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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Entrevista com o Presidente da Direcção da CTMAD

O Flaviense, Professor Doutor Jorge Valadares, em termo de mandato, propõe-se para um segundo.

Sente-se satisfeito com a forma como decorreu este seu mandato que está quase a terminar?
Digamos que me sinto de consciência tranquila, satisfeito não, pois eu sou sempre um eterno insatisfeito comigo próprio e com os outros que me rodeiam. Sinto que por mais que se faça há sempre algo que se poderia ter feito melhor. O facto de, por razões imperiosas, não ter podido contar a tempo inteiro com alguns dos associados que convidei para me acompanharem leva-me a inferir que, se tivesse podido contar muito mais com eles, o muito que fizemos podia ter sido ainda ampliado. Sinto que cumpri, a actividade da Direcção foi intensa e é indício disso o facto de termos tido ao longo destes três anos cerca de 100 reuniões com quórum, quando se nos limitássemos ao mínimo imposto pelos Estatutos, teríamos tido cerca de 57 reuniões. Sem possibilidade legal de explorarmos a Sede para restauração mas apenas para convívio dos associados, servimos para cima de 120 (dias) refeições ao longo deste período e realizámos cerca de 115 atividades, na Sede e fora dela.

Os associados da CTMAD residentes em Lisboa gostam de reviver os usos e costumes da nossa região e ter acesso aos produtos genuínos que nela se produz. Conseguiram neste mandato satisfazer esses gostos e preferências?
Não o conseguimos menos do que nas direções anteriores que tiveram como nós o forte condicionalismo imposto pela actual Sede. As Festas tradicionais do Magusto e do Folar e do Azeite foram realizadas com sucesso, assim como a Ceia de Natal e o Jantar dos Reis. Também realizámos persistentemente a Festa dos Santos Populares, de menos tradição e talvez por isso com muito menor concorrência.

Essas Festas deveriam servir não só para os associados se divertirem e comprarem os nossos bons produtos, mas também para divulgar estes, não acha?
Sim, e é por isso mesmo que decidimos envolvermo-nos em duas das nossa Grandes Festas na Baixa pombalina, uma das zonas mais turísticas de Lisboa, o que obrigou a uma logística muito mais complexa e trabalhosa. Uma delas, em que fomos a única Casa Regional a aderir a uma Festa da Associação das Casas Concelhias, começou na sexta, dia 29 de Maio de 2009, ao fim da tarde e só terminou no domingo, dia 31, no final do dia. A outra, que também decorreu na Praça da Figueira e no mesmo ano, foi a nossa tradicional Festa do Folar e do Azeite, que associou à sua tradicional finalidade uma outra que se traduziu numa justíssima homenagem a Trindade Coelho, um grande escritor natural de Mogadouro que foi um dos fundadores da nossa vetusta e a mais antiga das casas regionais portuguesas e seu primeiro Presidente da Assembleia Geral. Obrigou a diversas reuniões para contarmos com a colaboração da Câmara de Lisboa, da Câmara de Mogadouro e da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Foram duas excelentes oportunidades de darmos enorme visibilidade aos nossos produtos regionais bem como aos grupos folclóricos e bandas que participaram, mas há que dizer que todas as outras Grandes Festas que realizámos também contaram com a presença de não transmontanos residentes em Lisboa, claro em muito menor número.

Sei que um dos grandes desígnios da CTMAD estatutariamente contemplado é divulgar também a nossa cultura literária e científica e homenagear os seus grandes vultos. Tiveram isso em devida conta?
Procurámos cumprir esse desígnio, embora sinta que a escolha das pessoas a homenagear nem sempre é fácil, até por desconhecimento e por ser subjetiva. Concretizámos uma homenagem já decidida no tempo em que eu era o Vice-Presidente, que foi a do Mestre Pintor Nadir Afonso e que decorreu durante a sessão comemorativa do 104º aniversário da CASA. Claro que não escondo o meu orgulho por ter contribuído para esta homenagem por se tratar de um flaviense e grande amigo, mas o facto de ainda recentemente este Pintor ter sido homenageado e condecorado pelo Presidente da República mostra que a homenagem da CTMAD foi justíssima. Assim como o foi a do Dr. Raul Rego, um jornalista de grande prestígio que foi um político republicano consequente que lutou pela liberdade de expressão do pensamento político e social. Nessa homenagem esteve presente o ex-Presidente da Assembleia da República, Dr. Almeida Santos. Não foi exactamente uma homenagem, que bem a merecia também, mas uma oportunidade de realçar a «transmontaneidade» e o «transmontanismo» do Eng. Tomás Rebelo do Espírito Santo, de Vila Real, o facto de termos publicado o seu livro Viver, Defender e Divulgar transmontaneidade e transmontanismo. Este Ex-Governador Civil do distrito de Vila Real tem sido ao longo de vários anos um dedicadíssimo associado e dirigente da CTMAD. No que respeita à divulgação da nossa cultura posso aqui referir o lançamento de livros de autores como Bento da Cruz, António Modesto Navarro, José Manuel Pavão e João Cerqueira, Luís Vale, Fernando Chiotte, Altino Cardoso e vários outros.

Que apoios financeiros tem tido a CTMAD? E bem-feitorias houve?
O suporte mais importante é o dos associados que pagam quotas. Procurámos e conseguimos angariar mais associados, tendo admitido só nos dois primeiros anos do nosso mandato 113 o que veio aumentar o número de sócios pagantes em mais de 15 %. Tivemos alguns apoios do Governo Civil de Lisboa e do de Vila Real, dos Municípios de Valpaços, Chaves, Carrazeda de Ansiães, Sernancelhe, Vinhais, Santa Marta de Penaguião, Vila Real e Mogadouro, e da Junta de Freguesia de São João de Brito, mas houve outros Presidentes de Municípios que deram ou prometeram dar apoios logísticos, por exemplo à deslocação de grupos etnográficos às nossas Festas. Os apoios têm-se sido cada vez mais escassos e o que nos tem valido é uma grande economia e racionalização na gestão financeira. Facilitámos o pagamento de quotas pelos associados, aderindo ao sistema “e-banking”, imprescindível para permitir aos associados a adesão ao Sistema de Débito Directo e reduzimos o custo total das comunicações em cerca de menos 52 % do custo anterior. Isto não nos impediu de termos melhorado a qualidade dos serviços de TV relativamente ao sistema anterior e de termos melhorado o sistema informático com a aquisição de um novo computador e uma nova impressora. Além disso, introduzimos algumas beneficiações na cozinha que contemplaram a aquisição de uma máquina de lavar louça, a melhoria da instalação eléctrica, pintura, armários, etc., e também nas instalações sanitárias, incluindo um novo pavimento, pinturas, reparações elétricas, etc.

