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sexta-feira, 14 de março de 2008

A Mulher Mãe!...

por José Agostinho Fins*


Mulher e Mãe que chora copiosamente aos versos
Que a fome trouxe dura ao canto da Poesia!...
Mulher cujos sentidos sabem não ser só fantasia,
As águas que correm magoadas em leitos adversos!...


Que os ventos sopram duvidosos em diversos
Horizontes, carregados da salsa bruma e maresia,
Que tudo arrasam, tudo queimam... (que ironia!!..),
Os ventos que levam sonhos, pelo tempo só dispersos!...


Mulher cujos olhos meigos para lá do espaço
E do tempo enxergam na alma magoada,
De alguém que sorrindo chora a saudade abrasadora!!...


Mãe, que lágrimas são essas vertidas com embaraço,
Suspensas na Poesia, onde a fome ignóbil é declamada?!!...
Lágrimas!!... essas lágrimas, são sorriso da Divina Senhora!...


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*Agrochão - Vinhais (fins.707@gmail.com)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

BANCO DE JARDIM!...

por José Agostinho Fins*


Banco de Jardim onde me recosto e adormeço,
Envolto pelo silêncio do frondoso e verde arvoredo,
Pelo inquieto Pensamento, pelo pranto magoado!!... qual degredo,
A que me amarra a paixão... de quem sonhando não esqueço!...


Desfilando vão as verdes memórias, duras verdades, e desejos,
Sonhos desfeitos, vidas acabadas, quantas surpresas!...
Pensamentos vãos, contos de amor, dolorosas incertezas...
Banco de Jardim!... testemunho inerte de ternuras e beijos!..


Velho tronco, naquele Oásis, naquela madrugada...
(Inscrita no Tempo, marca profunda de Saudade!!...),
Qual Banco de Jardim, onde teus olhos são claridade!...


Banco de Jardim!... quanto segredo, surda mágoa sufocada!...
Fronteira de liberdade, serena prisão, discreta masmorra!...
Banco de Jardim onde me adormeço!... ou talvez morra!...



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*Agrochão - Vinhais
(fins.707@gmail.com)

sábado, 15 de dezembro de 2007

Pobre!...


Sou dono do tempo, do infinito e do etéreo espaço,


De tudo ou de nada, de quanto só me rodeia!...


Das nuvens e ventos, das águias, da Lua Cheia,


Do Sol brilhante, de tudo que faço e não faço!...



Sou dono da chuva, da neve, dos indómitos temporais,


Das estrelas cintilantes, que brilham na noite escura,


De toda a natureza, das serranias cinza ou de verdura,


Do cântico dos melros que pululam nos choupais!...



Sou dono só de mim!... vivo a par com a saudade


Que me tempera os dias, amenizando os sofrimentos,


Me erguendo o olhar para lá do mar!... só para te ver!...



Sou dono só de mim!... companheiro irmão da Liberdade!...


No meu peito florescem de fogo e nobres os sentimentos,


Regados com sorrisos de alma, que olhos teimam em esconder!...




José Agostinho Fins


Agrochão – Vinhais

sábado, 1 de dezembro de 2007

EM MEMÓRIA DE ANTÓNIO CABRAL

Conforme noticiámos, o escritor trasmontano António Cabral morreu em 23 de Outubro de 2007.


Em sua homenagem, publicamos este filme de Clara Pimenta do Vale.



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