam-se agora músicas instrumentais de Tuna, de Natal, de Reis, de Embalar, Rimances (a maior parte medievais), cantigas do Trabalho, Religiosas, Desgarradas (cantigas ao desafio).
Trata-se de um projecto apaixonante, erguido em largos anos, com cerca de 1150 músicas, letras e um grande estudo histórico-literário, em 3 grossos volumes, cada um com 640 páginas.
Do Volume III, a sair brevemente, constará uma análise histórico e literária dos poemas mais valiosos das nossas cantigas, nomeadamente o enquadramento dos vestígios das Cantigas Populares de Amigo medievais nas circunstâncias históricas que, quase providencialmente, ligaram a fundação de Portugal ao Conde D. Henrique (natural da Borgonha e primo de São Bernardo, o implantador de Cister no vale do Varosa e depois em Alcobaça) e a Egas Moniz, senhor destas terras, em cuja Casa, em Britiande (Lamego), foi criado D. Afonso Henriques (órfão aos 3 anos) e seu filho D. Sancho I.
Acresce ainda que nessa mesma altura foi erigida a Catedral de Santiago de Compostela, cuja força militar está sobejamente documentada na ajuda a Portugal e, culturalmente, na difusão das belíssimas Cantigas do galego-português estudadas nas nossas Escolas - que ainda hoje mantêm vestígios flagrantes de continuidade em muitas letras das nossas cantigas populares, como este Grande Cancioneiro demonstra de modo muito claro.
A presença da Borgonha significa que as melhores castas, tecnologias vitivinícolas e organização empresarial ('boa cepa', a Borgonha) vieram com S Bernardo e a Ordem de Cister para o Douro de Egas Moniz, já desde o século XII.
Os 'vinhos de Lamego' precederam a saga dos 'vinhos do Porto', antes da demarcação da Região, logo que a excelente e abundante produção do vale do Varosa começou a ser comercializada e exportada, através da barra do Douro. Centenas ou milhares de pipas, ainda na Idade Média.
Torna-se evidente que os mosteiros e empresas cistercienses do eixo Lamego-Tarouca assumem um estatuto cultural, económico e patriótico ímpar na História, na Economia, na Gestão do novo Reino e na Cultura de Portugal.
Ainda hoje o espumante Murganheira conserva no seu logotipo a nobre Flor-de-lis do Conde D. Henrique e dos Duques de Borgonha e Reis de França.
Na nossa Terra existe uma Cultura de grande profundidade histórica, em todos os aspectos da actividade humana; e o nosso Douro não é só o vinho, das vinhas saibradas pelos galegos, mas também as suas e nossas belas e milenares cantigas tradicionais.
Divulgar o que é nosso é um Dever de pessoas de cultura e comunicação.
________________________
*Edições Amadora-Sintra
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Defender o Douro
A Estrutura de Missão para a Região Demarcada do Douro, criada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 116/2006, tem como finalidade dinamizar acções para o desenvolvimento integrado da Região do Douro e promover a articulação entre as entidades da administração central e local com competências na região, bem como estimular a participação e a iniciativa da sociedade civil.
Agregando mais de quatro dezenas de organismos entre institutos, agências, associações, parques, museus, fundações e outros, a Missão para levar por diante os seus objectivos deverá dinamizar acções articuladas com agentes regionais, coordenar programas e projectos, dinamizar parcerias, mais um vasto conjunto de acções, tudo na perspectiva dos interesse do Douro e da sua região.
Por onde passa necessariamente o ordenamento do território e a importância que dentro dele assumem os Planos Directores Municipais.
Foi precisamente para fazer o ponto da situação dos PDM's e avaliar um conjunto de programas de regeneração e reabilitação urbanas que se reuniram no Peso da Régua mais de setenta responsáveis entre técnicos e autarcas durienses.
Ricardo Magalhães, responsável pela Estrutura, chamou a atenção para o atraso na elaboração dos Planos Directores e apelou à sua agilização em nome da eficácia e do rigor.
Também os projectos deverão ser elaborados e apresentados de forma sustentada com conhecimento prévio dos mecanismos e financiamentos disponíveis devendo contar sempre com a participação empenhada dos cidadãos já que é para eles, para os seus interesses, que aqueles são feitos.
"Quem nos visita vem conhecer a paisagem vinhateira, provar os nossos vinhos; mas quer também, acentuou Ricardo Magalhães, conhecer a nossa história. A oferta turística passa também pelas cidades e vilas durienses onde os turistas são acolhidos."
terça-feira, 20 de maio de 2008
DECLARAÇÃO INTERNACIONAL DOS VINHEDOS DO PATRIMÓNIO MUNDIAL
As paisagens de vinhedos representam um património único que testemunha a relação cultural tecida pelo Homem ao longo de séculos com o meio ambiente físico, económico e social.
Depois de 1992, o Comité internacional do património mundial da UNESCO elegeu, ao abrigo das paisagens culturais vivas, os vinhedos de entre as mais significativas. A comunidade internacional reconhece ao mesmo tempo a unicidade cultural destes territórios e a diversidade das expressões das civilizações da vinha e do vinho.
«Os Vinhedos do património mundial», formados por territórios de excepção, constituem-se numa rede de cooperação mútua de forma a garantir a autenticidade e a continuidade destes valores inscritos na Lista de património mundial da UNESCO. Mais que um reconhecimento, esta inscrição representa um compromisso para proteger de forma eficaz os lugares e os monumentos notáveis, bem como incentivar os agentes públicos e privados à excelência nas políticas de desenvolvimento destes territórios.
A carta internacional de Fontevraud (França) criada por iniciativa da InterLoire (Interprofession dos vinhos do Vale de Loire) e da Missão Vale de Loire, assinada em Dezembro de 2003 pelos agentes nacionais, regionais e internacionais do Vale de Loire, constitui a primeira etapa da criação desta rede internacional de excelência.
Parceiros desde Julho de 2005, por iniciativa do sítio Vale de Loire (França), sete sítios UNESCO mobilizaram os fundos europeus INTERREG IIIC para elaborar os princípios orientadores de desenvolvimento sustentável dos seus territórios bem como as regras para o funcionamento da rede.
Os sítios parceiros, fundadores desta rede internacional são:- O Vale de Loire (França)
- O antigo Órgão jurisdicional de Saint-Émilion (França)
- O Vale do Douro (Portugal)
- O Alto Vale de Rhin-moyen (Alemanha)
- A Região Vitícola histórica de Tokaj (Hungria)
- O Parque Nacional de Cinque Terre (Itália) e
- Fertö - Neusiedler See (Áustria)
Fonte:CCDR-N/EMRDD