Porque decidiram alterar o “layout” do jornal da CASA?
Para melhorar o seu aspeto e economizar o custo, tendo para tal contado com a colaboração de um experiente designer gráfico. Infelizmente não conseguimos manter a tão ambicionada periodicidade mensal do jornal, facto a que não foi alheio o custo ainda elevado do mesmo face ao condicionalismo económico em que a CASA viveu.

Que outras realizações gostaria de destacar?
Pela positiva gostaria de referir as, para mim, altamente significativas «romagens» à nossa região. Realizámos neste mandato duas em que os associados e seus familiares e amigos que participaram se mostraram bastante satisfeitos no final. E pela negativa quero destacar que, na sequência da reunião preparatória para o efeito havida em 28 de Julho de 2007, no Centro Cultural de Mirandela, e após o envio das respectivas conclusões elaboradas pela CTMAD a todos os intervenientes, se verificou um manifesto desinteresse por parte das autarquias traduzido no facto de apenas terem estado presentes dois Presidentes de Câmaras e um representante de um terceiro. A consequência foi o cancelamento do prosseguimento das nossas diligências feitas no sentido de realizar o 4º Congresso de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Há alguma atividade que outras direcções da Casa não tenham realizado também?
Há sim, destaco uma série de colóquios/debates com o título Educação e Desenvolvimento em Trás-os-Montes. Pessoalmente preocupado com os maus resultados globais que se verificaram nos últimos rankings das escolas, aos quais, aliás, atribuo um valor muito relativo, mas que em minha opinião não deverão ser ignorados, lancei uma série de acções em que, como professor durante 45 anos, doutorado e com a agregação em Didáctica da Física e autor e pesquisador que há muitos anos investe na área do ensino e da aprendizagem, me envolvi pessoalmente e convidei Colegas também especialistas, um dos quais já foi destacada figura do Ministério da Educação. Daí resultou uma lista de guidelines que irei tentar fazer chegar, directa ou indirectamente, às escolas da nossa região.

(Entrevista conduzida por Artur Monteiro do Couto).

domingo, 24 de janeiro de 2010

EDITORIAL - O ano 2009 chegou ao fim. Segue-se o 2010 na seta do tempo

Não posso deixar de começar este editorial por desejar a todos os nossos leitores e seus familiares um Bom Ano, com saúde e muitas alegrias. É altura de prestar contas aos associados do trabalho desenvolvido ao longo do ano que findou, na senda dos grandes objectivos para que nos propusemos caminhar. Assumindo com humildade que um ou outro propósito esteve longe de ser alcançado, por exemplo a regularidade que tanto desejávamos da publicação deste jornal, estamos de consciência tranquila pelo esforço desenvolvido ao longo do ano que findou e orgulhosos por muito do que conseguimos fazer. Durante o ano passado realizámos um total de 38 reuniões contra as 20 estatutariamente previstas, Isto traduziu-se numa variedade de eventos, dois dos quais deram enorme visibilidade à nossa Instituição e contribuíram de modo decisivo para um fluxo crescente no número de associados que passaram a pagar as suas quotas atempadamente. Referimo-nos, concretamente, às duas grandes Festas que decorreram na Praça da Figueira. Uma delas foi a Festa do Folar e do Azeite, que associou à sua tradicional finalidade internalista uma outra que teve a ver com a homenagem a uma grande figura da literatura e da política nacional que foi o escritor mogadourense Trindade Coelho. Decorreu no dia 5 de Abril e contámos com a colaboração das Câmaras Municipais de Lisboa e de Mogadouro e da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, mas em que o maior peso logístico da sua organização recaiu sobre nós. Também este evento proporcionou à nossa Casa uma projecção enorme, pois visitaram o espaço da CTMAD na Praça da Figueira milhares de pessoas, incluindo estrangeiros de diversas nacionalidades.

O outro evento importante que decorreu na mesma Praça central de Lisboa começou ainda na sexta, dia 29 de Maio e terminou no final do domingo seguinte. Tratou-se de um certame que traduziu o cumprimento de uma tradição, durante largos anos interrompida, de várias Casas Regionais com Sede em Lisboa participarem nas tradicionais Festas desta Cidade dedicadas aos Santos Populares. Foi uma excepcional oportunidade de divulgarmos junto dos lisboetas e dos turistas presentes na capital, as nossas valências culturais, sociais e artísticas. A nossa Instituição foi a que apresentou mais grupos musicais, concretamente quatro, o que envolveu um esforço financeiro de monta para o que é habitual nas nossas Festas.

Um outro aspecto relevante a destacar em 2009 foi a coragem e determinação com que enfrentámos o sério problema que há anos se arrasta e que é o da nova Sede. Com base no velho princípio popular que «vale mais um pássaro na mão do que dois a voar», decidimos, após auscultarmos o parecer prévio de vários associados que viveram de perto esse problema, avançar para uma Assembleia-geral com uma proposta de permuta do direito de superfície de um terreno no qual estamos legalmente impedidos de construir a nova sede, pelo de uma vivenda de dois pisos com logradouro na traseira e que está em fase de devolução à CML, situada no Paço da Rainha, numa zona bem central e acessível (junto à Academia Militar e à Embaixada de Itália). Apraz-nos registar que a proposta foi aprovada por unanimidade pelos muitos associados presentes na Assembleia. Estamos firmemente convictos que com a nossa futura Sede num palacete condigno e com o actual andar onde estamos instalados a ser rentabilizado, a CTMAD ficará numa situação económica muito mais confortável.

