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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Amanhã, ranking das escolas em debate

  • Por que razão continuamos a assistir ao facto de a educação escolar em TMAD apresentar, comparativamente, tão maus resultados?
  • Por que motivo, na mesma localidade transmontana, e portanto, em princípio, dentro de uma mesma realidade social, uma Escola fica tão bem situada e outra tão mal?
Venha pensar connosco sobre estas questões na terça-feira, 26 Outubro, pelas 18 horas, na Sede da CTMAD.
Para ajudar à nossa reflexão, vamos contar com a presença do Prof. Doutor Domingos Fernandes.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Ranking das escolas em debate, dia 26 Outubro, na sede da CTMAD

Foram publicados no último fim-de-semana os rankings das escolas secundárias portuguesas. Apesar de este tipo de indicadores terem um valor questionável como meio de graduar o valor do trabalho escolar, não devemos deixar de nos preocupar com os dados obtidos a partir dos mesmos.
Assim, uma vez mais, as escolas da nossa região, globalmente, ficaram mal situadas, excepção feita a uma delas que ficou no 28º lugar, segundo o ranking do jornal Expresso. Porém a segunda melhor escola já só ficou em 163º lugar. E se é um facto que uma escola transmontana ficou em 28º lugar, logo uma outra da mesma cidade ficou no 35 º lugar a contar do fim (entre as 485 escolas). Nos últimos 25 % do total das escolas estão situadas 12 das 27 escolas de TMAD, ou seja: cerca de 45 % das escolas transmontanas estão situadas entre as 25 % mais mal classificadas.
Por que razão continuamos a assistir ao facto de a educação escolar em TMAD apresentar, comparativamente, tão maus resultados?
Por que motivo, na mesma localidade transmontana, e portanto, em princípio, dentro de uma mesma realidade social, uma Escola fica tão bem situada e outra tão mal?
São perguntas como estas que deverão fazer pensar todos os que têm sangue transmontano nas veias e amam a sua terra.
Convidamo-lo (a) a vir pensar connosco neste problema no próximo dia 26, terça-feira, pelas 18 horas, na nossa Sede. Para ajudar à nossa reflexão, vamos contar com a presença do Prof. Doutor Domingos Fernandes, que sendo descendente directo de barrosões, é um dos maiores especialistas portugueses em educação e já exerceu cargos governamentais.
Poderá ainda confraternizar connosco no jantar que se seguirá à palestra - debate com a tradicional e muito apreciada posta mirandesa. Terá apenas de se inscrever na sede até ao dia 22 de Outubro (próxima sexta-feira) através do telef. 217939311 ou através do e-mail: ctmad.lisboa@gmail.com.

sábado, 29 de dezembro de 2007

PRESENTES DE NATAL AMARGOS

Na véspera da consoada, cerca de duzentas pessoas manifestaram-se em Alijó contra o encerramento, a partir do dia 28 de Dezembro, do SAP durante o período nocturno.

Diz a Câmara Municipal, em comunicado, que a saúde é um bem essencial e, por isso, defende o SAP do Centro de Saúde aberto 24 horas por dia, não admitindo mais uma medida do Governo que, a concretizar-se, prejudicará os interesses do concelho de Alijó e das suas populações.

O presidente da câmara local, Artur Cascarejo, considera que, "se o SAP encerra por ser um serviço sem qualidade, então o Governo tem que criar contrapartidas que, na sua opinião, passam pela criação de uma urgência básica no concelho".

"Na sede do concelho, em Alijó, estamos a 47 quilómetros do hospital de Vila Real mas há aldeias do concelho que estão a mais de uma hora de distância da unidade hospitalar mais próxima", sustentou.

"Esta decisão é para o melhor das populações. Em Anadia e Alijó, os serviços que vão encerrar não reuniam as condições adequadas a um serviço de urgência", disse à Agência Lusa fonte do ministério da Saúde.

Aos jornalistas, Correia de Campos desvalorizou as críticas do bastonário em exercício da Ordem dos Médicos que alertou para o "risco de casos fatais se forem colocadas no terreno ambulâncias e helicópteros de emergência sem um médico".

Para além do SAP de Alijó, até ao final do ano, fecham, ainda, os SAP de Vila Pouca de Aguiar e Murça, o serviço de urgência da Régua e o bloco de partos de Chaves.

Não se compreendem os motivos para que estes encerramentos não sejam anunciados com a devida antecedência e discutidos e explicados às populações. Os encerramentos anunciados sistematicamente, em cima da data da sua execução, deixam transparecer um exercício autocrático e autista do poder que, quiçá, pretende evitar a reacção dos cidadãos.

Será que a democracia não exige a participação dos cidadãos na vida pública, para além dos actos eleitorais?

Não poderiam, durante um período de transição adequado, os novos sistemas de urgência serem implementados em simultâneo com os antigos, só sendo desactivados quando os novos estivessem a funcionar em pleno ?

Certamente que o Ministério da Saúde vai poupar mais uns euros. Mas à custa de quê ? Da diminuição dos cuidados de saúde da população local, já de si envelhecida, e que tem resistido à diáspora?

"Promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade real entre os portugueses" e "promover o desenvolvimento harmonioso de todo o território nacional" são tarefas fundamentais do Estado consignadas na Constituição da República Portuguesa.

Não é a reduzir ou a encerrar serviços públicos que se promove a igualdade de direitos dos portugueses.

O facto de um cidadão do interior do país demorar "a priori" muito mais tempo a ser socorrido que um cidadão das grandes cidades, conduz-nos inevitavelmente a existência de duas classes de cidadãos e a que, consequentemente, os "resistentes" sejam forçados, também, a emigrar para as grandes cidades. Mesmo que - como num rebate de consciência - se anunciem incentivos fiscais às empresas (e até aos cidadãos) para que se fixem no interior.

O encerramento descoordenado de serviços de saúde, escolas e outros serviços públicos, potenciado pelo PRACE*, é uma medida que pode reduzir no imediato o deficit das contas públicas - e mostrar que os decisores políticos nacionais são bons guarda-livros e arautos entusiasmados de Bruxelas - mas nunca será uma medida de política económica consequente e terá custos elevadíssumos a médio e a longo prazo que merecem ser avaliados.

As declarações públicas dos responsáveis pela reforma do Estado vão no sentido do regresso aos primórdios da monarquia, mantendo na Administração Pública central apenas a cobrança de impostos, a segurança, a justiça e a política externa. O resto, como não dá lucro material ou político, reduz-se ou extingue-se. E só haverá serviços do Estado onde houver mais pessoas (e forem rentáveis). Os "oásis" estarão nas grandes cidades.

A ser assim, e com a lógica do deficit a sobrepor-se à lógica dos direitos fundamentais e do bem estar dos cidadãos, é inevitável presumir que os números comandam a política interna e que esta é ditada do exterior. Tal como no tempo de Miguel de Vasconcelos, nos anos que precederam a restauração da independência, em 1640.

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*Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado

domingo, 2 de dezembro de 2007

ERA UMA VEZ... BRUXELAS - VIAGEM NA LINHA DO TUA

Daniel Conde homenageia os ferroviários caídos no acidente de Castanheiro, em 12 de Fevereiro de 2007. Com este acidente ficou-se a saber que no interior do país os telemóveis são objectos de pouca utilidade...



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