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terça-feira, 13 de setembro de 2011

106º ANIVERSÁRIO DA CTMAD

A Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro faz, no próximo dia 23 de Setembro, a bonita idade de 106º anos! A comemoração realizár-se-a neste mesmo dia (sexta-feira), e o programa é o seguinte:


15h - Inauguração da exposição da Pintora Graça Morais "Tempo de Cerejas e Papoilas. Trás-os-Montes 2011" na Galeria Ratton (Rua Academia das Ciências 2ºC)
 
17h - Missa na Igreja Conventual das Franciscanas Missionárias de Maria (Rua Chaby Pinheiro, nº 12 - ao Campo Pequeno)
 
18h14 - Sessão solene: homenagem à pintora Graça Morais com a intervenção do Prof. Adriano Moreira. Durante a sessão, serão ainda homenageados os sócios com 50 e 25 anos de aassociados da Casa. Esta sessão decorrerá na CTMAD.
 
20h30 - Jantar de aniversário e confraternização na Ordem dos Engenheiros (Av. António Augusto de Aguiar, nº 3 D - junto ao Hotel Eduardo VII). Preço 25,00€. Data Limite para inscrições: 16 de Setembro de 2011 (obrigatóriamente acompanhadas pelo pagamento sem o qual não serão consideradas)
 
Para qualquer informação contactar a Sede da CTMAD pelo nº 217939311 ou pelo e-mail ctmad.lisboa@gmail.com.
 
Contamos consigo!

sábado, 5 de junho de 2010

Graça Morais no Palácio Anjos

No Centro de Arte Manuel de Brito*, Graça Morais expõe, de 29 de Maio a 19 de Setembro, em 68 obras, duas décadas do seu percurso criativo.
Faz parte da exposição um documentário, realizado pela sua filha Joana Morais, sobre a vida e obra da pintora.

*CAMB - Centro de Arte Manuel de Brito
Palácio Anjos, Algés - Alameda Armando Patrone
Tel. 21 4111400 - camb@cm-oeiras.pt

Veja a propósito desta exposição o artigo do DN, de 2010.08.28, de Joana Emídio Marques.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

ACONTECIMENTO CULTURAL EM BRAGANÇA

INAUGURAÇÃO DO CENTRO DE ARTE CONTEMPORÂNEA GRAÇA MORAIS
E DO NÚCLEO DE EXPOSIÇÕES TEMPORÁRIAS


por Arminda Cepêda

Naquele fim de tarde de 30 de Junho de 2008, uma pequena multidão acorria aos pátios e corredores de acesso ao restaurado e remodelado Solar dos Vargas (que funcionou como delegação do Banco de Portugal na 2ª metade do século XX), fervilhando os novos visitantes na ânsia de verem um novo espaço artístico, de inovadoras linhas arquitectónicas, que acolherá no futuro as mais avançadas expressões da arte moderna, incentivando as novas gerações para o entusiasmo e divulgação das correntes estéticas mais ousadas.

O acontecimento foi divulgado na cidade com brilho e euforia, aguardando-se a presença do Primeiro Ministro José Sócrates e seu séquito ministerial, após um dia de resoluções estratégicas nas barragens de Picote e do Baixo Sabor, em que novas perspectivas se focalizaram para o desenvolvimento energético de toda uma vasta Região que apela a novos investimentos e aberturas turísticas.

Mas o centro da cerimónia seriam os largos relvados e brancos espaços do novo módulo pavilhonar da autoria do Arq. Souto Moura, com ligação suave e aérea do Edifício Vargas - onde permanecerá o manancial mais íntimo da obra da Pintora Graça Morais (acervo seleccionado de 1982 a 2005) - ao minimalista, mas luminoso, casario das "Exposições Temporárias".

A entrada do público fez-se em caminhada vibrante, após a chegada do Primeiro Ministro, sendo percorridas com emoção as grandes telas e as telas miniaturais da carismática pintora, onde humanos e animais se mostram numa disruptiva visão de "descida aos infernos". Sangue - Fogo - Loucura - Entranhas de Alma - que nos entontecem.

Vão ver. Venham ver. Se querem saborear a louca viagem, dos loucos instintos, o desespero da sobrevivência e da morte - têm ali o pasto fundo da tragédia humana.

Seguiram-se as horas de deleite, na tarde calma, os suaves discursos, à sombra de pequenas árvores, ainda a nascerem. Aquelas personalidades que mais lutaram - o Presidente da C. M. Bragança, Eng.º Jorge Nunes - a Pintora Graça Morais - o Ministro da Cultura, António Pinto Ribeiro - o Arq. Souto Moura.

E a fechar, as palavras emocionadas do Primeiro-Ministro, aquele que sente aquela pintura "debaixo da pele". Seu Pai desde pequeno lhe mostrava a beleza das fragas, mas foi preciso crescer para se extasiar com a aspereza avassaladora das margens petrificadas.

Ali, no espaço verde, tudo era convidativo. As palavras fluidas, os pequenos sabores apetitosos.

Agora estão ali, á espera, Salas de emoções, Salas de descoberta. Até 31 de Outubro podem ver a enigmática paixão de Gerardo Burmester (Fundação Serralves) "As cores não dizem nada". No tal "Núcleo de Exposições Temporárias", branco, sóbrio, silencioso.


(N.B: Entradas gratuitas até ao final do ano).


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