Foi também em 2009 que coube à Direcção da CTMAD a responsabilidade de dirigir os destinos do Conselho Nacional das Casas Regionais de Lisboa (CNCRL). Herdando uma organização praticamente moribunda, pois não tomou qualquer iniciativa nos últimos anos, convocámos duas reuniões desse Conselho, em que convidámos dois representantes de cada Casa Regional, solicitámos duas reuniões na Câmara Municipal de Lisboa, uma na EGEAC - Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural tendo em vista a organização de uma grande Festa das Casas Regionais de Lisboa por ocasião das Festas da Cidade de Lisboa e outra com o Vereador da Câmara Dr. Manuel Brito, para lhe comunicar o nosso desejo de contarmos com o apoio do Município. A experiência deste ano de direcção do CNCRL levou-nos a concluir que o poder reivindicativo actual deste organismo junto da CML é praticamente nulo, pois o estado latente em que caiu pouco tempo depois da sua fundação fez com que nem sequer se tivesse legalizado juridicamente. Entretanto foi criada a Associação das Casas Regionais em Lisboa (ACRL), essa sim com existência legal e com grande dinamismo.

É nossa opinião que o poder reivindicativo junto da CML passa pela existência de uma única entidade legal que englobe todas as casas que representam regiões maiores ou menores do nosso país e é um facto que neste momento a única entidade legalmente constituída é a ACRL. A existência de uma única entidade representante de todas as regiões do país, regiões naturais, distritais ou concelhias, passará pois, necessariamente, pela negociação com a ACRL. É por este objectivo que iremos lutar dentro da estrutura do CNCR, mesmo depois de passar o testemunho à Casa do Açores numa reunião marcada para o próximo mês.

Muitas outras decisões e actividades exigiram muito esforço directivo. Uma que também merece destaque foi a resolução de um problema que se arrastava e que era o termos pessoas transmontanas competentes no serviço de cozinha e de mesa para os almoços e jantares de convívio. Mas outros foram igualmente importantes, como a já tradicional romagem à nossa região, a Festa de aniversário que incluiu uma homenagem ao pintor Nadir Afonso, o apoio a variadas causas para benefício da nossa região, algumas sessões culturais, etc. Deste intenso trabalho daremos público conhecimento e prestaremos contas num relatório de final de ano a apresentar em próxima Assembleia-geral.

#Jorge Valadares

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

EDITORIAL - Já vemos a luz ao fundo do túnel

Há anos que se vem arrastando o famigerado problema da nova Sede. Nem que o pretendesse, não caberia no espaço razoável deste editorial a descrição de todo o conturbado processo de resolução desse problema que tantas frustações e angústias proporcionou aos actuais e anteriores membros de direcções da nossa instituição.

A CTMAD paga há muitos anos direito de superfície sobre um terreno perto da Torre de Belém que lhe foi doado pela CML exclusivamente para a construção de uma nova Sede, já que não pode alugá-lo ou negociá-lo seja de que forma for e no qual por razões arqueológicas nada pode construir. Pergunta-se: para que serve um terreno destinado a construção onde não se pode construir?

A resposta óbvia a esta questão conduziu à tentativa de trocar com a CML esse terreno por outro no mesmo local, que por sinal era maior e onde (pelo menos antes da doação à nossa Casa por troca...) parecia não haver impedimentos de construção! Só que este processo arrastou-se de uma forma significativamente longa. E porquê? Só quem não quer ver não vê que grandes «forças ocultas» se levantaram contra a referida permuta.

Tenho por mim (mas como não sou adivinho até poderei estar enganado...) que nem de aqui a muitos anos tal permuta se concretizaria...

Mas, como não podíamos viver mais neste sufoco imposto pelas limitações da actual Sede, nem neste sonho que teimava em não se concretizar, após ouvirmos uma plêiade de antigos e esclarecidos associados e obtermos deles o seu apoio, decidimos propor à Assembleia Geral a discussão e aprovação de uma proposta de troca do direito de superfície do referido terreno que nos foi doado e onde não podíamos construir a Sede , não pelo direito de superfície de um outro onde tínhamos um prazo de alguns (perigosamente poucos...) anos para construir uma nova Sede sob pena de ficarmos sem terreno e Sede, mas pelo direito de ocupar um magnífico Palacete num local nobre e central da capital e, para além disso, muito mais acessível à grande maioria dos associados.

Tal proposta foi considerada pelos participantes da Assembleia-geral realista, bem fundamentada e vantajosa, pelo que foi aprovada por todos os associados presentes e foram muitos.

É caso para se dizer: “já vemos a luz ao fundo do túnel”... no que concerne a virmos a ter uma nova Sede. O edifício está de pé e parecem estar criadas todas as condições para o virmos ocupar num prazo relativamente curto.

Mas entretanto, sem o problema da nova Sede resolvido, e com um número de associados que pagam quotas, claramente insuficiente, continuamos a realizar actividades que engrandecem a Casa e correspondem à grandiosidade da sua história.

Assim, levámos a cabo, no passado dia 26 de Setembro, a Festa do 104º Aniversário com uma sessão solene digna e uma ceia apetitosa.

Na primeira, para além do muito merecido agraciamento de alguns associados que persistem nessa condição há muitos anos, tivemos uma justíssima homenagem à muito conhecida figura da cultura que se chama Nadir Afonso, que deixou de ser um vulgar arquitecto para passar a ser um pintor singular. Mas mais do que um grande pintor, ele é também um pensador. As suas ideias, e não apenas a sua pintura, não podem fugir à idiossincrasia da sua personalidade e formação, mas merecem e muito ser analisadas e debatidas.

Dignaram-se estar presentes nessa homenagem o ministro da Administração Interna, Dr. Rui Pereira e o presidente da Câmara Municipal de Chaves, Dr. João Baptista, tendo o Governador Civil de Vila Real, Dr. Alexandre Chaves e o presidente do Município lisboeta, Dr. António Costa, mandado mensagens de justificação das suas ausências e de elogio ao Mestre.

O Prof. Dr. José Henrique Dias, falou da vida e da obra do Pintor.

Na segunda, além de um apetitoso repasto, tivemos o bolo, o espumante e a sempre presente animação emprestada pelos Maranus.

Termino este meu editorial apelando à participação dos nossos queridos associados e associadas nas nossas iniciativas.

O Magusto já está quase à porta e mais uma vez terá lugar nos Maristas, desta feita a 8 de Novembro.

Poderão comprar as saborosas castanhas da nossa terra e celebrar com os vossos familiares o bendito S. Martinho.

Lá estaremos.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

EDITORIAL - A INTENSA ACTIVIDADE DA NOSSA CASA

por Jorge Valadares

No momento em que escrevo este editorial, acabo de chegar da Praça da Figueira onde terminou uma grande Festa que começou na sexta, dia 29 de Maio ao fim da tarde e terminou hoje, domingo, dia 31, ao fim do dia. Não foi uma Festa qualquer, foi sim um certame que traduziu o cumprimento de uma tradição, durante largos anos interrompida, de várias Casas Regionais das regiões do país com Sede em Lisboa participarem nas tradicionais Festas desta Cidade dedicadas aos santos populares. É esta uma maneira de divulgar na capital todas as valências culturais, sociais e artísticas das regiões do nosso país.

A festa que acaba de terminar foi organizada pela Associação das Casas Regionais em Lisboa (ACRL), sob os auspícios da EGEAC, a quem a Câmara Municipal da capital atribuiu a responsabilidade de levar a cabo as Festas Populares deste ano.
Responderam ao apelo da ACRL para cima de duas dezenas de Casas representando diversas regiões do país, e entre elas esteve a nossa. Se é certo que a CTMAD era a instituição presente que representava a maior região, também é um facto que foi a que apresentou mais grupos musicais, concretamente quatro grupos e só não actuaram cinco porque à última hora um dos que estava previsto actuar não pôde vir por impedimento do respectivo maestro.


Se a Festa do Folar e do azeite que no dia 5 de Abril levámos a cabo na mesma Praça, em colaboração com a Câmara de Lisboa, a Câmara de Mogadouro e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, proporcionou à nossa Casa uma projecção enorme, esta excedeu tal desiderato, pois na noite de sexta, durante o sábado até depois da meia-noite e hoje domingo todo o dia, visitaram o espaço da CTMAD na Praça da Figueira milhares de pessoas, incluindo estrangeiros de diversas nacionalidades.

Elaborámos um folheto – resumo sobre a nossa Casa Regional e colocámos lá alguns produtos regionais de primeira qualidade que os visitantes provaram e compraram. Deste modo milhares de pessoas ficaram a conhecer um pouco mais da nossa região e o que foi ao longo destes quase 104 anos de vida a nossa vetusta Casa. Não nos cansámos de aproveitar a oportunidade para realçar as funções que temos cumprido e a sua importância, bem como apelar à visita da região que representamos.


Esta Festa foi amplamente anunciada no já tradicional folheto sobre as Festas de Lisboa onde um dos pontos altos é o desfile das marchas na Avenida da Liberdade no dia 12 de Junho. Particularmente para os nossos associados, esta Festa foi também anunciada no Notícias de Trás-os-Montes e Alto Douro, o nosso sempre actual jornal online, cuja consulta periódica recomendamos vivamente (endereço: http://ntmad.blogspot.com/).

Vivemos na época em que o marketing dita leis e não podemos estar à espera, como sucedia antigamente, que sejam as pessoas a virem bater-nos à porta para se fazerem associadas, temos de ser nós que teremos de ir ao encontro das pessoas e mostrar-lhes que produzimos coisas grandiosas, que lhes proporcionamos momentos de alegria e de prazer e que vale a pena serem associadas desta instituição.


Assim, vamos ainda organizar uma vez mais a Festa dos Santos Populares da CTMAD no Domingo dia 28 de Junho e que será mais uma oportunidade para que os nossos associados possam confraternizar, comer, beber e divertirem-se, porque como tradicionalmente se diz «a vida são dois dias» e além disso é dura. Há pois que aproveitar todos os momentos para a tornar mais agradável. Cuidem da «alma», sem excessos para não prejudicar o corpo, que uma vez doente adoece a «alma» (já os filósofos gregos diziam que corpo e «alma» estão ligados). Deste modo, estarão em melhores condições para enfrentar as dificuldades da vida.



sábado, 28 de março de 2009

EDITORIAL - Será que a crise mundial se repercutirá na nossa Casa ?

por Jorge Valadares

Realizou-se recentemente a Assembleia-geral em que tivemos oportunidade de fazer uma exposição, em power point, das actividades realizadas no ano passado e de prestar contas perante os associados que se dignaram comparecer.

Tive oportunidade de dizer que apesar de todo o esforço desenvolvido pela Direcção, o saldo positivo com que chegámos ao fim do ano foi bastante reduzido.

É certo que realizámos algumas obras de beneficiação da nossa Sede, mas a razão por que tanta actividade realizada rendeu tão pouco não pode explicar-se totalmente com esse facto. A justificação estende-se, por um lado, à falta de apoios por parte de diversas entidades ligadas à nossa região cujos governantes, com algumas honrosas excepções, têm a insensibilidade de não reconhecer o serviço social valioso que a CTMAD presta a vários transmontanos e alto durienses provenientes dos seus concelhos, como se os filhos dessas terras que tiveram que migrar para Lisboa deixassem de o ser por esse facto. Recusam retirar dos seus orçamentos uns insignificantes 250 euros anuais (ou 500 euros em reduzidos casos) para serem sócios extraordinários desta Associação de Solidariedade que representa na Grande Lisboa toda a região onde eles são responsáveis políticos e administrativos e apoia os naturais de lá e seus familiares aqui residentes. Por outro lado, há que reconhecer que as quotizações, devido ao facto de não variarem há anos, são baixas e com a agravante que só um número demasiado reduzido de associados paga as suas quotas atempadamente.

E é caso para perguntar: se a situação lamentável tem sido esta em tempo de «vacas gordas» como o será agora em tempo de «vacas magras»? Costuma-se dizer que é nos tempos difíceis que a nobreza de carácter mais vem ao de cima. Será que agora, dada a crise em que vivemos, todos nos lembraremos mais da necessidade de sustentabilidade da CTMAD e de ela ter de cumprir a sua grandiosa missão de mitigar o sofrimento daqueles transmontanos e alto-durienses que mais sofrem com ela? O futuro o dirá.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

EDITORIAL - Um ano chegou ao fim. Outro se segue na seta do tempo.

Antes do mais, os meus votos de um Bom Ano para todos os leitores e seus familiares.
Foi há cerca de 10 meses e meio que assumimos a grande responsabilidade pelos destinos da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro.


Sabíamos não ser fácil pegar e continuar a obra que a anterior Direcção levara a cabo. Por esse motivo, hierarquizámos objectivos, estabelecemos rumos, repartimos tarefas e seguimos em frente com a consciência das dificuldades, mas ao mesmo tempo com a autoconfiança necessária para as vencer com a sinergia resultante de um trabalho verdadeiramente cooperativo em que numa interdependência positiva, todos e cada um por si foram responsáveis pela qualidade do trabalho produzido. Os factos «falam» por si.

Prevendo os Estatuto que as reuniões da Direcção sejam quinzenais, deveríamos ter realizado no ano que findou cerca de 19 reuniões. Ora a Direcção reuniu 32 vezes e com uma média de presenças dos seus membros de 82 % e, em algumas das reuniões, com a presença de membros de outros órgãos sociais e de associados cuja presença se reclamava pela natureza das tarefas a levar a cabo.

Ao longo destes 10 meses e meio foram realizadas para cima de 45 actividades, o que dá uma média de mais de 4 actividade por mês, ou seja de mais de uma actividade por semana. Conta-se, evidentemente, com tudo o que aconteceu na nossa Casa, dentro ou fora da sua Sede.

Temos a consciência tranquila pelo dever cumprido, o que não significa que não estejamos conscientes que é sempre possível fazer-se mais. Todas as actividades, independentemente do local e dos protagonistas, foram importantes e contribuíram, no seu todo, não só para o enriquecimento cultural e humano de muitos associados, mas também para que o número dos que pagam as quotas tenha aumentado cerca de 15 % em menos de um ano, o que é bom. Conseguimos, graças ao dinamismo introduzido na nossa Casa, valorizar a Sede, com a melhoria substancial introduzida nas instalações sanitárias e na cozinha, o que permitiu uma reanimação da zona de convívio da Casa com actividades tão diversas como tertúlias quinzenais e almoços e jantares de confraternização. Mas, por outro lado, valorizámos também o património da Sede, com a aquisição de um data show que já desempenhou o seu papel fundamental, não só no excelente debate que ocorreu em torno do desenvolvimento sustentável do Vale do Tua, mas também na excelente apresentação multimédia apresentada pelo Dr. Altino Cardoso e ainda na tertúlia cultural moderada pelo Dr. António Chaves que se antevê mobilizadora de cada vez mais associados interessados no desenvolvimento sustentado da nossa região.

Na sempre angustiante questão da nova Sede, os ventos que sopram dos lados da Câmara Municipal trazem boas notícias: Já foi ultrapassada a fase de discussão pública do novo loteamento sem que houvesse qualquer contestação ou levantamento de problemas que ferissem os nossos interesses, mas o «apetite» devorador de grandes poderios económicos na mais valiosa área de Portugal para a qual a nossa nova Sede está prevista leva-nos a ser prudentes e a não «cantar de galo» antes de «o preto no branco» se concretizar.

Adivinha-se um ano complicado para o nosso país e não só. É natural que a crise se venha a reflectir na nossa Instituição, mas se ela puder contar com o apoio de todos os seus associados, a começar pelo pagamento atempado das suas quotas deste ano e de anos anteriores se ainda o não fizeram, estamos certos que o nosso «barco» poderá oscilar mas manter-se-á a «bolinar».

sábado, 22 de novembro de 2008

EDITORIAL - A nossa vetusta "Dama" fez 103 anos

Foi com muita alegria que diversos associados estiveram envolvidos num fraternal convívio comemorativo de mais um aniversário da nossa vetusta «Dama» que é a CTMAD. Vetusta significa exactamente respeitável pela sua antiguidade e a nossa «Dama» merece que a veneremos e que façamos por ela tudo o que merece.

A nossa «Dama» tem, como qualquer ser vivo, momentos de melhor e pior saúde. A nossa, ao longo dos seus 103 anos de vida, não fugiu à regra. Teve momentos de franco progresso, outros de estagnação e outros mesmo de tão trágica situação que quase a conduziram à morte. Conheceu sucessos e insucessos, mas felizmente sobreviveu, está bem viva e recomenda-se.

Tal como um ser humano, a nossa «Dama» também vive de projectos, uns concretizados outros não. Foi exactamente o que sucedeu nestes primeiros meses em que a actual direcção, a que me orgulho de pertencer, tomou conta dos seus destinos. Lembro os prezados leitores (e leitoras, não o esqueço!) que nada prometemos para além do trabalho e dedicação, pois como se costuma dizer, «de promessas está o Inferno cheio».

Pautamo-nos por grandes objectivos e nunca os tirámos do pensamento. Pelo contrário, focámos neles toda a nossa atenção e vontade de cumprir. Mas o pior é que nem sempre o cumprimento dos objectivos está inteiramente nas nossas mãos. Por isso, nestes cerca de 8 meses de governação, conseguimos acelerar o passo no caminho de algumas metas, mas ao mesmo tempo esbarrámos com grandes dificuldades para progredir a caminho de outras. Assim, por exemplo, se por um lado conseguimos organizar e participar em diversas actividades de carácter cultural, cumprindo o desígnio de fazer da nossa Casa uma fonte disseminadora da cultura da nossa região, por outro lado não conseguimos até ao momento, contrariamente ao que prevíamos, por a funcionar o Conselho Regional, isto independentemente do esforço nesse sentido desenvolvido por alguns diligentes associados de que destaco os nomes do nosso Colega de direcção António Costa, agora ausente em Glasgow enquanto dura a sua licença sabática e substituído neste interinamente pelo colega Carlos Cordeiro e do sempre dedicado e entusiasta Dr. Guedes Vaz que como é sabido foi o Presidente do Conselho Regional cessante. Que outros associados lhe sigam o exemplo é um desejo que aqui deixo expresso. Infelizmente os sucessivos apelos que eles e outros têm feito para a participação nesse importante órgão ainda não encontraram a merecida resposta pelo que teremos de arrancar com os que já se dispuseram a colaborar, na esperança de que com o arranque do funcionamento do mesmo outros associados de outras autarquias ainda sem representantes se disponham a integrar o mesmo.

Voltando à questão das metas para que se caminha muito, pouco ou nada, sei que também estarão a pensar no objectivo fulcral que é a nova SEDE. Acreditem que de modo algum está esquecido e a Colega da direcção Drª Maria de Lourdes Marques tem-lhe dedicado todo o cuidado e atenção que merece. Mas algum de vós pensará que temos connosco uma varinha mágica que nos permita de repente resolver esse já demasiado prolongado problema?! À nossa voz respondem ecos bem audíveis de que as coisas estão muitíssimo (mais do que muito!) bem encaminhadas, mas como já tantas promessas se fizeram a que se seguiram enormes desilusões, preferimos ficar por ora calados até vermos concretizado tudo aquilo que ouvimos, «preto no branco

Quero terminar este meu breve editorial com uns justos agradecimentos e merecidas felicitações a todos aqueles que contribuíram para a Festa de aniversário da nossa «Dama».

O primeiro agradecimento, puro e simples, mas muito sincero, vai para todos os Colegas de Direcção que comigo têm partilhado momentos alegres a par de momentos de angústia. Bem hajam pela entrega à vossa missão e felicito-vos publicamente por a cumprirem o melhor que vos tem sido possível. Prometemos ser uma comunidade de pensamento e acção dentro da nossa CTMAD, unido em torno dos nossos objectivos e creio que o temos conseguido. Um oportuno e particular agradecimento ao nosso Presidente da Assembleia Geral, Prof. Guilhermino Pires a cuja intervenção se deveu a oferta gratuita das instalações do local onde decorreram as festividades, ao Vice-Presidente da direcção António Cepeda, ao vogal Manuel Martins e aos que com eles contribuíram para a organização desta última Festa que, pelos ecos que se ouviram, foi do agrado de todos quantos nos deram o prazer de estar presentes, ao Dr. Armando Jorge por ter aceitado o convite para realizar a palestra sobre Trindade Coelho, ao Dr. Altino Cardoso pela sua prestimosa colaboração na Missa, ao Dr. Serafim Sousa pela organização da Missa e colaboração no Leilão e ao Grupo Maranus pela alegria que nos proporcionaram, como sempre aliás.

Por fim mas não por último, felicito também e exprimo a minha gratidão como Presidente da Direcção a todos os sócios que foram agraciados pela sua condição de associados de longa data. A nossa «DAMA» precisa, como do «pão para a boca», de associados como vós. Ajudem-na todos no seu engrandecimento angariando mais associados. Precisamos de crescer para atingir a «massa crítica» que nos fará «voar mais alto» de modo a garantir que tal vetusta «Dama» tenha uma habitação mais digna.

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NA NOSSA FESTA DE ANIVERSÁRIO COLABORARAM GENEROSAMENTE:

Garrafeira Campo de Ourique

Rua Tomás da Anunciação nº29 A - 1350-322 Lisboa telefone: 21 397 34 94 fax: 21 397 59 61 garrafeiracourique@mail.telepac.pt


QUEIJO TERRINCHO
D.O.P.

DE RUI TADEU

5360-493 VILAS BOAS - VILA FLOR




ADEGA COOPERATIVA

DE SÃO JOÃO DA PESQUEIRA

"VINHOS FRAGA DE OURO"

5130-323 - S.João da Pesqueira



BENJAMIM JORGE DIEGUES

VILA BOA - VINHAIS

PÃO-PRESUNTO-FUMEIRO

5320-000 Vinhais


GRUPOS CORAL E DE CORDOFONES DA PT TELECOM

sábado, 27 de setembro de 2008

Editorial - ANOSSA CASA ESTÁ VIVA E RECOMENDA-SE

Decorreram apenas 6 meses sobre a tomada de posse dos actuais órgãos dirigentes da CTMAD e muito já se fez para dinamizar a vida da nossa colectividade. No campo cultural, foi lançado um livro no Teatro Nacional Dª Maria II, um outro no Palácio Nacional da Ajuda e mais dois na nossa Sede. Foi realizada uma sessão sobre a cultura transmontana e alto-duriense na Feira do Livro e uma exposição de pintura sobre motivos da nossa região. O nosso Grupo de Teatro actuou com muito brilho no Auditório Carlos Paredes da Junta de Freguesia de Benfica e o nosso Grupo Coral não lhe ficou atrás ao presentear-nos com uma excelente actuação na sessão de lançamento do livro de Bento da Cruz no Teatro Nacional.

Organizámos e realizámos a maior viagem turístico-cultural para associados e seus familiares e amigos dos últimos anos: quatro dias de visita ao Norte de Portugal e Galiza.

Realizámos a Festa do Folar e do Azeite com grande participação de associados, amigos e expositores e muita animação além das jornadas gastronómicos comemorativas de efemérides importantes ou de simples convívio entre associados.

A Casa foi convidada e fez-se representar em acontecimentos tão díspares como sejam a inauguração de uma exposição do nosso associado Nadir Afonso e a Conferência sobre Geminação e Cooperação ambas levadas a cabo pelo município de Odivelas, o lançamento do livro do nosso associado general Loureiro dos Santos no Instituto de Altos Estudos Militares, o 85º aniversário da Casa do Alentejo, a reunião na Câmara de Mogadouro a propósito do centenário do falecimento de Trindade Coelho, a inauguração do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais em Bragança, o lançamento do livro Einstein/Nadir no Grémio Literário, o Encontro das Casas Regionais, o debate sobre a Linha do Tua na Casa dos Trasmontanos do Porto. Outros houve em que por manifesta falta de disponibilidade, os seus directores não puderam estar presentes. Também neste aspecto se fazem sentir os efeitos nefastos do não funcionamento do Conselho Regional, cujos elementos poderiam, legitimamente e com toda a dignidade, representar a nossa Casa.

Colaborámos na programação das actividades de evocação dos 100 anos da morte de Trindade Coelho, escritor nacional de primeira grandeza nascido em Mogadouro e fundador da nossa CASA. Para tal estabelecemos um protocolo com a autarquia de Mogadouro e contactos com a Hemeroteca Municipal de Lisboa. Prestámos o devido e activo apoio a 3 iniciativas a favor da preservação do ambiente e do património cultural, turístico e etnográfico da nossa região. Por fim, mas não por último, prosseguimos na luta pelo direito a ter uma nova Sede mais digna da nossa grandeza. Independentemente da consciência do dever cumprido, também estamos conscientes de que nem tudo decorreu como prevíamos. Acreditávamos ser mais fácil encontrar alguém disposto a explorar o espaço de convívio da Sede de uma forma consensualmente boa para os associados e pôr o Conselho Regional a funcionar e a cumprir o seu importante papel. Mas, infelizmente, tais desideratos não dependem apenas da nossa vontade...

Vamos no final deste mês comemorar mais um aniversário no Colégio dos Salesianos de Lisboa - Oficinas de São José, cujas instalações foram gentilmente colocadas à nossa disposição pela sua Direcção, gesto nobre que desde já agradeço aos responsáveis pelo Colégio em nome de todos os Colegas da direcção. Aqui deixo o apelo a uma ampla participação dos nossos associados para que a cerimónia tenha a grandeza que a nossa CASA e os que no seu devir mais colaboram bem merecem.

Termino aqui este editorial, pois quero libertar espaço para tantos e tão importantes textos a serem incorporados neste jornal que, como todos vêem, tem um novo design gráfico que espero seja do agrado da grande maioria dos nossos leitores. Estamos abertos a críticas e sugestões.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

EDITORIAL - Vamos reactivar o mais possível o Conselho Regional

Quando nos propusemos dirigir os destinos da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, decidimos não nos pautar por promessas mas por grandes objectivos gerais que nos conduziriam a boas linhas orientadoras de actuação. Estamos fartos de promessas que não se cumprem. Muitas promessas têm sido feitas, depois constatada a impossibilidade de serem cumpridas e abandonadas. Ao contrário, os grandes objectivos, ideais para os quais se pretende caminhar, vão-se operacionalizando e vão-se sempre perseguindo sem nunca os esquecer, controlando a «governança» de que dependem, ou seja os significados que controlam o esforço a ser desenvolvido para os alcançar.

Ora um desses grandes objectivos foi reactivar o mais possível o Conselho Regional. Este importante Órgão já conheceu períodos muito activos e ricos e outros em que ou não existia ou era como se não existisse.

O Conselho Regional é, de acordo com o Capítulo VIII, Artº 26º dos Estatutos da nossa instituição, um órgão consultivo da Direcção constituído por um a três representantes de cada um dos municípios definidos estatutariamente como pertencendo à área geográfica de Trás-os-Montes e Alto Douro e que são os seguintes: Alfândega da Fé, Alijó, Armamar, Boticas, Bragança, Carrazeda de Ansiães, Chaves, Figueira de Castelo Rodrigo, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Macedo de Cavaleiros, Meda, Mesão Frio, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Mondim de Basto, Montalegre, Murça, Peso da Régua, Resende, Ribeira de Pena, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Valpaços, Vila Flor, Vila Nova de Foz Côa, Vila Pouca de Aguiar, Vila Real, Vimioso e Vinhais.

Reputamos este Órgão de muito importante e a actual Direcção gostaria de facto de dispor da sua existência como órgão activo e eficaz para o poder consultar antes de ir tomando decisões importantes nas «bifurcações» do devir por onde vai passando a nossa Casa ao longo da seta do tempo.

Mas não só. É que, de acordo com o mesmo documento, ao Conselho Regional também compete tomar iniciativas que digam respeito ao desenvolvimento regional e concelhio, que deverão ser apresentadas à Direcção de modo a que esta possa avaliá-las e fazer o esforço de as levar a efeito com a maior eficácia possível. O próprio Presidente do Conselho Regional poderá ser um excelente porta-voz junto da Direcção, já que estatutariamente tem direito a participar nas reuniões da mesma.

Apelo, pois, a todos os leitores que nos ajudem a prosseguir nos nossos desígnios no que respeita ao Conselho Regional. E aos sócios que se mobilizem de forma pró-activa para nele participarem com as suas ideias e criatividade. Respondam às solicitações que têm sido feitas pelo nosso companheiro de Direcção que, por ter já sido conselheiro e não só, ficou responsável pelo pelouro do Conselho Regional e que tem desenvolvido um esforço meritório para que este órgão a curto prazo esteja constituído e a funcionar plenamente.

domingo, 13 de abril de 2008

Editorial - Homenageemos Trindade Coelho

Comemora-se este ano o primeiro centenário da morte de José Francisco de Trindade Coelho, um nosso conterrâneo nascido em Mogadouro no ano de 1861.

A Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro tem o dever de honrar a memória deste ilustre transmontano, não só pelo facto de se tratar de um escritor português de nomeada, mas também porque foi um dos fundadores da nossa Instituição, tendo nela desempenhado os cargos de Presidente da Assembleia Geral e Director dos Anais.

A sua dedicação à nossa Casa está indelevelmente presente na nossa sede, pois que o mobiliário de escritório nobre que faz parte da nossa actual Biblioteca foi objecto de uma doação sua.

Vindo ao encontro da vontade que já tínhamos de prestar homenagem a esta grande figura de escritor, pedagogo, jornalista, jurista e político, a Câmara Municipal de Mogadouro lembrou-se, em boa hora, de nos propor a celebração de um protocolo que nos permitirá, em conjunto com ela, prestar a justa homenagem que desejamos seja grandiosa para honrar condignamente a memória deste ilustre Mogadourense. Esta será, aliás, a segunda grande participação da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro num processo com tão justo e digno objectivo, porquanto a primeira decorreu no ano de 1947, quando uma Delegação nossa participou em Mogadouro numa sessão magna de homenagem à memória e obra desse grande escritor, da qual viria a resultar a edificação do monumento ao mesmo que ainda hoje sobressai na sua terra.

Quando o grande cientista e político Benjamin Franklin afirmava que de todas as dívidas a mais sagrada é o reconhecimento, ele tinha razão, porque reconhecer e agradecer a grandeza e generosidade de um espírito criador e nobre como o de Trindade Coelho engrandece quem o faz e constitui um exemplo para os outros, em particular para os mais novos, ensinando-os a manter viva a memória dos grandes homens do nosso país, porque eles constituem a alma de um povo e o sangue oxigenado de uma nação.

O autor de «Os meus amores» e «Outros Amores» , para além do virtuosismo da boa escrita, patenteia na sua vida e obra o amor à terra que o viu nascer. Ainda que tenha circulado por várias regiões por força da sua condição de procurador régio, decidiu escrever com base em cenários da sua terra natal, reflectindo nos diálogos a própria linguagem do seu povo.

Bem-haja pelo legado e pelo exemplo que nos deixou.

domingo, 2 de março de 2008

Editorial de Fevereiro / Março 2008

Caro(a) leitor(a)

Cabe-me agora a tarefa, que assumirei com toda a responsabilidade, de elaborar este editorial.

Permitam-me que ao substituir o meu antecessor, o Dr. Nuno Aires, enalteça aqui a sua dedicação não só a este jornal. mas também à nossa casa regional, a cuja direcção presidiu.

Começo aqui por realçar, o que aliás já fizemos junto de vários orgãos de comunicação da nossa região natural, o facto de a nossa agremiação ter vivido recentemente mais um momento alto da sua história, com umas eleições altamente dinâmicas e participadas, em que quem saíu a ganhar foi a CASA de todos nós. Dessas eleições resultaram novos orgãos sociais que se propuseram actuar na base de uma dialógica entre sustentação e inovação, ou seja: tentando manter os valores instituídos e apostando ao mesmo tempo na construção de novos valores, adaptáveis a uma instituição que tem de acompanhar a marcha do mundo em que se insere, sempre em mudança.

Nesta ordem de ideias, este jornal irá também passar por um processo de evolução, sem rupturas e sem alterações ad hoc, mas antes procurando manter o que está bem e procurando inovar no que pode ser melhorado. Ele deverá, em minha opinião, ser dinâmico e aberto o produto de uma complementaridade reflexão-acção, onde incluimos, por um lado, críticas e sugestões construtivas que gostaríamos de ir recebendo assiduamente, bem como propostas de artigos válidos e notícias de real interesse e, por outro lado, a prestimosa colaboração de todos na angariação de publicidade para custeamento das despesas com ele.

Mas está na altura de nos consciencializarmos também para a importância da edição do jornal "on line", que poderá ser consultada no sítio http://ntmad.blogdrive.com/ * , dado tratar-se de um instrumento de comunicação acessível a todos os transmontanos e alto-durienses e não só, que, espalhados por esse mundo fora, têm acessibilidade à Internet pelos meios cada vez mais disseminados, incluindo os telefones portáteis.

Os novos orgãos sociais da CTMAD irão estar firmemente empenhados em unir todos os seus sócios, familiares e amigos em torno dos supremos interesses da nossa querida região e dos seus filhos. Propuseram-se estar "ao serviço de Trás-os-Montes e Alto Douro e dos que amam a nossa região". E irão fazê-lo. Este jornal será também um veículo para tal.

Ninguém o esqueça: a UNIÃO FAZ A FORÇA!


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* http://ntmad.blogspot.com/ ou http://ntmad.wordpress.com/ .

domingo, 3 de fevereiro de 2008

A CTMAD de Lisboa viveu no dia 31 de Janeiro mais um momento alto da sua história

No passado dia 31 de Janeiro realizaram-se na CTMAD de Lisboa as eleições para os órgãos sociais, tendo concorrido duas listas, a Lista A apoiada pela actual Direcção e a Lista B que alguns sócios da Casa decidiram subscrever e propor.

Após um acto eleitoral vivo e muito participado, a Lista A venceu por larga margem tendo arrecadado 68 % dos votos a favor contra 31 % da Lista B (1 % de votos nulos).

Na fidelidade ao lema “AO SERVIÇO DE TMAD E DOS QUE AMAM ESTA REGIÃO” a constituição dos novos órgãos sociais da CTMAD de Lisboa agora eleitos é a seguinte:


MESA DA ASSEMBLEIA GERAL

Presidente - Prof. António Guilhermino Pires (Murça)
Vice-Presidente - Dr. Artur Monteiro do Couto (Boticas)
1.º Secretário - Profª. Anabela Bastos Tibúrcio Martins (Chaves)
2.º Secretário - Manuel Joaquim Pinto (Torre de Moncorvo)


DIRECÇÃO

Presidente -Prof. Jorge António de Carvalho Sousa Valadares (Chaves)
Vice-Presidente - Cor. Eng. António Manuel Vilares Cepeda (Bragança)
Tesoureiro - Cor. Eng. Leonardo Fernandes Antão (Miranda do Douro)
Secretário - Prof. José Luís Sarmento Castor Teixeira (Chaves)
Vogal Efectivo - Prof. António Armando Miranda Rodrigues da Costa (Mirandela)
Vogal Efectivo - Dr.ª Maria de Lourdes Pereira Vaz Marques (Alfândega da Fé)
Vogal Efectivo - Dr.ª Maria Manuela Pereira Rodrigues Moreira Ramos (Vila Pouca de Aguiar)
Vogal Efectivo - Com. Joaquim Manuel Rocha Afonso (Miranda do Douro)
Vogal Efectivo - Manuel Augusto Fonseca Martins (Vila Real)
Vogal Suplente - Eng.º Carlos Alberto Machado Cordeiro (Mirandela)
Vogal Suplente - Dr. Jorge Manuel Pereira Gomes (Chaves)


CONSELHO FISCAL

Presidente - Dr. Nuno Augusto Aires (Torre de Moncorvo)
1.º Vogal - Dr.ª Ana Sara Cavalheiro Alves Brito (Torre de Moncorvo)
2.º Vogal - Dr. Francisco António Sá (Vila Flor)
Vogal Suplente - Dr. João António Tomás (Chaves).

Todos estes elementos dos Corpos Sociais se comprometem agir firmemente empenhados na defesa intransigente dos superiores interesses da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro, bem como dos que lá nasceram e seus descendentes, em particular dos que vivem na Região da Grande Lisboa. Para isso contam com o máximo apoio possível das Autarquias e de todos os Órgãos Regionais para, num trabalho solidário, lutarem não só pelo progresso das nossas terras e dos seus filhos, mas também pela consolidação de relações institucionais e pessoais que possam contribuir para o desenvolvimento de um espaço apelativo para todos os transmontanos e alto-durienses.

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